Últimas histórias

  • Estação de Teatro no Bosque Encena Virtual

    O grupo ESTAÇÃO DE TEATRO volta ao palco do BOSQUE ENCENA e convida a todos para uma montagem virtual do espetáculo UM SONHO DE RABECA NO REINO DA BICHARADA.

    Dirigido e protagonizado pelo músico CAIO PADILHA, a encenação envolve em um só momento contação de histórias e cultura popular com foco na fauna nordestina e na música de rabeca. A montagem acontece em uma atmosfera intimista e preza também pelo envolvimento com a assistência.

    Você confere o espetáculo a partir de domingo (10), às 10h, no Instagram, Facebook e YouTube (Bosque Encena).

    Youtube
    https://www.youtube.com/channel/UCXBNSqLvCGKQS04AsVe1tvA

    Instagram
    https://www.instagram.com/bosqueencena

    Facebook
    https://www.facebook.com/bosqueencena

  • O cume

    Poesia: Sávio Tavares

    Arte e animação: Túlio Ratto

  • Ação social com cachorros de rua emociona

    O programa Pet Zoo, que vai ao ar na Band TV aos sábados pela manhã para o Rio Grande do Norte, Alagoas e Ceará, trazendo informações importantes sobre a população de pets, principalmente caninos e felinos, apresentando boas maneiras de saúde e divertimentos para os animaizinhos de estimação. A jornalista e produtora do programa, Jaqueline Cordeiro, ainda encontra tempo para colocar em prática um trabalho social para Moradores de Rua e Seus Cães (MRSC) criando assistência social às pessoas em situação de rua bem como seus pets com banho e tosa, vermífugos, coleiras, ração de boa qualidade e avaliação de um veterinário. “Nós não resgatamos nenhum animal porque não temos abrigo. Não somos protetores, mas sim defensores dos animais”, declarou Jaqueline, ressaltando que não ganha nenhum centavo para o trabalho. De acordo com Jaqueline, todos os cães que são resgatados e depois do tratamento, eles são devolvidos ao dono. “É duro ver aquela situação na rua? Sim. Mas, eles são felizes com seus humanos”. Disse a jornalista, alertando que o cão não distingue o rico, o pobre, o feio ou o bonito. “Ele é fiel ao seu dono”.

    REVELAÇÕES
    “A fotografia é um reconhecimento simultâneo, numa fração de segundo, do significado do acontecimento, bem como da precisa organização das formas que dá ao acontecimento sua exata expressão”. – Cartier Bresson, fotógrafo francês.

    “O guia de turismo é um embaixador, um agente natural de desenvolvimento territorial.”
    Carlinhos de Cabano, guia de turismo em Carnaúba dos Dantas RN.

    CLASSIFICADO
    Troca-se um crepúsculo azul, devaneio caicoense dos anos 50, por um sonho barroco, ligeiramente escandaloso, de qualquer época, de qualquer lugar, de qualquer tudo. Tratar com Moacy Cirne, poeta e cangaceiro da anticultura, no Balaio Incomum, em São Saruê dos Delírios Nordestinos. (Moacy Cirne, Balaio, n° 328, in memorian)


    WEB SEPTO
    Uma das produções potiguares mais conhecidas, “Septo” é uma websérie lésbica que atualmente está em sua terceira temporada. A série é toda rodada em Natal e tem como protagonista a atriz Alice Carvalho. A trilha sonora tem Simona Talma, Luisa & os Alquimistas, entre outros talentos da nova cena musical natalense. Septo no Instagran: https://www.instagram.com/septowbs

    CINE NORDESTE
    A nova sessão de cinema das 16 horas é a Cracolândia instalada debaixo da marquise do antigo Cine Nordeste, em pleno Grande Ponto de Natal, ao lado da Praça Kenedy. Enquanto o prefeito Álvaro Dias faz que não ver o problema para moradores e comerciantes da Cidade Alta, os cracudos noiados abordam qualquer pessoa que passar por lá, exigindo pedágio “para inteirar uma lapada de cana”.

    BEIJA MÃO
    Fatura a eleição no primeiro turno, o prefeito Álvaro Dias correu pra Brasília se reunir com o ministro Rogério Marinho. O alcaide natalense escondeu o apoio bolsonarista durante toda a campanha, mas não perdeu tempo para mostrar que pode beijar mão e lamber botas em nome da governabilidade!

