Sobre

Pássaro Valente

O Twitter me tem feito muita companhia nesta pandemia. A nossa história começou em junho de 2009 por curiosidade profissional quando eu era editora de jornal e queria ver o que os políticos postavam, passou por uma intensa fase de deleite pessoal, onde conheci gente e fiz bons amigos, e uma outra fase que nem sei quanto durou de profundo abuso e total ausência. 

Do ano passado para cá nos reatamos e, como todo recomeço, ainda tateamos nossos novos limites. Se já não sou mais a tuiteira atuante, sou aquela que acompanha com curiosidade muitas histórias que desfilam pela minha timeline diariamente. Lá, me informo, indigno, emociono, surpreendo, divirto e até acompanho programas de TV sem precisar ligar a televisão. 

Quer saber o que está acontecendo no mundo? Acesse o twitter. A última boiada do Salles, os anúncios do maravilhoso mundo do Guedes ou a inauguração da última pinguela presidencial estão por lá, assim como os melhores comentaristas sobre tudo de BBB à CPI da Pandemia. 

Ah, você prefere uma coisa mais animada, numa linguagem mais jovem? Temos! De dancinhas de todas as redes às infindáveis tretas de todos os dias. E haja confusão e cancelamentos. Bem didáticos, inclusive. Lá você só não aprende se não quiser e sobre tudo. De desconstruções socioculturais à receitas culinárias e medicina. Tá, acho que lá o único lugar onde médico é acessível.

Em tempos tão sombrios, é bom perceber que existem pessoas com as mesmas inquietações e dúvidas que você, que o sentimento de desolação não é exclusividade sua, que muitos não desistiram de lutar, que a ciência – a despeito de esforços contrários – vem dando respostas exitosas, que a humanidade não está de todo perdida e, principalmente, que você não está só. 

Lá também encontramos histórias de vida emocionantes, como a de vítimas de violência de gênero ou sexual, de gente que perdeu entes queridos para este descaso em que vivemos e de pessoas como a mãe do escritor e economista Paulo Nogueira Batista Jr. que, do alto dos seus 91 anos, com problemas de visão e mobilidade, ao ser perguntada sobre como estava nessa confusão toda respondeu: “Não estou bem. Mas a gente tem que ser valente”.

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