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  • PODCAST CAFÉ COM PROSA

    PODCAST CAFÉ COM PROSA EDIÇÃO – NOVO OLHAR CULTURAL

    O Podcast “Café com Prosa – Edição novo olhar cultural” é um projeto do ator e advogado Edson Saraiva, e trata-se de uma edição especial de uma ação de debate já realizada pelo coletivo teatral mossoroense, Cia Pão Doce, desde 2019. A proposta objetiva promover um instante de interlocução entre artistas e convidados. Em decorrência da Pandemia da COVID-19, o café passou a ser realizado de forma online, já são mais de 15 (quinze) edições do projeto.

    Com o intuito de fomentar a discussão sobre temáticas sociais e levar um bom bate papo para os que cumprem o isolamento social, o encontro proposto acontecerá em formato de podcast, contando com 3 episódios de até 30 minutos cada, dentro da seguinte temática: “Direitos culturais: O acesso à cultura como forma de garantia ao bem-estar do indivíduo”. O Ator e Advogado Edson Saraiva, que também é pessoa com deficiência, convida para uma conversa descontraída a Presidenta do Fórum de Mulheres com Deficiência de Mossoró e Região, Cláudia Medeiros; Martha Cristina, que é pedagoga e especialista em produção textual, membro da Academia Feminina de Letras e Artes (AFLAN), poetisa e escritora e o produtor e assessor pessoal Heverton Cândido, para fortalecer o diálogo sobre a temática escolhida.

    Este projeto foi está sendo realizado com recursos da Lei Aldir Blanc Estadual, através do Governo do Estado e Governo Federal, e objetiva oportunizar aos ouvintes maior conhecimento sobre a importância da cultura para as minorias. O podcast já está disponível em todas as plataformas digitais, no perfil Pão Doce Cast.

    Em tempos de “crises”, os artistas estão buscando estratégias para continuarem cultivando arte e promovendo discussões sobre temáticas relevantes, por este motivo, Podcast Café com Prosa é tão importante no âmbito sócio cultural.

    CONHECENDO O ARTISTA

    Edson Saraiva é ator e técnico teatral da cidade de Mossoró-RN, formado em Direito pela Universidade Potiguar – UnP. Iniciou sua carreira artística em 2004, pela Cia. Focart, onde atuou como assistente de direção, ator e iluminador em espetáculos e recitais. Integrou por dez anos o grupo de dança Diocecena, como bailarino, ator, sonoplasta e preparador de elenco, participando de vários festivais nacionais e internacionais; como o Festival de Dança de Joinville/SC e o FENDAFOR em Fortaleza/CE. Em 2018, passou a integrar a Cia Pão Doce de Teatro como Cenotécnico dos espetáculos “A Casatoria c’a defunta” e “O Torto Andar do outro”. Integrou como ator as últimas edições dos espetáculos Chuva de Bala no país de Mossoró, Auto da Liberdade e Oratório de santa Luzia.

  • Relançamento do ‘Canto de Cena’ acontece neste domingo (28)

    O projeto “Canto de Cena”, realizado com recursos da Lei Aldir Blanc Estadual, Governo  do Estado e Governo Federal, foi pensado exclusivamente para contemplar o atual e duradouro contexto de isolamento social preventivo, em decorrência da Covid-19. O ator e compositor  mossoroense Romero Oliveira, fará neste domingo, dia 28 de Fevereiro às 19h, o  relançamento do Pocket Show documental, livre para todas as idades. A apresentação de 30  minutos acontecerá no YouTube.com/ciapaodoce, e desvendará a tecedura por trás de  canções que fizeram parte de sua trajetória enquanto compositor para teatro. Canções de  espetáculos da Cia. Pão Doce, Bagana, A Máscara, Auto da Liberdade , Tributo a Upanema e  Oratório de Santa Luzia poderão ser apreciadas nesta apresntação. 

    Romero, utiliza em seus trabalhos a música enquanto dramaturgia, artifício que pode  ser percebido em espetáculos da Cia. Pão Doce, grupo que atesta a efetividade deste método  na troca com o expectador. “Canto de Cena” é um projeto que visa difundir a cena musical  autoral mossoroense, com ênfase em canções de cena, área ainda pouco explorada no estado,  proporcionando ao público um momento de descoberta e apreciação musical e incentivando  inclusive o surgimento de novos compositores para teatro. A música, enquanto elemento  cultural e artístico, tem o poder de impactar e causar reflexos nas mais variadas esferas, dentre  elas, as sociais e as políticas, deste modo, desvendar os enredos por trás de cada canção  apresentada, permitirá que o público mergulhe nas possibilidades que somente a arte é capaz  de proporcionar. 

