Últimas histórias

  • Fotografando com Canindé Soares

    Um curso online com o experiente fotógrafo potiguar vai preparar e capacitar cada participante para fotografar com seu smartphone como estivesse fotografando como uma câmera profissional.

    Através da Lei Aldir Blanc, via Edital de Formação e Pesquisa da Fundação José Augusto, o curso Fotografando com Canindé Soares pretende contribuir para revelar e incentivar novos talentos da fotografia no RN, repassando um rico material para transformar consideravelmente a maneira como a maioria fotografa atualmente.

    Muito além das selfies, as aulas vão explorar os conceitos, técnicas, criatividade e dicas que só um profissional capacitado pode compartilhar. Oportunizando conteúdo acessível para que os participantes possam atuar no mercado da fotografia digital e na produção de imagens para postagem cultural e comercial em sites, blogs, redes sociais entre outros.

    O curso acontecerá no próximo sábado, dia 25, em dois turnos: das 10h às 12h e das 14h às 16h, contemplando 08 módulos, de 30 minutos cada.

    Ao final de cada módulo um bate papo e tira dúvidas. As pessoas participam através da plataforma Zoom direto de suas casas, conectadas de seus smartphones, computadores e/ou notebooks.

    A possibilidade de tirar fotos com o celular foi um dos fatores que mais estimularam as pessoas a investirem em aparelhos modernos. No entanto, por mais que a indústria nos diga que basta ligar a câmera e sair apertando um botão para tirar boas fotos, não é bem assim que as coisas funcionam.

    Ao compartilhar um conhecimento de qualidade, e com a experiência adquirida em anos de trabalho, Canindé Soares se propõe a capacitar o participante a ter a fotografia como elemento comunicador e conceitual na divulgação de diversos produtos e serviços, em especial no segmento da economia criativa, podendo produzir fotos tão boas quanto as capturadas por câmera profissionais.

    Uma exposição virtual no www.canindesoraes.com será realizada no final do curso com o resultado fotográfico de cada um dos participantes.

    Os interessados podem fazer as inscrições gratuitas enviando nome completo, cidade/bairro que reside e contato de whatsapp para o e-mail fotografia@canindesoares.com
    Maiores informações: (084) 9. 9994-2841 / 9 8790 1373

    Canindé Soares é um importante fotógrafo potiguar. 

    Nascido em São Bento do Trairi/RN, começou a fotografar no final dos anos 70, fazendo trabalhos na área social.

    Atua em seu site e como fotógrafo freelance para empresas e publicações locais e nacionais fotografando e disponibilizando um vasto acervo de fotos do RN.

    Ele não só tem talento nato como tem muita técnica e conhecimento sobre o melhor ângulo e melhor momento para disparar sua câmera.

    Tanto é que já esteve inserido em grandes projetos, já fez fotos que ficaram famosas pelo Brasil e pelo mundo, já ganhou vários prêmios entre eles o “Abril de Jornalismo – categoria Foto Jornalismo” considerado o Oscar do Jornalismo.

    Sua fotografia foi objeto de estudo como tese de doutorado da UFRN. Tem 04 importantes livros de imagens do RN publicados e já fez coberturas exclusivas de grandes eventos, personalidades e acontecimentos especiais.

    Pelas lentes de Canindé as belezas da cidade do Natal e do litoral do RN, já foram capturadas em imagens de alta qualidade numa perspectiva única proporcionando uma viagem para o público e uma divulgação de excelente bom gosto para o Estado. A paixão pela fotografia o fez, e faz, transformar o olhar e a percepção das pessoas para com o fazer fotos. 

  • Nos bailes da vida – Projeto “Circuito de Bailes” estreia com repertório inspirado nos anos 80 e 90

    Em 1981 Milton Nascimento compôs “Foi nos bailes da vida ou num bar em troca de pão, que muita gente boa pôs o pé na profissão de tocar um instrumento e de cantar. Não importando se quem pagou quis ouvir, foi assim…” e é pra relembrar essas histórias que surge o projeto “Circuito de Bailes”, idealizado e produzido pela produtora e historiadora da música potiguar, Claudia Mariana – da MARIABOA Produtora. O projeto nasceu a partir da ideia de reunir os antigos integrantes da banda Circuito Musical (popularmente conhecida como banda de forró e que em sua origem foi banda baile) e de outras bandas bailes, cerca de vinte anos depois, para relembrar e recontar as suas grandes histórias através de um minidocumentário e de uma live no formato baile. A Live baile terá transmissão no dia 26 de setembro, domingo, às 19h, no canal da cantora Dodora Cardoso no YouTube e foi gravada obedecendo a todos os protocolos de segurança contra a COVID-19.

