Últimas histórias

  • OUTRAS MEDIDAS

    Já restou claro a todos que é impossível fazer um lockdown de verdade no Brasil, até porque a maior autoridade do país é contra. Assim, não cabe mais discutir o assunto, é preciso encontrarmos outras formas de conter o avanço da doença.
    Muitos países, França e Japão inclusos, tomaram medidas eficientes e até simples para diminuir a contaminação no transporte público, onde geralmente há aglomeração, aqui e na Europa.
    Os governos distribuíram máscaras de qualidade entre os passageiros e fizeram campanhas para que eles evitassem falar uns com os outros. Com todos bem protegidos e calados, o vírus circula bem menos. Simples, né? No Brasil não existiu nenhuma campanha nesse sentido.

    MUITA ÁGUA PARA ROLAR
    As últimas pesquisas eleitorais visando ao pleito presidencial de 2022 mostram o ex-presidente Lula exibindo uma boa vantagem em relação ao presidente Jair Bolsonaro. Os números mostram que se as eleições fossem hoje o candidato do PT ganharia com certa facilidade. Ocorre que as eleições não serão hoje.
    O baixo rendimento do presidente é reflexo do ritmo lento da vacinação, dos 14,8 milhões de desempregados, da alta dos preços de alimentos da cesta básica e da CPI da Covid-19.
    Na campanha de 2022 o Brasil já deverá ter superado a vacinação e a economia estará melhor, assim preveem os apoiadores do presidente. Nessas condições ele voltará ao jogo.
    O que parece consolidado mesmo é a impossibilidade de surgir uma terceira via competitiva. Não tem saída, teremos que escolher entre Lula (13) e Bolsonaro (ainda sem partido).

    BOLSA FAMÍLIA 2022
    O governo federal enviará ao Congresso Nacional, até meados de setembro, o novo Bolsa Família. As reformulações estão sendo estudadas nos ministérios envolvidos com o programa.
    De início haverá mudança de nome, o novo programa deverá se chamar Emancipação Cidadã. O investimento também aumentará, dos atuais R$ 35 bilhões anuais para R$ 50 bilhões. O número de beneficiários deverá subir de 14,6 milhões para 16,5 milhões.
    Outras tantas alterações estão sendo estudadas, sobretudo no que se refere à chamada “porta de saída”, arco de opções para os beneficiários conseguirem emprego e renda.

    VIDA NOVA
    Após passar temporadas em clínicas de reabilitação, onde se tratou do vício em drogas e do excesso de agressividade, a modelo Naomi Campbell, de 50 anos, decidiu ser mãe, inclusive já usou suas redes sociais para postar os pés da bebê, gerada em barriga de aluguel. Naomi mora em Nova York, com um companheiro secreto.

    RESPONSABILIDADE AMBIENTAL
    Em 2020, na Alemanha, o consumo de energia eólica correspondeu a 25,6% do total, superando assim a energia oriunda de usinas de carvão mineral, que ficou em 21,5%.
    Ao tornar uma energia renovável como sua principal matriz elétrica, a Alemanha demonstra responsabilidade ambiental e zelo pelo meio ambiente.
    No Brasil, o uso de energia eólica cresceu significativamente nos últimos anos, mas, ainda assim, só responde a 10,3% do consumo total.

    DE FORA
    A revista Condé Nast Traveler, da mesma editora que publica a Vogue, New Yorker e Vanity Fair, fez uma matéria onde os embaixadores de diversos países nos EUA foram convidados a dizer um livro essencial para ler antes de conhecer seus respectivos países.
    A Colômbia indicou Cem Anos de Solidão; Índia, Esta Noite a Liberdade; Suécia, Um Homem Chamado Ove; Nova Zelândia, Encantadora de Baleias; etc. Embaixadores de países como Líbano, Jamaica, Geórgia, Costa Rica e Azerbaijão também indicaram suas publicações.
    O Brasil, sempre presente em todas as listas quando envolve cultura e arte, não foi convidado para participar. Na época em que a matéria começou a ser elaborada, o nosso chanceler era Ernesto Araújo, considerado um pária mundial.
    A revista não explicitou os motivos que a levaram a deixar o Brasil de fora, mas todos sabemos. Nossa chancelaria trabalhou incansavelmente para nos isolar do mundo. Uma lástima.