    CONHECENDO O ARTISTA 

    Romero iniciou carreira artística em 2008, quando ingressou na Cia. Pão Doce (RN), onde atua  como dramaturgo, músico e ator. É responsável pela trilha dos espetáculos “Lona Estrelada”  (2015 – Cia. A Máscara e Cia. Pão Doce), “A Casatória c’a Defunta”, “O Torto Andar do Outro” e  “Canções daqui, Contos do Mundo” (2014 e 2018 – Cia. Pão Doce), também pela música tema  do espetáculo “Casa do Louvor” (2014 – Cia. Bagana), pela canção tema de “O Mundo de Ana”  em parceria com Bruno Hermínio (2017 -Buraco Filmes) e pela trilha do “Tributo a Upanema”  (2018 – Prefeitura de Upanema) . Na Cia. Pão Doce circulou por mais de 115 cidades entre 19  estados brasileiros, em 2019 o grupo recebeu indicação em cinco categorias do Prêmio Cenym  do Teatro Nacional, com “O Torto Andar do Outro” incluindo “Melhor Trilha Sonora original ou  adaptada”. No mesmo ano, o artista assinou a trilha sonora e direção musical dos espetáculos

    “Auto da Liberdade” e “Oratório de Santa Luzia” em Mossoró-RN, dirigido por Marcelo Flecha  (MA). 

    Serviço: 
    Pocket Show Documental: Canto de Cena 
    28/02/2020 – às 19h no YouTube.com/ciapaodoce 

  • Fanny Rodrigo lança EP inspirado na obra “A hora da estrela” de Clarice Lispector

    O lançamento do EP  “A hora de brilhar ” acontece quinta-feira (04) nas principais plataformas de música.

    A mais famosa obra da escritora Clarice Lispector “a hora da estrela ” serviu como inspiração para o primeiro EP do cantor e compositor Fanny Rodrigo, mas diferente da trágica história da protagonista, o natalense de 27 anos, marca seu momento de estrela não com a morte, mas com a materialização d”A hora de brilhar”. 

    O entusiasmo com os personagens de Clarice pode ser sentindo em cada uma das 4 faixas que compõem o álbum (os mais aficcionados por Clarice vão conseguir perceber as semelhanças e contradições dos complexos personagens impressos nas composições do jovem estreante). Fanny declara que não aceita morte e não aceita o espaço de ignorância que lhe foi reservado  e decreta: “sou tão grande quanto as pessoas que querem me tornar pequeno”.

    Há três anos, quando morou em São Paulo, Fanny conheceu a obra de Clarice e foi na metrópole onde se encantou pela música. As idas às bibliotecas públicas revelaram os contrastes com a cidade cinza e a evidenciou a perigosa inocência de Macabéia. Essa revelação trouxe para Fanny um reconhecimento de lugar e foi assim que ele conseguiu se ressignificar e conceber o projeto musical. 

    Fanny Rodrigo já contribuiu com produções musicais em espetáculos locais e participou do elenco e também contribuiu com os vocais para música tema da trilha sonora de Verde Limão, curta premiado do cineasta potiguar Henrique Dias. 

    O lançamento virtual do EP acontece quinta-feira (04/03) nas principais plataformas de música. No dia 11 de março o repertório do EP será apresentado em uma performance artística “live – a hora de brilhar ” e poderá ser conferida no perfil do cantor no instagram @f4nnyrodrigo.

    A live A hora de brilhar foi contemplada no edital da diversidade da lei Aldir Blanc. 

  • O que dizem essas mulheres?

    Reportagens, em formato de podcast, abordam produção literária histórica e atual de mulheres no Rio Grande do Norte

    Zila Mamede, Rizolete Fernandes, Nisia Floresta, Michele Ferret, Myrian Coeli e Carmen Vasconcelos. O que dizem essas mulheres?

    Embora sejam de períodos históricos distintos, o que elas têm em comum é que todas são ou foram escritoras potiguares, seja por nascimento ou por terem desenvolvido sua obra literária no Rio Grande do Norte.

    E para saber o que dizem essas mulheres, as pessoas devem ouvir a série de podcasts sobre aspectos da obra e da vida delas a ser lançada no portal Nossa Ciência. Cada episódio tem cerca de 30 minutos e conta com depoimentos de jornalistas, poetas e especialistas sobre a obra de cada personagem. Além destas fontes, Rizolete Fernandes, Carmen Vasconcelos e Michelle Ferret falam elas mesmas sobre seus livros.

    As realizadoras

    Mônica Costa é jornalista há 35 anos e dedicou a maior parte de sua carreira à assessoria de imprensa. Nos últimos seis anos tem se dedicado à divulgação científica, com a criação do portal de notícias Nossa Ciência e foi de lá que surgiu o interesse em fazer perfis de mulheres. Com o lançamento dos editais da Lei Aldir Blanc, pelo Governo do Estado, a possibilidade de fazer perfis das cientistas ficou mais no horizonte. “Mas com o prazo apertado, não daria tempo de produzir um material de boa qualidade sobre a vida e a obra de mulheres que se dedicaram à ciência”, revela.

    Foi então que a jornalista Luana França a convidou para desenvolver um projeto sobre mulheres escritoras. “O fato da obra das escritoras estar impressa em livros, de certo modo, facilita a pesquisa. A maior dificuldade, em alguns casos, é encontrar os livros”, afirma Luana França, que é da nova geração de jornalistas.