    CENTRO HISTÓRICO
    A maioria dos equipamentos históricos/turísticos de Natal estão em ‘reforma’ a mais de um ano. O Teatro Alberto Maranhão, Museu de Cultura Popular, Largo da Ribeira, Pinacoteca do Estado, Forte dos Reis Magos, além das praças André de Albuquerque e Padre João Maria. Apesar de totalmente destruída, a Praça João Tibúrcio, por trás da Igreja do Galo, continua abandonada e cheia de lixo a céu aberto.

    SERTÃONAUTAS
    No Sertão Central do Rio Grande do Norte, há uma Estação Espacial Análoga Habitat Marte, uma experiência desenvolvida pelo professor Júlio Rezende que simula uma estação espacial no planeta Marte com “sertãonautas” numa fazenda a 10 km do município de Caiçara do Rio Dos Ventos, no meio da caatinga potiguar. Veja atividades da estação marciana pelo site: www.habitatMarte.com

    SERIDÓ TUR
    Pouco utilizado para ser ofertado aos turistas, mas que tem um enorme potencial pelas belezas naturais, história e culinária diferenciadas, o Polo Seridó tem de tudo para ser um grande Polo Turístico. Mas, a carência de infraestrutura básica dificulta uma campanha de marketing para vender os destinos. Se faz necessário qualificar as pessoas para receber o turista cada vez mais exigente, criando parceria público-privada nas áreas de transporte receptivos e de agências.

    ZÁS TRÁS
    Até 2007, quando fechou suas portas definitivamente, o Zás Trás era uma casa de shows que apresentava espetáculos genuinamente potiguar para turistas. O produtor cultura Fernando De La Torre criou a casa para apresentar diversas manifestações artísticas do Rio Grande do Norte. O show principal era uma superprodução artística, excelentes bailarinos, figurinos e iluminação. O repentista Manoel do Coco fez história no Zás Trás, fazendo repentes e tirando onda com os turistas. Até hoje, nada parecido foi feito em Natal para valorização dos artistas locais. Ainda predomina o turismo de sol e praia e o cabra ainda pergunta: com emoção ou sem emoção?

    MÁFIA
    ‘Dois para 500’ é o nome da “loteria” que circula na Cidade Alta e no Alecrim, em Natal, aonde o ‘cliente’ paga R$ 2,00 e pode faturar, no mínimo, R$ 500 por dia. Quando acumula, a bolada pode chegar até R$ 15 mil. A ‘administração’ da loteria é feita por alguns venezuelanos, que também controlam um rigoroso esquema de agiotagem.

    APOCALIPSE NOW
    O artista visual e poeta-processo, Falves Silva, está produzindo muito na pandemia e prepara para lançar, em 2021, seu mais novo livro-envelope intitulado “Apocalipse”, uma alusão a esses tempos sombrios que vivemos entre Covides e Bozos.

    MALDIÇÃO
    O ano de 2020 deverá ficar conhecido pela maldição dos carrascos goleadores do futebol mundial que eliminaram a Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Maradona foi responsável pela eliminação do Brasil na Copa de 1990 morreu em novembro. Paolo Rossi, que eliminou o Brasil na Copa de 1982, faz 15 dias que morreu. Zidane, que eliminou o Brasil na Copa de 1989 deve estar bastante apreensivo, desejando que o 2020 acabe logo.

    VACINA
    Em tempos negacionistas, tem que ir nas quebradas para comprar a vacina. E pra quem já comeu caranguejo, bebeu Kaiser, mergulhou no Rio Potengi e fez tatuagens, o organismo está prontinho para a vacina contra a Covid, seja lá qual for… Mas, tem que ser da boa!

    RENOVAÇÃO
    Vendo o resultado da eleição municipal natalense, percebe que a democracia é sensacional. Assim como os eleitores votam em pessoas folclóricas como Dagô do Forró para vereador de Natal, esses mesmos eleitores também retiram o mandato de vereadores radicais como o desbocado Luiz Almir, o agressivo Cicero Martins e o destemperado Fernando Lucena.

    DEFESA DO VÍRUS
    O mandrião que está na presidência coloca as vacinas sob suspeita e age, mais uma vez, em defesa do vírus. É notório que ele está empenhado em sabotar a imunização. Determinar que o ministro da Saúde use dinheiro público em uma campanha antivacina é outro desserviço ao Brasil que coloca ainda mais vidas em risco. Além de não ajudar, o imbecil atrapalha!