    O projeto promete resgatar a memória afetiva de uma geração que ficou marcada através dos bailes em clubes, showmícios e bailes de carnaval, nas décadas de 80 e 90 por todas as capitais e cidades do interior do nordeste. 

    A história da nossa música passou por transformações de estilos, formatos e tendências com o passar das décadas e a produtora cultural Claudia Mariana acredita na força dos produtos e narrativas digitais para a construção dessa memória musical. Como um dos produtos desenvolvidos especialmente para o projeto, o “Diário Circuito de Bailes”, traz diversos fragmentos do que foram essas festas e shows musicais das bandas bailes, em um  link especial   onde o público poderá ter acesso a vídeos e áudios desses shows que estão marcados na memória afetiva dos seus frequentadores. E para quem quiser já ir entrando no clima, o projeto tem playlists com repertório da 1a edição, disponíveis no Youtube e Spotify. Toda a divulgação também está sendo feita nas páginas do Instagram e do Facebook do Projeto.

    Claudia destaca a importância de se falar sobre a história da música potiguar viva, através dos depoimentos de artistas e músicos: “A pesquisa sempre foi uma paixão durante a licenciatura em História, mas com a atuação na produção cultural, pesquisar e encontrar fontes sobre a história da música potiguar se tornou um vício (risos). Com a atuação na produção cultural e com a chegada das novas mídias, eu pude aliar diversos conhecimentos técnicos sobre pesquisa, história e tecnologia para a área da produção cultural, como forma de empoderar e dar presença digital às histórias da música potiguar.  Com a pesquisa e a realização deste projeto estamos construindo um acervo digital sobre a história das bandas bailes no RN. Existem páginas e canais nas redes sociais que trazem conteúdos acerca de toda essa temática, e através no Circuito de Bailes vamos catalogar e reunir fontes para que todos os fãs da época fiquem por dentro de todo o conteúdo existente sobre o assunto. A Lei Aldir Blanc foi um grande incentivo para que projetos como esse saíssem realmente do papel e da memória para as mídias sociais.”

    O repertório tem curadoria de Dodora Cardoso e conta com grandes clássicos que fizeram sucesso nos bailes de clubes que fizeram história: Um dos meu objetivos nesse projeto era reunir os amigos que integraram as bandas baile para fazer um registro dessas apresentações e dessas músicas que marcaram uma época. O repertório vai desde músicas instrumentais, músicas mais lentas que eram tocadas no começo dos bailes, ao pop rock de Cazuza; passando ainda pelo forró com clássicos de Eliane, as lambadas que marcaram com seus concursos divertidos, o samba, e o brega de Reginaldo Rossi – em uma época nós íamos muito para Recife com as bandas baile abrir os shows de Reginado Rossi. Todo o repertório foi escolhido para resgatar esses momentos ”, destaca Dodora.

    banda é formada por músicos amigos que tocaram em bandas bailes:  Dodora Cardoso – eleita a mais ‘bela voz do sertão’ pela rádio rural em 1977 e convidada para fazer parte das bandas bailes da época, tem 20 anos de bailes sendo vocalista das bandas Circuito Musical, Banda Phobus,  Natureza Lucilante, Skala Show entre outras; Jone Iuma – tecladista, ex-integrante da banda Circuito Musical (quando criança, em Catolé do Rocha – PB era conhecido como o mais novo cantor das Américas) hoje toca em navios e cruzeiros e é reconhecido internacionalmente e é o responsável pela direção musical da live show;  Jubileu Filho – iniciou sua carreira musical no ano de 1984 na banda municipal sinfônica Maestro Santa Rosa tocando trompa de harmonia e migrando para o trompete em seguida. Começou sua carreira de guitarrista profissional aos onze anos de idade tocando em bandas de baile do RN e integrou as famosas Circuito Musical e “Os Terríveis”; Kanelinha –  que começou na carreira musical nos anos 70 como guitarrista e cantor. Participou das bandas bailes Circuito Musical, Banda Phobus, Sambrasa, The Seven Boys (Recife/PE) entre outras. Hoje faz parte da CPI do Forró e se apresenta em eventos juninos e festas dentro do estilo;  E completando essa banda incrível estão  Jardel Santos no baixo e Diego Medeiros na bateria.