    Para definir as autoras dessa série, as duas jornalistas consultaram algumas publicações e estabeleceram critérios de seleção. “Nosso objetivo primeiro era falar da produção literária feita por mulheres para as gerações mais jovens. Então era necessário falar de gente cuja obra já não fosse tão acessível. Daí veio a decisão de escolher três escritoras atuais e três que não estão mais entre nós”, explica Mônica.

    “O Rio Grande do Norte é uma terra que tem uma tradição de protagonismo feminino  muito marcante na política, mas a gente enxerga isso também na literatura, sobretudo na poesia”, opina Luana. Ela ainda acrescenta que o estado tem muitos nomes significativos e que tem muita contribuição na luta das mulheres em nível local, em nível nacional e em nível mundial.

    E esse foi mais um dos critérios de escolha. “Nossas autoras são mulheres que têm uma história de vida que se manifesta na poesia, na literatura, mas que têm uma atuação para além disso, porque são, de certa maneira, militantes de defesa da vida e dos direitos das mulheres.” A declaração de Luana França dá o sentido que a série de podcasts pretende seguir. Falar da obra literária das autoras, seja poesia ou prosa, mas a partir do olhar feminino e destacando de que maneira o fato de ser mulher interfere nessa produção.

    As personagens e as fontes

    Nísia Floresta não pode faltar nunca em qualquer antologia, lista ou seleção que fale de mulheres que mudaram o mundo e que usavam a escrita como arma. Assim, as duas jornalistas justificam a entrada dessa escritora, que é a única que não é poeta.

    Zila Mamede e Myrian Coeli, que foram contemporâneas, amigas e que morreram há quase 40 anos, fecham a lista das escritoras já falecidas.

    Para falar sobre as autoras, Mônica e Luana procuraram um grande número de fontes. “Se por um lado a pandemia do coronavírus nos impossibilitava de entrevistar as pessoas presencialmente, por outro lado, a ‘descoberta’ das plataformas de videochamada possibilitou entrevistas com muita gente de fora de Natal”, informou Mônica. Ela destaca as entrevistas com as pesquisadoras Constância Lima Duarte e Maria Lúcia Pallares-Burke, que moram em Belo Horizonte e na Inglaterra, respectivamente, e que falaram sobre Nísia Floresta.

    Por videochamada também concederam entrevistas o imortal da Academia Norte-Riograndense de Letras, Humberto Hermenegildo, a poeta e professora da UFRN, Cellina Muniz e a professora do IFRN, Ilane Ferreira, entre outros.

    Elas fizeram também duas entrevistas presenciais. Com o também imortal da ANL e professor aposentado da UFRN, jornalista Vicente Serejo e com a professora aposentada da UNP e pesquisadora, Conceição Flores.

    A lista de fontes conta ainda com a poeta Marina Rabelo, que é da geração mais jovem e atuante no movimento Insurgências Poéticas, e que acabou de também lançar seu livro.

    Ficha técnica

    As duas jornalistas fizeram praticamente todas as etapas do projeto. Desde a pesquisa, a produção, as entrevistas, o roteiro e a narração. Mas a parte técnica de edição e mixagem do áudio ficou por conta de Eryckson de Lima Santana. Ele é músico percussionista, pela UFRN e publicitário, pela UNP e atua com rádio há mais de 10 anos.

    Além de estarem no Nossa Ciência, os podcasts estarão disponíveis nas plataformas de streaming, de acordo com o calendário abaixo. Elas planejaram os lançamentos dos episódios para coincidir com as comemorações do Dia Internacional da Mulher.

    26/02 Episódio #1 – Zila Mamede
    01/03 Episódio #2 – Rizolete Fernandes
    05/03 Episódio #3 – Nísia Floresta
    08/03 Episódio #4 – Michelle Ferret
    12/02 Episódio #5 – Myrian Coeli
    15/03 Episódio #6 – Carmen Vasconcelos

  • Rapidinha: Tedros Adhanom Ghebreyesus

    Um bate-papo verdadeiramente falacioso

    Não estou vendo nada. Tem vacinação? Vocês estão vendo?

    Podemos ter alguma esperança em dias melhores mesmo com essa vacinação tão lenta no mundo?

    É bom para o negacionismo. Ganham mais votos.

    Como isso tudo afeta a política brasileira?

    O bom é que a queda será maior. Terão bastante trabalho para juntar os cacos.

    Como o Sr. avalia o governo Bolsonaro no enfrentamento da Covid-19?

    De jetsky ele é muito bom. Isso não quer dizer que ele seja ruim ao defender Cloroquina. Mas, ao final, sempre vem a pergunta se ele é isso mesmo? Digo sempre: muito pelo contrário.

    Seria a solidariedade global a solução no Brasil para tão ineficiente enfrentamento à Covid?

    Difícil uma solução no Brasil. Mas, é bom dizer que para o vírus não importa se você é um príncipe ou um plebeu, pessoa de bem ou miliciano, ele pega todos. Não adianta ter 6 armas na cintura na hora do “pega pra capar” com o vírus.