    CLORIQUINA
    Aqueles negacionistas convictos, que veste verde e amarelo todo dia e é fã do Véio da Havan, deveria seguir o conselho do Mandrião e tomar a Cloroquina para poder liberar a fila da vacina. Enquanto a boiada passa, Chico César canta: “Eu vou tomar vacina, quem não quiser que tome cloroquina”.

    VINGANÇA
    Vivemos em tempos incertos com o miliciano no poder. A lógica dele é alimentar a narrativa do contra. É a vingança contra a ciência, a educação, a intelectualidade, a imprensa, o conhecimento.

    EXEMPLO CHILENO
    Chile é o primeiro país da América Latina a aprovar a vacina da Pfizer. Com população de 19 milhões, o governo adquiriu 20 milhões de doses. Por lá, a vacinação começa antes do natal. Pensando seriamente em trocar milhas por uma passagem à Santiago.

    CHICO DOIDO
    O poeta caicoense Chico Doido vai virar filme com direção e produção do natalense Leon Góes. Um dos personagens do filme será Moyses Sesyom que será interpretado pelo sebista Abimael Silva que anda decorando umas glosas fesceninas e declama para os frequentadores do Sebo Vermelho. Parte do projeto do filme foi contemplado na Lei Djalma Maranhão de Cultura e o filme deverá começar a ser rodado em 2021. O Castelo Di Bivar, em Carnaúba dos Dantas, será um dos cenários do filme!

    ALDIR BLANC
    Enquanto os culturetes potiguares estão vibrando de alegria, os empresários do eixo Rio-Natal-São Paulo estão preocupados porque vai faltar Iphones, Câmeras fotográficas e Notebook no mercado eletrônico. A grande maioria dos projetos aprovados e habilitados na Lei Aldir Blanc, no edital de Empreendedorismo Cultural, estão pleiteando esses equipamentos para melhorar a performance nas produções culturais.

    FUNDAÇÃO
    A Fundação José Augusto é o órgão de cultura que representa o governo do PT do RN. Como é uma verba federal, os recursos da Lei Aldir Blanc de emergência cultural que vieram para o Erre Ene serão monitoradas com um rigor maior do governo Bolsonaro, que está doido pra pegar um deslize dos petistas potiguares.

    PRATO DO MUNDO
    O “Prato do Mundo – Festival Gastronômico do Beco da Lama”, organizado pela Samba (Sociedade dos Amigos do Beco da Lama e Adjacências) durante mais de uma década, passou batido na pandemia inteira e pelos editais emergenciais de cultura. Pelo Beco, ninguém soube dizer se a Samba participou de algum edital da Lei Aldir Blanc. Nem mesmo uma versão on line do evento, a diretoria da entidade fez. Há reclamações a boca miúda que a atual presidenta da Samba não participou das derradeiras reuniões da diretoria da Samba.

    CATARRO
    Depois de ser protagonista de um curta-metragem, dirigido pelo jornalista e cineasta Paulo Dumaresq, Catarro é o novo sebista de Natal. É fácil encontra-lo empreendendo com uma banca recheada de livros, aos sábados, nas festas pandêmicas do Beco da Lama.

    TIRANDO ONDA
    É só uma gripezinha. No meu governo não tem corrupção. O Auxilio Emergencial é de 1.000 Dólares. Não existe queimadas no Pantanal e nem na Amazônia. Não há machismo e nem racismo no Brasil. A cloroquina pode curar o Coronavírus. A pandemia está no finzinho.

    ABC FC
    O Mais Querido não conseguiu vencer o Globo de Ceará Mirim e vai amargar mais um ano na Série D do Campeonato Brasileiro. Má administração, péssimos treinadores e um elenco de pernas de paus, ingredientes de uma receita macabra para irritar a Fraqueira. Tudo indica que o time inteiro e a comissão técnica estão entubados, precisando de remédio para recuperar o futebol que dá orgulho do povo potiguar quando vai ao estádio ver o Mais Querido jogar.