    O projeto “Circuito de Bailes”  foi aprovado pela Fundação José Augusto no  Edital 04/2020 – Concurso Público para Seleção de Projetos Culturais Integrados e Economia Criativa – como “Circuito Musical Baile – anos 80 E 90 ” e tem apoio o cultural da Beju Produções e Fecomércio – Sesc RN .

    SERVIÇO

    Projeto Circuito de Bailes

    Live Baile: Dia 26 de setembro, domingo, às 19h

    Exibição: https://www.youtube.com/c/DodoraCardoso

    Mais informações: @circuitodeBailes

  • Banda Catedral volta a Natal em clima de reencontro

    A banda Catedral está de volta a Natal em clima de reencontro. O show “Depois Dessa Ventania, o Reencontro” acontece no dia 08 de outubro, no Teatro Riachuelo.

    Será um show totalmente diferenciado, com muita interação com o público, pois “Estamos de partida, todo dia pode ser uma despedida”. O setlist especial contará com os grandes sucessos que marcaram toda a trajetória da Banda e promete agradar aos fãs catedráticos.

    “Depois dessa ventania, o reencontro” será um show já com o clima especial de final de ano, feito com muita emoção e esperança em dias melhores! Tudo isso regado, é claro, pela poesia das letras da banda Catedral. Um show imperdível pra quem é catedrático de coração!

    SERVIÇO:

    Banda Catedral – “Depois Dessa Ventania, o Reencontro”
    Dia 08 de outubro, sexta-feira, às 21h30, no Teatro Riachuelo
    Ingressos na bilheteria do teatro ou no site uhuu.com
    Classificação: 18 anos

  • “O Futuro é Ancestral” – Projeto Ecopraça realiza nova edição

    O projeto Ecopraça 2021 realizará, de 01 a 07 de novembro,  uma nova edição on-line e gratuita, com uma programação diversa, formatada com o objetivo de pautar a produção de conteúdo relevante no universo da internet, além de proporcionar entretenimento atrelado à apreciação artística, sustentabilidade e preservação dentro do conceito de cidades criativas. 

    Nesta edição o projeto traz como tema “O Futuro é Ancestral”, convocando assim à reflexão de que o sentido e desejo de futuro precisa ir além de pensarmos o desenvolvimento tecnológico, e sim voltarmos às nossas origens, nos nutrindo de força, identidade e autoconhecimento.

    Além da programação musical, a ser gravada no Gamboa Jaguaribe – sítio histórico e ecológico onde são desenvolvidas atividades de preservação de culturas indígenas e do meio ambiente, localizado no bairro Salinas, na Zona Norte de Natal – o projeto vem desenvolvendo, junto ao cineasta Carito Cavalcanti, um documentário que firma as pautas levantadas pela iniciativa nesta edição. 

    “O documentário busca amplificar vozes e construir uma narrativa pautada na importância de olhar para trás para seguir adiante. Fragmentos representativos da programação dos shows somam-se a depoimentos, reflexões e peças performativas, filmados exclusivamente para o documentário, fazendo com que o conteúdo dessa edição da Ecopraça reverbere como um todo na linguagem audiovisual. Representatividades indígenas, afrodescendentes e preservacionistas encontram amplificação na música, poesia, dança, circo e performance, na busca da história, memória, identidade e autoconhecimento. O documentário será dividido em duas partes de 30 minutos cada, com o título homônimo dessa edição do projeto: O Futuro é Ancestral. Entendi o convite de Geraldo para eu realizar esse filme como um presente, que logo me fez lembrar uma frase de uma música da banda setentista Joelho de Porco: “hoje é o passado do futuro”, relata Carito.

    Outra novidade desta edição será o 1º Ecohack, uma maratona que reúne jovens e adultos com o foco no desafio de gerar soluções a serem implementadas nas praças e espaços públicos ocupados pelo projeto, quando do seu retorno presencial. 