    Qual a sua mensagem para Bolsonaro?

    Presidente, por que Fabrício Queiroz depositou 89 mil reais na conta da sua esposa Michele Bolsonaro?

    Suas considerações finais, Diretor.

    Nenhum país está imune e nenhum indivíduo está a salvo. Já diria o filósofo Daniel Silveira: cochilou na Covid, cai. Cuidem-se!

  • Carlos André —O gigante de Mossoró

    Por Túlio Ratto

    Ainda se discute e não se consegue mensurar o real estrago da pandemia na economia mundial, nem as profissões e setores que foram mais afetados. Entretanto, sem dúvida alguma, o sofrimento na classe artística brasileira é descomunal, pois envolve inúmeros artistas que já viviam na pindaíba há bastante tempo, esquecidos pelos setores culturais em todo o Brasil. Isso não é coisa somente do Rio Grande do Norte, bom que se diga. O prejuízo se torna ainda mais acentuado quando se trata de um artista na terceira idade. Aí, meu velho, é que o bicho pega pra valer.

    Nosso bate-papo especial nesta edição é com o mossoroense Oséas Lopes, nosso querido Carlos André. Com 82 anos, ele até se vangloria de não tomar remédio algum. “Sou juventude acumulada, só tomo caldo de cana com pastel”, sustenta.

    Grande na altura — cerca de 1,90 — e no talento, Oséas “Carlos André” Almeida Lopes é um dos maiores artistas que o RN já concebeu. O artista, como muitos, está nessa luta diária do isolamento social. Um desafio ainda maior para ele, acostumado a viajar o Brasil inteiro realizando shows. E foi exatamente sobre o que ele tem feito na ‘quarentena’ que iniciei o nosso papo, ao que respondeu sem titubear:

    — Nada! É duro para quem vive da arte. Só a mão de Deus mesmo. A não ser aqueles que estão na onda, na mídia ou que estão com muito dinheiro reservado, né? E mesmo assim ainda fazendo shows, na loucura mesmo. Não precisa fazer esses shows, pois eles têm muito dinheiro. Agora quem não tem?

    A trajetória de Carlos André já é bastante conhecida, mas é sempre prazeroso relembrar a sua introdução à música. Filho de uma prole de 16, do comerciante Messias Lopes de Macedo e da senhora Joana Almeida Lopes, Oséas trabalhava em Nonato Aires, uma oficina de carroceria de caminhão, seu primeiro emprego. Pintava aqueles “frisos” de madeira que tem nas carrocerias, de verde, vermelho… “E enquanto eu pintava, ficava cantando as músicas de Luiz Gonzaga. E sempre passava por ali nosso amigo que já se foi, o Canindé Alves. E ele certo dia disse que seria o aniversário da Rádio Tapuyo e perguntou se eu queria participar. ‘E o que é que eu vou fazer’, perguntei. E ele responde: o que você está fazendo aí: cantar. E fui. Souza Luz e João Newton da Escóssia faziam parte da diretoria e me contrataram. Lá fiquei do ano de 1956 até 1959. O melhor salário de Mossoró era o de Oséas Lopes cantando.

    Foi durante um encontro em evento do aniversário de uma rádio da cidade do Crato-CE que Oséas recebe convite de Jackson do Pandeiro para trabalhar no Rio de Janeiro. “Resolvi realizar meu sonho e fui morar no Rio de Janeiro. Jackson havia me dito que o procurasse, deixou até o endereço dele, e que me ajudaria. Souza Luz, da rádio Tapuyo, chamou-me de maluco quando disse que iria embora para o Rio. E perguntou como é que eu ia pro Rio sem conhecer nada e deixando o salário que eu ganhava em Mossoró”. O cantor resume essa fase da história na Cidade Maravilhosa para uma pergunta:

    — Se eu tivesse ficado em Mossoró, como seria hoje? Rádio à época pagava salários a artistas, músicos, a todos, e hoje? Estava rodando bolsinha, né, bicho?

    Quando pergunto se o grupo dos jovens forrozeiros, com Oséas Lopes, Hermelinda e João Batista, já existia antes dele ir ao Rio de Janeiro e sobre o fim, ele diz que já existiam “Oséas Lopes e Seus Cangaceiros do Ritmo”, mas que tiveram de mudar o nome ao chegar ao Rio, pois esse nome para gravar o primeiro disco não ficava legal. Surgia aí o Trio Mossoró. Sobre o fim, diz que nunca teve um ponto final no grupo. Ainda estão juntos até hoje.

    Em 1962, quando lançaram o primeiro disco intitulado “Rua do Namoro”, abriram-se as cortinas para conquistas importantíssimas no cenário musical brasileiro, como o troféu Elterpe, em 1965, pela música “Carcará”, do segundo disco do Trio, “Quem foi vaqueiro”. Esse prêmio era o de maior importância da Música Popular Brasileira à época. Dois anos depois, “Carcará”, de autoria de João do Valle, seria regravado por Maria Bethânia. “Eu me sinto orgulhoso de ter levado o nome de Mossoró para fora do estado. Porque naquela época, nos anos de 1960, ninguém sabia que existia a cidade de Mossoró no Rio Grande do Norte”.