    GOROROBA POTY
    Celina Muniz (prosa)
    Iara Carvalho (poesia)
    Luíza & Os Alquimistas (música)
    Titina Medeiros (teatro)
    Luzia Dantas (escultura)
    Marcelus Bob (pintura)
    Damião Paz (fotografia)
    Erre Rodrigues (grafite)
    Buca Dantas (cinema)
    Marcelo Veni (produção cultural)

    FOTOGRAFIA
    Tem uma câmera invocada, cheia de pitôcos e não sabe nem para onde vai? Tem um celular com uma câmera lotada de recursos e também não sabe mexer para fazer boas fotos? Seus problemas acabaram. Em Natal, há um Curso de Fotografia para Iniciantes, com aulas on line e aula prática presencial, aonde qualquer pessoa pode aprender, passo a passo, as técnicas de composição e iluminação para tirar fotos como um profissional. De quebra, vai aprender a usar os recursos fotográficos da câmera do seu celular. Turmas do Curso de Fotografia em janeiro de 2021: Contatos pelo WhatsApp: [84] 98896-5436

    PAPANGUZANDO
    Vendo um velho boêmio cabisbaixo com as fofocas maledicentes em torno de sua vida, numa mesa do Bardallos, Catarro, o novo sebista do Beco da Lama filosofou: “Chifre é Igual a abelha. O problema não é a ferroada. É o zum-zum-zum”.

    JEREMIAS
    Adriano de Sousa, in Poesia. Natal, 2008.
    ai de vós
    profetas
    ai de vós
    poetas
    nem mesmo os vossos
    vos ouvirão

  • Última “dança”

    Desde que me entendo por gente, por pessoa, procurei entender as minhas limitações e possibilidades na sociedade em que vivia/vivo. Assim sendo, passei a conhecer o meu lugar e os meus iguais e decidi lutar por um lugar ao sol para todos nós.

    Sei que vocês vão dizer que não passo de um medíocre fanfarrão cartunista que, aos 61 anos, tem a cara de pau de dizer que lutou por seus iguais, sem nos mostrar um catatau de provas com lutas e batalhas épicas carimbadas e certificadas. Outros, talvez, indagarão se ouço estrelas, se perdi o senso… E eu vos direi, no entanto: talvez, os dois!

    Nesse Brasil de “cabôco” de Mãe-Preta e Pai João, faz-se necessário um pouco de loucura e de “ouvir estrela”, não só ouvi-la, mas também segui-la como um farol. Nunca me conformei com a minha e a pobreza alheia, nunca fiquei indiferente ao sofrimento do outro, nunca vi uma criança em sinal pedindo ou vendendo pirulito, ao invés de estar numa escola ou brincando sendo criança, para não encharcar os olhos d’água.

    Nos anos 80, entrei para o movimento sindical gráfico – Não imprimi uma história de grandes feitos sindicais que tenha mudado a categoria, longe disso. Foi uma passagem meramente estratégica: eu já era filiado ao Sindicato dos jornalistas/FENAJ – Federação dos Jornalistas Profissionais), para muitos amigos da época, servia até de deboche, pois eu era tesoureiro de um sindicato de pobres, que não tinha dinheiro, e quando aparecia não dava tempo de entrar em caixa. Entretanto, foi lá nessa época, no jornal Gazeta do Oeste, em uma sentada com Maria Emília Lopes Pereira, com sua folha de pagamentos do pessoal da Astecam, que aumentamos os salários de todos os funcionários, inclusive, teve um que recebeu 100% de aumento, se não evitando uma greve, mas, pondo uma pressão sobre as outras gráficas.

    Também nos anos 80, fiz número para fundar o PMDB, em sua primeira reunião na capela do Hospital Duarte Filho. Logo depois, fiz a mesma coisa com o PT mossoroense. Porém nunca me filiei a nenhum dos dois partidos – não sou, mas minha alma é liberta, não aceita algemas e ainda hoje, sou um “petista” fiel.
    Nesse tempo, construí uma família da qual muito me orgulho, com cinco filhos, cinco netos, duas noras e dois genros, que neste momento de isolamento social, comprovei que sem eles a vida seria pifiamente nula, sem muito sentido, não merecia ter sido vivida.

    Com um lápis na mão fiz e continuo lutando minhas batalhas, sei que ignorada por alguns e desdenhada por outros, porém são 42 anos sem fugir, entrincheirado no pé da Jurema. Muitas batalhas foram sonhos, utópicas, inglórias, moinhos de vento. Não fui e não sou nenhum Aquiles ou o honroso Hector. Porém, é certo que tive minhas “Tróias” a conquistar e defender, certamente, devo ter ofertado “presentes de gregos”. Contudo, não há nada a pedir perdão ou perdoar, foram e são minhas batalhas, minhas lutas e por favor, não me peça para ficar alheio às lutas por uma vida melhor para todos e, se por castigo, perder completamente o senso, pedirei a “dama de negro” a última “dança”.