    Ao longo desses quase 9 anos de atuação, o principal elemento motivador do Ecopraça é a possibilidade de contribuir para a construção de um futuro mais participativo, inclusivo, que valoriza a diversidade cultural, os processos colaborativos e o compartilhamento de conhecimento e responsabilidades que são capazes de promover uma sociedade mais criativa, resiliente, abundante e sustentável.

    Geraldo Cavalcanti – diretor do Instituto Ancestral e idealizador do Ecopraça – ressalta a importância da reflexão sobre o futuro e da realização de ações para a construção de um mundo mais sustentável: “Desde o início da pandemia que a gente vem pensando em possibilidades e soluções para a continuidade do nosso trabalho. Refletimos bastante e sempre nos vem a inquietação acerca do futuro, sobre como será o nosso futuro e/ou sobre como queremos que seja. É certo que esse futuro  tecnológico, com carros voando e máquinas espalhadas por todos os lugares, é completamente insustentável e incoerente, pelo menos diante do viés que a gente desenvolve no Instituto Ancestral. Todas estas questões, muito latentes, nos motivam a pensar em soluções para um futuro mais  sustentável, inclusivo, diverso, criativo e colaborativo. Acreditamos que precisamos nos reconectar com a terra e com os ciclos naturais da vida e através dos nossos projetos e ações buscamos essas proposições”.

     O Ecopraça 2021 é um projeto realizado pelo Instituto Ancestral, com patrocínio da Unimed Natal e Arena das Dunas, através do Programa Djalma Maranhão e incentivo da Prefeitura de Natal.

    Acompanhe:

    www.instagram.com/ecopraca

    Acesse:

    www.ecopraca.org

    Ficha Técnica

    Direção Geral: Geraldo Cavalcanti

    Produção Executiva: Babi Baracho

    Direção de Produção e Comunicação: Nathalia Santana

    Assistente de Produção: Luiza de Sá

    Coordenação do Ecohack: Ana Flávia Bezerra e Jhonatas Laurentino

    Assessoria Administrativa: Arlindo Bezerra

    Assessoria Jurídica: Débora Medeiros

    Cenografia: Vitor Lagden

    Apoio Técnico: Flávio Torreão

    Marketing Digital, Design e Site: Aka Club Mídia

    Direção de Arte: Casulo Cria

    Graphic Motion: Gabriel Max

    Assessoria de Imprensa: Luciana Oliveira (Sollar Comunicação)

    Produção Audiovisual: Carito Cavalcanti (Praieira Filmes)

    Filmagem de Shows: Babi Baracho

    Filmagem e Montagem de Shows: Vitória Real

    Making Of: Mylena Sousa

    Cobertura Fotográfica: Luana Tayze

    Apresentação: Priscilla Vilela

  • Promissum Pictures lança seu primeiro longa-metragem no cinema

    A Promissum Pictures produtora audiovisual mossoroense lança seu primeiro filme longa-metragem que vai estrear amanhã, 09, e fica em cartaz até o dia 15 de setembro, às 18h45, no Multicine Cinemas em Mossoró, com ingresso promocional no valor fixo de R$ 12, 00 reais.

    Uma produção que teve início no ano de 2015, o filme CORPO é totalmente independente. Sua equipe, elenco e produção é formada por mossoroenses, com roteiro e trilha autoral, sendo ao todo mais de 25 pessoas envolvidas.

    A temática do filme gira em torno de sete personagens que terão suas histórias de vida contadas através de suas dificuldades, vícios, alegrias, superação e fé.

    A Promissum Pictures acredita contribuir para o desenvolvimento do audiovisual na cidade, somando com inúmeras outras produções independentes que valorizam nossos artistas, revelam novos talentos e passam uma mensagem para a sociedade.

    Faixa etária: 12 anos
    Instagram: @promissumpictures
    Canal YouTube: Promissum Pictures

    Link do Teaser: https://www.youtube.com/watch?v=mybIS4oogKU
    Link do Instagram: https://www.instagram.com/promissumpictures/

  • Terça Diminuta

    “Terça Diminuta” reúne 44 poemas poeta do potiguar Eduardo Ezus, sendo a maioria deles uma forma alternativa ou uma aproximação de como o haikai ficou conhecido no Ocidente/Brasil, sobretudo, após os anos 70, sob influência da contracultura e da poesia marginal. Por vezes questionando-se, como em

    Eu por que ego

    Se onde chego           

    De mim desapego?