    Em livro biográfico de Carlos André, escrito pelo professor Almir Nogueira, o cantor Raimundo Fagner apresenta o livro dizendo: “O Trio Mossoró conseguiu colocar a cidade de Mossoró no mapa”. O grupo gravou 12 LP’s e 4 compactos.“No início dos anos de 1960, existia um cavalo que ganhava tudo no Rio, e que tinha o nome de Mossoró. Daí eles pensavam que a gente estava homenageando o cavalo. É mole? (risos).”

    “No início dos anos de 1960, existia um cavalo que ganhava tudo no Rio, e que tinha o nome de Mossoró. Daí eles pensavam que a gente estava homenageando o cavalo. É mole? (risos).”

    Carlos André lembra com carinho do auge do Trio na Região Sudeste do Brasil e fala que um sobrinho dele conseguiu recortes das manchetes de jornais da época no Rio e São Paulo. “Enviei para os nossos amigos de Mossoró Herbert Mota e o Paulo Linhares — com fotos e que falava sobre nós. O Rio Hit Parade mostrava os grandes sucessos, como os de Roberto Carlos e a onda daquela época. E o Trio Mossoró estava no meio. Tinha também o programa Hoje é Dia de Rock. Eram o Erasmo, Roberto, Eduardo Araújo… Só a nata do Rock. O produtor/apresentador do programa, Jair de Taumaturgo, era fã do Trio Mossoró. Tanto que nos colocava juntos com eles no programa de Rock. “Aí lá vem o Trio Mossoró, todos com chapéu de couro na cabeça e os caras tudo no rock” — conta aos risos.

    Algo que vira e mexe vem à tona em nossa conversa é a questão da valorização ou desvalorização do grupo em sua terra natal. Carlos André lembra que antes da pandemia foram fazer um show em São Paulo e quando chegaram ao aeroporto duas garotas em uma camioneta receberam o Trio para acompanhá-los até o hotel e se colocaram à disposição para passeios pela cidade, se eles quisessem. “Parecia até Mossoró, ó, bicho?”, ironiza, e diz que enviou o material para a ex-prefeita Rosalba, queria mostrar aquela recepção. No palco, ele conta, foi preciso até segurança, pois era grande a multidão para ver ao show, “e de jovens, universitários. Por que isso não acontece em Mossoró, meu Deus?”, pergunta desapontado. Lembra ainda que quando foi fazer show em um São João, de Mossoró, nem camarim tinha para ficar. Até teriam direito, se pagassem pelo camarim. “É mole? Isso dói na gente.” Em outra ocasião, relembra que o cachê do Trio deveria pagar todas as custas, como translado, hotel, alimentação. E, caso não aceitassem, o secretário de cultura mandara avisar que não seriam contratados.

    Carlos André, sua grande mágoa seria essa indiferença com que Mossoró tem com o seu nome e o nome do Trio?

    “Dos governantes? Total. Vou aproveitar para desabafar agora. Na época que o produtor de TV Zé Messias veio a Mossoró, fui com ele assistir ao espetáculo Chuva de Balas, depois da apresentação dele o convidaram para ver a peça, e disseram que pra mim não tinha um lugar lá na frente, que só tinha pra ele. É uma vergonha, bicho. O amigo Herbert Mota sempre me diz que tudo tem sua hora, que minha hora vai chegar. Mas a minha hora será quando eu partir? É como meu amigo Nelson do Cavaquinho falava, que depois que eu partir só quero reza. Se você pode fazer algo por mim, que faça agora. Quem mais fez divulgação do nome de Mossoró fomos nós, eu e o Trio Mossoró. E não sou reconhecido. Quantas mensagens e e-mails enviei para Rosalba e ela nunca me deu uma resposta? Nunca. Mas eu adorava o pai dela porque era meu grande amigo. E ele sempre dizia que estava chegando a minha vez. Quando ela se elegesse a algo eu seria lembrado. Nunca chegou”.

    Apesar de hoje morar em Recife-PE, Carlos André sempre foi muito presente em Mossoró e diz, quando pergunto sobre nossos destaques mossoroenses na música, que “temos muitos talentos, mas que também não são reconhecidos. A injustiça existe. Orlando Peres e Ilo de Souza são grandes talentos. Tinha um sanfoneiro em Mossoró que me falava que tocava no São João e recebia R$ 300 reais para ele e banda. Isso é uma vergonha. Quem conhece Mossoró sabe que aqui é um celeiro de grandes artistas. Não dá nem pra elencar tantos talentos. Temos muitos. Mas é aquela coisa, sem incentivos o negócio não anda, bicho!”, finaliza desapontado.