    ACA
    Não sei porque cargas d’água o grande artista digital Túlio Ratto, editor desta nossa Papangu – que graça a Deus para o bem de todos e felicidade geral daqueles que apreciam um bom conteúdo, com exceção do nosso, voltou – não fez minha caricatura na campanha de retorno da revista.

    Talvez, não quisesse minha inimizade, mas não devia ter tanta preocupação, sou amigo do espelho.

    Por outro lado, me frustrou. Desde então frequento diariamente a ACA – Associação dos Cartunistas Anônimos. Mas, decidi fazer uma campanha: Quero minha “Caloi”.

    Ódio
    Pelo que indica os narizes da renas, meu barroco não está no itinerário do bom velhinho. Certamente ficarei sem ceia e panetone.

    Não consigo entender o ódio concreto do poder público aos seus artistas aldeões. Tapinhas nas costas, elogios a carradas e até comendas, mas na hora do “vamos ver”, isto é, de transformar toda essa bajulação em o que, de fato, se tornar respeito ao trabalho, que é sua remuneração, são tratados com desdém, o ódio, o desrespeito, a arrogância se impõem.

    Não conheço um só artista, que tenha ou já teve seu trabalho comprado, seja por prefeituras ou governos de estado que não sentiu na pele a humilhação da peregrinação na tentativa de receber seu suado dinheiro.

    Estou na iminência de não receber mais um trabalho. Desta feita da Secretário de Cultura – Prefeitura de Mossoró/RN, que certamente, no apagar das luzes, não vai pagar. Até porque venho cobrando a dias, recebo respostas vãs.

    Erro
    Enxergar o erro alheio é um prazer vulgar, nulo. Porém, reconhecer os seus pode até ser doloroso, mas é libertador.

    Caricatura
    A caricatura de Raimundo de Brito, está ilustrando no próximo livro, no qual iremos desenhar 100 figuras da arte e cultura do Rio Grande do Norte.

    Brito – Cartunista

  • GARANTIA

    O juiz de Direito Luis Martius Holanda Bezerra Junior, da 22a vara Cível de Brasília, determinou que empresas que estão em recuperação judicial corrijam anomalias construtivas de condomínio. Para o magistrado, a recuperação judicial não as exonera do dever de garantia.

    USO INDEVIDO DE IMAGEM
    A atriz Giovanna Antonelli processou a empresa Banuba, de origem Bielorrússa, que usou a sua imagem sem autorização como garota propaganda de um aplicativo de filtros para selfies, vendido nas lojas online do Google e da Apple. De acordo com a defesa da global, a empresa estrangeira apropriou-se indevidamente de uma foto de Giovanna para demonstrar como a ferramenta funciona e divulgou-se em links patrocinados no Instagram.

    VIOLAÇÃO DE USO DE MARCA
    A 3a turma do STJ julgou nesta terça-feira, 15, disputa da marca de luxo italiana Prada por violação marcaria de empresas brasileiras do ramo de produtos de cabelo. As empresas recorreram contra decisão que as condenou ao pagamento de uma indenização por continuarem vendendo seus produtos mesmo estando proibidas de usar a marca. Já a Prada requereu indenização por danos morais.

    ESTATUTO DO IDOSO X PLANOS DE SAÚDE
    O ministro Gilmar Mendes, do STF, pediu destaque no julgamento virtual de RE que discute a aplicação do Estatuto do Idoso em contrato de plano de saúde firmado anteriormente à vigência da norma. Agora, o caso será analisado pelos ministros em sessão por videoconferência, em data a ser definida.

    Reflexão

    “O rei que possuir a

    justiça não precisa de coragem.”| Aristóteles |

    GORJETAS
    3a turma do TST restabeleceu sentença que fixou multa de R$ 30 mil caso um restaurante de Salvador/BA volte a praticar irregularidades no pagamento de gorjetas a seus empregados. Embora o estabelecimento tenha regularizado a situação no curso do processo, a sanção tem finalidade coercitiva, a fim de evitar a reincidência.

    FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
    O Mercado Pago deverá devolver em dobro os valores debitados em conta virtual de usuário. Decisão é da juíza leiga Letícia Campos de Oliveira, homologada pelo juiz de Direito Artur Bernardes Lopes, do Juizado Especial de Contagem/MG, ao ser constatado que houve falha na prestação de serviços pela empresa. O consumidor, que possui uma conta virtual na plataforma Mercado Pago, apresentou ação alegando que em novembro de 2018 apareceu um débito automático de uma fatura no valor de R$ 5.605,46 de forma indevida. Em decorrência de tais fatos, pediu na Justiça a restituição do valor em dobro e indenização por danos morais.

    RAMIREZ FERNANDES
    Editor do Blog www.protejaseusdireitos.blogspot.com.br

  • Viva?!

    Acho que hoje estou morta. Morta antes de morrer. Uma morte não morrida e não ainda matada. Morte esculpida num frasco surrado, com uma bebida colorida, cujo gosto é de amora e alecrim. 

    Talvez este lado morto de mim esteja muito vivo e, o lado ainda é fosco e mendigo, um habitante estúpido, bêbado de insônias e surtos. Será mesmo a morte uma dama de preto, de foice afiada na mão? Não seria ela uma loira, de olhos claros e voz delicada? 

    Quem realmente está enganado, ela ou eu? Morte asfíctica, tóxica, apoplética, traumática… Será ela tão viva assim para tema de recorrentes discussões, tratada por diversos povos com misticismo? Será ela tão ordinária e má? 

    Ó dama que nos segue, siga por um lado que iremos aqui por outro, se for cedo iremos nos render e se for tarde lutaremos, talvez juntas! 

    Morte – Do latim mors, obitu… Na literatura, na história e na ciência…Ó senhora, dona de mim, eis que teus olhos brilhantes que se afagam nos meus, nas minhas doces lágrimas de sofreguidão, de abusos, absurdos nas minhas lacunas invisíveis. 

    Houve um inventor no começo do século XX que desenhou um sistema de alarme que poderia ser ativado dentro do caixão, se o cadáver acordasse poderia avisar. Isto por causa das dificuldades na definição de morte. Na maioria dos protocolos de emergência, mais de uma confirmação de morte é necessária.

    O ser humano não está pronto para morrer ou para encontrar o outro lado. Acho que também não estamos prontos para viver. É muito mais fácil definir a morte do que esta agonia em que estamos. 

    A questão é: o que acontece, especialmente com os humanos, durante e após a morte? Se pensarmos na morte como um estado permanente, é uma interrogação frequente, latente na psique humana. Consequências negativas, não seria isto o que torna a morte incômoda? 

    Ou o medo do inferno, por isto mais temida? Várias religiões creem que após a morte o ser vivo fica junto do seu criador, Deus. Por que tanto medo em encontrar com nosso Pai? A morte é representada por uma figura mitológica em várias culturas. 

    Na iconografia ocidental ela é usualmente representada como uma figura esquelética vestida de manta negra com capuz e portando uma foice. É representada nas cartas do Tarot e frequentemente ilustrada na literatura e nas artes. 

    A associação da imagem com o ceifador está relacionada ao trigo, que na Bíblia simboliza a vida. Na mitologia grega, Tânato seria a divindade que personificava a morte, e Hades, o deus do mundo da morte. Ela é relatada em vários trabalhos televisivos e cinematográficos. 

    Há histórias de que ela pode ser subornada, enganada, ou iludida, a fim de manter uma vida. A série Supernatural apresentou uma visão nova da morte onde um dos cavaleiros do apocalipse e a morte na condição humana, discutem com o personagem principal sobre sua origem, ao qual ele afirma ser mais velho do que Deus, além de ter existido também em outros planetas, tendo levado a vida lá também para o abismo. 

    A morte é considerada através de várias perspectivas na literatura de todo o mundo. Encaramos a morte, lidamos com o falecimento de entes queridos e desconhecidos, discutimos o seu significado religioso, filosófico, social, etc. A morte, no ramo das ciências, é estudada pela tanatologia. 