    Por vezes, aproximando-se mais do conteúdo e forma empregada pelos haicaístas propriamente ditos, como em

    Jardim de pedra

    A rosa floriu

    E durou

    O poeta torna exclusivo o terceto em seu livro, feito de poemas escritos nos últimos dez anos, sob diversas influências.

    Uma atmosfera zen perpassa o livro, que tem ilustrações e fotografias de Mariana Gandarela. O estado contemplativo chega como um respiro, comenta Cellina Muniz, que nos convida à leitura a partir da orelha do livro; isso, sobretudo, no contexto pandêmico em que vivemos. Assim, de certa forma, pode-se dizer que, pelo teor dos poemas, há uma aproximação à primeira fase do haikai, cujo expoente foi Bashô. A sutileza, discutida no prefácio Música da leveza, assinado por João Batista de Morais Neto (também conhecido como João da Rua), é outra constante, além da musicalidade, daí o título do texto de João.

    A folha cai

    Quem pensa não sabe

    O tremor

    “Terça Diminuta” foi viabilizado por meio da Lei Aldir Blanc-Rio Grande do Norte, pela Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

    Sobre o autor:
    Eduardo Ezus

    É um poeta e edita a revista virtual Tamarina Literária. Publicou Terça diminuta e Cálida Noite (Ed. Margem), também de poesia. Colabora com o site Os Epigonautas e com o Jornal DeFato, dentre outros.

    Acesse: https://linktr.ee/eduardo.ezus / @ideia.cronica (Instagram) para adquirir um exemplar.

  • Damião Nobre estreia na literatura infantil

    Era uma vez o príncipe da Serra do Mar, que, incomodado pelo fato das pessoas terem perdido o habito da leitura, resolve ir ao mundo real para mudar essa situação. E é assim, contando a estória de Vicente e da princesa Clara dos Olhos de Cristal, que o médico e escritor Damião Nobre estreia na literatura infantil.

    “O Milagre do Livro da Terra do Para Sempre” é uma encantadora fábula que nasceu de um desafio para que o autor, acostumado a contar casos que aconteceram em sua vida de médico e principalmente a discorrer sobre música e seus intérpretes e autores, como Elino Julião, escrevesse uma história que despertasse o prazer pela leitura.

    “A fábula lembra que personagens que já foram tão presentes no imaginário infantil só podem sobreviver se as histórias continuarem sendo lidas e contadas; e que a escola, e principalmente os pais, têm papel fundamental na formação de novos leitores”, diz Damião.

    A obra, patrocinada pela Unimed via lei de incentivo Djalma Maranhão, será lançada neste domingo, 29, das 9h às 10h, na 10ª edição da Feira de Livros e Quadrinhos de Natal – FliQ, no Parque das Dunas.

    Feliz quase para sempre com a experiência, Damião doou parte dos exemplares ao Hospital Infantil Varela Santiago para que seja distribuída em troca de doações para a instituição. Os interessados podem procurar a Central de Doações do HIVS pelos números: 3209 8235, 99184 7322, 98611 7587.  A outra parte será entregue para escolas públicas e privadas de forma que seja estimulada a leitura.

    Sobre o autor

    Damião Nobre nasceu em Upanema (RN) e iniciou seus estudos em Mossoró. Com 14 anos de idade transferiu-se para Natal.  Depois de concluir o Técnico Agrícola no então Colégio Agrícola de Jundiaí, prestou vestibular para a UFRN, se formando em Medicina no ano de 1978. É clínico geral e gastroenterologista.

    Publicou os livros Conversa de Médico (2007), Conversa de Mãe (2008) e Conversa de Música (2015). Em 2016 publicou uma biografia do compositor potiguar Elino Julião, com o título O Cantador do Seridó.

  • Humor: Entrevista com o Talibã

    Um bate-papo verdadeiramente falacioso com

    Zabihollablablabla Muchidi,
    porta-voz do Talibã

    O que é o Talibã?

    Talibã em pashto (idioma dos afegãos na região de Pashtun – leste e sul do Afeganistão) significa “estudante”. Matamos e nos matamos desde meados de 1994, quando da Guerra civil que se instalou no país pós-Guerra Fria com o desmembramento da União das Repúblicas Socialistas Soviética.