    Nosso mais ilustre cantor se emociona ao falar sobre o irmão Cocota. “Há cinquenta anos eu gravei uma música. A Praça dos Seresteiros seria uma grande homenagem ao meu irmão. Mas foi engavetada pela prefeitura. O nosso irmão ‘Cocota’ cantava muito também. Daí criou-se uma espécie de escolinha. Já fazia um relativo sucesso no rádio. Tudo incentivado por nossa mãe. Naquela época ela ‘mandou’ logo os meninos aprenderem algum instrumento”.

    Sobre o impulso dado a Luiz Gonzaga quando o rei do baião começava a desacelerar na carreira, alerta-me que não fica bem ele mesmo falar, mas, emenda: “Em 1983 eu estava com a corda toda no Rio de Janeiro como cantor e produtor. Em reunião com o presidente da gravadora RCA, soube que muitos iriam ser dispensados, inclusive o Luiz Gonzaga e o Nelson Gonçalves, pois há quase uma década iam mal nas vendas. Defendi os dois, eles não poderiam ser dispensados. O que esses dois já haviam feito pela gravadora não está escrito… Então assumi a responsabilidade de ser produtor musical de Luiz com a missão de fazê-lo retomar a carreira de sucesso. E deu certo”.
    Até o ano de 1987, Carlos André produziu os discos “Danado de bom” (1984), “Luiz Gonzaga & Fagner” (1984), “Sanfoneiro macho” (1985), “Forró de Cabo a Rabo” (1986) e “De Fiá Pavi” (1987), álbuns com vários sucessos que imortalizaram o velho “Lula” e que renderam a Gonzagão discos de ouro e platina.

    Coincidentemente, em 1984, mesmo ano do lançamento de “Danado de bom”, Carlos André lança o disco dele com a música Siboney, que estourou nas paradas. Ele fala que esteve em Mossoró para lançar os dois discos, dele e de Gonzagão, e, ao chegar à recepção de uma rádio, pediu pra falar com o programador. Foi atendido. Disse que estava vindo do Rio pra fazer divulgação do disco de Luiz Gonzaga, que até então já havia vendido um milhão de cópias, e o seu, recém-lançado. O programador pegou os discos, disse obrigado e virou as costas.

    — Na minha cidade eu passar por isso? — lamenta.

    “A minha irmã Hermelinda diz que não consegue ser assim. Diz que eu sou macaco de Mossoró pra ter que aturar isso. É uma vergonha o que eles fazem com a gente”.

    Encerro o bate-papo com Carlos André pedindo suas considerações finais e ressaltando que seu talento, trabalho, pioneirismo, o que o Trio Mossoró representa para a cidade deveriam ser — e nós torcemos muito para que isso ocorra —, lembrados pela nova administração. Acredito que o novo prefeito deva saber sobre essa longa história de sucesso e que o mossoroense tem o dever de lutar e defender o nome do Trio Mossoró e seus integrantes, pois foram vocês que mais divulgaram o nome de nossa cidade pelo Brasil. Posso até queimar minha língua, estar superestimando o novo prefeito, Allyson Bezerra, mas arrisco em dizer que vocês serão, enfim, reconhecidos.

    — Se Deus quiser. Eu sonho com isso, Túlio. O povo gosta do Trio Mossoró, gosta de Carlos André. Tem você e tem outros amigos que querem que ocorra esse contato com a nova administração. E eu vou. Quero conhecer esse moço, esse rapaz, porque eu vejo aqui pela internet, os bairros com malfeitos, ele já está andando. Ele vai marcar, vai mudar Mossoró realmente. Pelo que eu vejo através da internet, ele já está mudando.

    Oséas Carlos André Almeida Lopes nasceu no dia 28 de outubro de 1938, em Mossoró/RN. Foi um dos fundadores do Trio Mossoró, em 1959. Trabalhou nas rádios Tapuyo, Mayrink Veiga e Nacional. Nos anos 1970, seguiu carreira solo com o nome de Carlos André, quando fez enorme sucesso e chegou a vender mais de 1 milhão de cópias com o compacto duplo “Apaixonado”, pela gravadora Beverly, que trazia no seu lado B a música “Se meu amor não chegar”, que até hoje “quebra as mesas” de norte a sul do país.

    Compositor de sucesso, com mais de 100 músicas gravadas, Oséas Lopes também ficou conhecido como produtor musical, tendo trabalhado com dezenas de artistas de forró, entre eles Luiz Gonzaga, com quem produziu 5 LPs. O primeiro, Danado de Bom, vendeu mais de um milhão de cópias em seis meses. Sanfoneiro Macho, Forró de Cabo a Rabo, Forró de Fia Pavi, Duetos Luiz Gonzaga & Raimundo Fagner foram alguns outros trabalhos desta parceria.