    Neste sentido são estudados causas, circunstâncias, fenômenos e repercussões jurídico-sociais. Um dos ramos da ciência relatados através de vários casos de quase morte estuda os sentimentos declarados de pacientes que recuperaram suas funções vitais depois de uma intervenção médica. São comuns relatos de pessoas que dizem ter visto uma luz, um túnel iluminado e às vezes vendo-se a si mesmo, fora do próprio corpo, durante uma cirurgia. Morremos um pouquinho a cada dia, após um dia aflito, de insônia, de brigas. Após uma festa ou carnaval, pandemia. 

    Após votar em um governante, uma cola na prova de português e até mesmo depois de arrotar palavrões na cara das pessoas. Talvez morte tenha uma gadanha colorida, pode ter pele pálida e voz suave… Será que não estaríamos mortos tentando a vida? 

    Por hoje me basta apenas saber que ainda não morri e aprender um pouco mais em ser um simples frasco com veneno doce, um tanto cheio ou um tanto vazio.

  • Thor-mento

    Como filho de Otin-hoso, rei dos deuses sórdidos, Thor-mento Pazzu é louco para herdar um lugar ao sol no trono de seu odioso, digo, idoso pai. Porém, no dia em que poderia ser sua coroação, Thor-mento, que é o personagem principal da Saúde, reage com brutalidade quando os inimigos dos deuses (imprensa chata do cacete que só faz perguntas chatas) indagam sobre a tão aguardada vacina contra a Covid-19. Sem compaixão pelas quase 200 mil vítimas fatais do vírus, Thor-mento dispara contra seus irmãos: para que essa ansiedade e essa angústia?

    Bom dizer que seus irmãos Lokos, do exército, com super poderes nessa gestão, enfrentam com desdém nossa maior ameaça dos últimos 100 anos.

    Título Original: Thor
    Ano Lançamento: 2020 (Mundial)
    Direção: Co Vid-19
    Elenco: Passivo Pazzuelo

  • PAPANGU NA REDE

    Olhar para uma folha em branco na tela do computador passou a ser novidade para mim neste 2020. Há tempos não sentava exclusivamente para escrever. Franzir a testa, fazer careta sem saber por onde começar, aconteceu agora. Posso dizer que estou um “cara fora de forma” na escrita. Diferente do meu grande companheiro diário, o Photoshop, que seus pincéis já me tomam as cores e o tema da charge que trago na cabeça antes mesmo de esboçar qualquer reação com a mesa digitalizadora. Não abrirei mão das charges, é certo, mas também cultivarei este espaço da Papangu na Rede além das formas.

    A escrita me acompanhou na era Papangu em vários anos a partir de 2004. A diferença é que hoje não há nada que escrevamos para não passar no crivo de ‘especialistas’, que abundam e se multiplicam mais e mais, a cada dia, nas redes. Às vezes, agindo feito insetos, com disposição e tempo, muito tempo para esmiuçarem e disseminar uma praga. Seguindo suas próprias razões, motivos escusos, que distorcem a realidade quase sempre. Primeiro, se apoiam em organizações, e após o aval da mensagem de ódio, compartilham entre outras mil, és tu Brasil um grande grupo de Whats. Entendo que muito se dá pelo mau-caratismo mesmo, pois não acredito na simplória burrice destes.

    Perdemos bons quadros para a canalhice, para o banditismo social. É bastante claro que a interpretação mostra de que lado se está. Quanto ao estrago, às vezes, faz desmoronar o quê e quem estiver pela frente, nomes, famílias, reputações, histórias.
    Mas, isso é apenas um olhar superficial, não tenho como mostrar aqui a grande ferida dessa engrenagem, que geralmente causa medo.

    Se quiserem mergulhar fundo no tema, leiam “A máquina do ódio: notas de uma repórter sobre fake news e violência digital”, da jornalista Patrícia Campos Mello. Ela escreve que na versão moderna do autoritarismo — em que governantes não rasgam a Constituição nem dão golpes de Estado clássicos, mas corroem as instituições por dentro —, não é necessário censurar a internet. Nas “democracias iliberais”, segundo o vernáculo do primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, basta inundar as redes sociais e os grupos de WhatsApp com a versão dos fatos que se quer emplacar, para que ela se torne verdade — e abafe as outras narrativas, inclusive, e sobretudo, as reais.

    Chagamos então ao fundo do poço? Pode ser. Ainda assim, mesmo não estando nada fácil empreender tempo em páginas com tantos haters à espreita, com tanto ódio gratuito, seja na arte da escrita ou da charge, contem comigo, um Papangu na Rede que nunca se dedicou ao silêncio.