    O que muda com a retirada das tropas dos Estados Unidos (EUA) do Afeganistão, o que isso significa?

    Foram 20 anos de ocupação militar americana. Já estávamos com saudades de fazer atrocidades. Ficamos esse tempo todo só nos matando, como parte do treinamento para depois da sonhada retirada.

    Os EUA falharam?

    Falharam, sim, principalmente no modus operandi durante esse período. Mas tanto faz sair agora ou em 10 anos. Ficaríamos esperando do mesmo jeito.

    A retirada das tropas americanas seria o retorno de grupos terroristas internacionais?

    De forma alguma. Já temos muitos aqui mesmo. Sem essa do Talibã querer terrorismo de fora.

    Quais são as perspectivas para o Afeganistão com a retomada de poder pelos talibãs?

    O Talibã só quer continuar com a política que sempre praticou. Sem interferência de ninguém, sem jornalismo, nem mulheres trabalhando, sem tolerância.

  • HUMOR: MandaLascar

    MandaLascar é um filme de terror, com uma produção chinfrim — ao contrário da famosa animação de aventura da Dreamworks —, estrelado por um ator de terceira categoria (Pau no Guedes), com um roteiro horrendo e elenco repleto de pulhas, e um enredo degradante. Uma curiosidade: dizem as más línguas que, ainda no set de filmagens, já se previa o que vinha pela frente. Enquanto se ouvia sobre a completa falta de talento dos protagonistas, as pessoas só conseguiam ver a total ausência de escrúpulos em um cenário de almas sebosas, com o intento único de desconstruir qualquer coisa boa que existiu na face da Terra.

    O filme, agora lançado e completamente execrado pela opinião pública, conta com cenas em plano-sequência de eventos macabros, que incrivelmente suga os expectadores para a tela, levando-os para o abismo. É nesse momento que se ouve:

    — “As domésticas estão fazendo festa na Disney.”

    — “Todos querem viver 100 anos”

    — “Pobre tem que comer as sobras da classe média.”

    — “O arroz está caro porque a vida do pobre melhorou.”

    — “O Fies bancou universidade para filho de porteiro que zerou o vestibular.”

    — “Qual o problema de pagar um pouco mais pela energia elétrica?”

    Mandalascar é o fim da picada.

  • A gente cansa

    Cansados. É o que ouvimos ultimamente por onde passamos. E quantos e quantos não reviram conceitos nesses meses de cansaço por tantos desmandos do desgoverno de Jair Bolsonaro? Um sujeito que ainda consegue ser mito em um cercadinho. De loucos, só pode. O mais esculhambado mito político, social e econômico de todos os tempos do Planalto é, sem sombra de dúvidas, o chefe do Executivo mais cansativo da história.

    A fábrica de asnices começa cedinho da manhã em um cercado composto de bestas quadradas e se estende pelo restante do dia com estouros de crimes graves. Cansado, à noite, o brasileiro parece participar de reality show que expõe o pior do ser humano, com objetivo de matar a todos pelo cansaço. Não há mais ânimo sequer para um Jornal Nacional. 

    Não se aguenta mais a ladainha de que não haverá eleições em 2022, um crime que o presidente comete, dos artigos 7º, 8º e 9º da lei 1.079/50, conhecida como Lei de Responsabilidade. Cansamos da tecla Ivermectina, tratamento precoce e corridas atrás de emas com cartelas de comprimidos em mãos. Quem não está com abuso dessas ameaças do uso das Forças Armadas sempre que Bolsonaro se vê encurralado — nas próprias mentiras e crimes praticados por seus filhos e familiares? E dos ataques à imprensa? Cansa vê-lo atribuir toda a crise e o desemprego ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aos governadores. O povo está cansado de assistir a esse show de horrores, com um novo episódio a cada dia. Dentre os mais recentes, destacamos a abertura de processo para investigar o ministro do STF Alexandre de Moraes. Segundo Bolsonaro, os togados extrapolam “com atos os limites constitucionais” e compete privativamente ao Senado Federal processar e julgar os ministros em casos de crime de responsabilidade. Que ironia, logo ele para acusar alguém de crime de responsabilidade.

    A gente cansa. Cansa. Infelizmente, muitos cansaram e ficaram pelo caminho, cansaram até a morte, com falta de ar, intubados, por falta de vacina, e não estão mais entre nós pra contar uma história.