    Outro grande nome do forró que passou pelas mãos do produtor foi Dominguinhos e a sua “Olha isso aqui tá muito bom”, com a participação de Chico Buarque de Holanda. Também temos nessa lista Genival Lacerda com “Severina Xique Xique”, Luiz Vieira, Jorge de Altinho, Alcimar Monteiro, Trio Mossoró, Antônio Barros & Cecéu, Zito Borborema, Eliane, a Rainha do Forró, Sirano e Sirino, João Gonçalves, Bastinho Calixto, Jair Alves, Quinteto Violado, Grupo Carrapicho de Manaus, Pinduca, Manoel Serafim, Nordestinos do Ritmo, Hermelinda, Nonato do Cavaquinho, Teixeira de Manaus, André Amazonas e Nando Cordel, entre outros.

    Além do forró, Oséas Lopes também produziu diversos cantores românticos, como Cauby Peixoto, Nilton Cesar, Vanusa, Luiz Ayrão, Silvinho, Núbia Lafayete, Trio Yrakitan, Paulo Diniz, Lana Bittencourt, Orlando Dias, José Ribeiro, Balthazar, Fernando Mendes, Odair José, Waleska, Leonardo Sullivan, Anísio Silva, Bartô Galeno, Genival Santos, Roberto Muller, Adilson Ramos, Adelino Nascimento, Ivanildo Sax de Ouro, Messias Paraguai, Claudia Barroso, Valdirene, Abílio Farias, Banda Labaredas e Alípio Martins.

  • QUESTÃO DE SEGURANÇA

    Por Sávio Tavares — poeta e escritor

    Aconteceu com ele como um dia acontece com todo mundo; comprou um par de sapatos, que na loja lhe pareceram ótimos, e, quando chegou em casa, abominou o calçado, que além de feio, desconfortável, ainda foi responsável por formidável calo em poucas horas de uso. Largou o infeliz pisante, mas não conseguia esquecê-lo, pois sua esposa o guardou em um armário, em posição que era sempre a primeira coisa a ser vista, quando da abertura das portas, ou, se oculto, o desgraçado do sapato achava de cair justamente sobre o calo por ele fornecido.

    Tendo esgotado o estoque de paciência com o danado, chamou a esposa, Senhora Dona Deusa, e determinou o exílio permanente do sapato! Ou você some com esta m* ou sumo eu de casa! Ela chegou a pensar seriamente na possibilidade de conservar o sapato, quando considerou que lhe sobraria mais espaço na cama, uma casa inteira só para si, menos metano para respirar nos dias de feijoada, como seria bom não mais lavar aquelas famigeradas cuecas com freada de bicicleta, e outros mimos que recebia do cônjuge; além de não ter tido nada a ver com a aquisição do trambolho, não sendo a seu ver, responsável pelo destino do mesmo, e, quando estava quase decidida, lembrou do genro, e, como toda boa sogra, não perdeu a oportunidade de fazer-lhe uma ursada!

    Aproveitando que a filha, de nome Camélia, estava de passagem por sua casa, mandou o pisante com a recomendação de entregar-lo ao genro com suas saudações.
    A Camélia, por sua vez, ao chegar em sua casa em vizinha cidade, desconsiderou as recomendações maternas, e, simplesmente arremessou o presente sob a cama, com o cuidado que lhe é peculiar, em relação a arrumação/decoração de sua casa, e de pronto pôs o assunto na gaveta do esquecimento, sem comunicar absolutamente nada ao agraciado.

    Bela manhã, estando sozinho em casa, o feliz consorte da mulher/flor heroína da nossa história, resolve procurar o que não perdeu embaixo do leito conjugal, e encontra o famigerado borzeguim! De imediato lhe assaltou incômoda dor no frontispício, o que o levou a tomar algumas providencias imediatas — parar de comer camarão e carne de porco, por exemplo, para evitar infecções em algum incipiente sistema radicular —, enquanto encontrava meio de abordar o assunto com a companheira, que sabia ele, apesar do nome, nunca foi flor de se cheirar. Decidiu-se pelo tratamento de choque. No dia seguinte, ao conduzi-la ao trabalho, parou em bucólica praça, e, gentilmente a sacudindo-a pelos pavilhões auriculares, ou orelhas, conforme o gosto do freguês, sutilmente indagou — Quem foi o fdp do Ricardo que esteve lá em casa, e além de filar minha bóia, deixou os sapatos, como prova do crime?

    Sendo a Camélia uma moça de brio, não se abalou, narrou o fato passado, o esquecimento de executar a entrega formal do presente, e, após telefonema para a amada sogrinha, o caso foi esclarecido, sem maiores danos e sem necessidade de descorna.

    Interessante é que o presenteado desenvolveu um hábito de certa forma saudável: Sempre que retorna ao lar após ausência mesmo de curta duração, promove uma devassa atrás das portas, sob camas, dentro de armários, sem nunca dizer o que procura. Supõe-se que se não for em busca de novo presente, seja uma medida de prevenção contra larápios, pois como se sabe a segurança publica tá deixando a desejar!

  • A Casatória c’a Defunta

    “eu não sei bem qual a grandeza do universo, 
    mas não há palavra no universo que seja maior que o verbo amar” 

    (A Casatória c’a Defunta) 

    Diante do atual contexto de isolamento social em decorrência da Covid-19, a Cia. Pão  Doce (RN) reconheceu a necessidade de repensar e reinventar o fazer teatral para tempos  isolados. Desta maneira, apostamos na adaptação audiovisual do espetáculo “A Casatória c’a  Defunta”, com cinco atores gravados em self tape, representando de suas casas, um trabalho  que outrora foi apresentado na rua e já passou por mais de 115 cidades brasileiras. 

    A exibição acontecerá no dia 22 de fevereiro (segunda-feira) às 18h no canal da Cia. Pão  Doce no YouTube, com patrocínio na Lei Aldir Blanc Estadual, através da Fundação José Augusto  e Governo Federal. 

    “A Casatória c’a Defunta” surgiu a partir de uma pesquisa desenvolvida pela Cia. Pão  Doce nas zonas rurais do Rio Grande do Norte, com o objetivo de descobrir a partir da arte,  formas de debater sobre a vida e a morte segundo o imaginário popular. Com uma linguagem  popular que assimila costumes, crenças e sonoridades dos rincões brasileiros, o trabalho situa  seu encantamento em uma revalorização do amor, animado por gracejos e humor físico, como  a voz esganiçada de Maria Flor, a noiva viva prometida a Afrânio antes de seu casamento  equivocado com uma morta. Esse tratamento lúdico se dispõe a celebrar o amor e a  revelar a beleza do singelo, proporcionando aos espectadores novas sensações e boas  reflexões sobre a pós-vida, e sobre a cultura popular e sua preservação. 

    O jogo dinâmico dos atores, dentro de um formato que é novo para o elenco disposto  em cinco molduras distribuídas em uma tela, é representado por partituras que transitam entre  o coletivo e o indivíduo, assim como a artesania para armar-se as cenas que sobrepõem texturas  às peripécias de Afrânio. A história serpenteia entre as diversas vozes presentes: ora faz-se  música, ora diálogo, ora narração de um coro que também maneja os elementos cênicos,  transformando os cenários criando uma teatralidade acentuada, com momentos de poesia  sonora e visual. 

    Com um texto delicado e metafórico, o grupo retrata uma história de amor, amizade,  respeito e equilíbrio entre os mundos real e espiritual, mostrando através da cena e da música,  vida e morte como distintas e ao mesmo tempo equivalentes, navegando entre os ritmos  populares do nordeste e canções autorais. 

    S I N O P S E  
    A Casatória C’a Defunta, conta de modo lúdico e divertido as peripécias de quem já  partiu desta vida para uma melhor e dos que ainda respiram por esses ares. Cinco atores contam  a história do medroso Afrânio, que está prestes a casar-se com a romântica Maria Flor, mas  acidentalmente casa-se com a fantasmagórica Moça de Branco, que o conduz para o submundo. 

    Lá, o jovem fará valorosos amigos e aprenderá uma grande lição, porém está disposto a não  desistir do seu amor verdadeiro, mesmo que isto lhe custe a própria vida. 

    CONHECENDO O GRUPO 
    A Cia. Pão Doce de Teatro desenvolve desde 2002 projetos na área de artes  cênicas, música, audiovisual e dramaturgia, em Mossoró/RN. A partir de 2012, com a primeira  edição do projeto Pão Doce da Rural, o grupo passou a dedicar a sua pesquisa e produções no  âmbito da cultura popular nordestina, visando preservar e difundir, a partir do teatro,  manifestações populares como o cordel, o repente, o coco, a ciranda, o maracatu, o pastoril,  caboclinhos, entre outras expressões. O Grupo já contemplou mais de 20 zonas rurais com  seus projetos. Desde então, a companhia realizou a montagem de 11 (onze) espetáculos,  circulou por 19 (dezenove) estados, entre mais de 120 (cento e vinte) cidades do País. Foi através  do espetáculo “A Casatória c’a Defunta”, que a Cia. Pão Doce ganhou visibilidade e  reconhecimento nacional, quando participou do maior projeto de circulação artística do País, o  Palco Giratório 2016, patrocinado pelo Sesc e Sistema Fecomércio. O grupo, também circulou  pelos principais Festivais de Teatro do país.

  • Em Cartaz |Avá: Mate. Ou seja morto

    SINOPSE
    Avá (Revólver) é um matador nato, que trabalha para grandes organizações especializadas, principalmente em serviços de alto nível miliciano. No entanto seus chefes imaginam que podem armar o cidadão brasileiro sem que isso seja questionado pela população atenta, que quer saber os porquês de tanto interesse por um povo armado.

    Essas investidas armamentistas se transformam em missões mais importantes até que a própria vacina contra Covid-19 — tão aguardada pela população brasileira.

    Atormentado por inúmeras dúvidas, Avá precisa lutar para sobreviver e salvar sua família miliciana, a mais cruel do mundo do crime e com mania de perseguição.

    Usando seu poder de treinar assassinos de elite, Avá não pretende parar até sentir que estará a salvo, na mão de todos, que poderão possuir até seis dele de uma única vez.

    Ah, vá…