    VIOLÊNCIA CONTRA MENORES
    O caso do menino Henry Borel (04), onde o padrasto, Dr. Jairinho, e a mãe, Monique Medeiros, estão sendo investigados por homicídio triplamente qualificado, despertou a atenção do país para um problema sério, mas, infelizmente, não raro: a violência contra crianças.

    Um estudo da Fundação para a Infância e Adolescência (FIA), do Rio de Janeiro, revelou que a maioria das vítimas tem até 06 anos (58%), é menina (62%), o pai é o autor mais frequente (40%) e em 49% dos casos há abuso sexual.

    As notificações de violências contra crianças e adolescentes no Brasil aumentaram bastante nos últimos anos. Foram de 09 mil, em 2009, para 59 mil, em 2018. Ou os casos realmente aumentaram ou as pessoas estão tendo mais coragem para denunciar.
    Muitas lesões corporais e mortes poderiam ter sido evitadas, bastava o parente afastar o agressor do convívio da criança ao menor sinal de violência. No caso do menino Henry, algumas pessoas já sabiam que o padrasto o agredia. Por que não o retiraram do convívio do menino? Ele poderia estar vivo se não fosse a omissão da mãe, da babá e da avó materna. De alguma forma todas elas são cúmplices.

    CRIMINOSOS AGRADECEM
    Desde que assumiu a presidência, Jair Bolsonaro já tomou várias medidas para afrouxar as regras referentes ao porte e posse de arma, bem como a compra de munições e afins. A desculpa é que as medidas servem para armar os “cidadãos de bem” contra bandidos.
    Na prática, algumas medidas fragilizaram o combate à criminalidade. Uma delas acabou com o tamanho máximo do lote de projéteis. Antes, limitado a 10 mil unidades, o que facilitava a investigação, por tornar mais fácil a possibilidade de associar um dado projeto aos compradores daquele lote.

    Com lotes contendo milhares de unidades, a tarefa fica praticamente impossível. Resta saber que benefício essa nova regra trouxe.

    DESIGUALDADE VACINAL
    O diretor da OMS, Tedros Adhanom, demonstrou preocupação com a desigualdade entre os países quando da imunização contra a Covid-19. Enquanto alguns já estão vacinando adolescentes e turistas, como os EUA, outros penam para vacinar seus grupos prioritários, como a maioria dos países africanos.

    O diretor argumentou que uma solução seria os países ricos cederem a vez na fila de entrega de vacinas – por parte dos laboratórios – quando seus grupos prioritários tiverem sido vacinados.

    Pouco provável que algum país se sensibilize com as palavras de Tedros Adhanom, especialmente os EUA. As nações ricas podem até doar vacinas, mas isso só ocorrerá quando todos os seus, dos mais jovens aos mais velhos, forem vacinados.

    FHC x LULA
    Não merece crítica o encontro entre os ex-presidentes FHC e Lula no último dia 12 de maio, em almoço promovido pelo ex-ministro Nelson Jobim, amigo comum.

    Os dois, que militam em locus diferentes na política, podem muito bem debater os problemas atuais do Brasil, sem que isso reflita necessariamente uma aliança política para 2022. O nome disso é civilidade, algo tão em desuso no Brasil de Bolsonaro, que vê adversários políticos como inimigos figadais.

    FHC e Lula deram exemplo de como deve ser a política. As diferenças não podem tornar as pessoas inimigas. Até porque, no fundo, todos querem o bem do país, apenas divergem em relação aos meios.

  • CANCELAMENTO

    CANCELAMENTO – Dia desses fui removido de um grupo de WhatsApp formado majoritariamente por bolsonaristas de fé, pessoas que vivem alheias à verdade, que enxergam no presidente uma divindade, um ser supremo incapaz de cometer qualquer erro.

    Como eu não me continha e por vezes desmascarava uma fake news fabricada no gabinete do ódio, fui removido. Não professava a fé deles. Na expressão da moda, fui cancelado.

    A prática do cancelamento vem de longe, uns 1.000 anos. Na Grécia antiga, os cidadãos se reuniam e escreviam em óstracos (ostrakon) o nome de quem eles queriam ver longe do convívio daquela sociedade. Os motivos eram os mais diversos: traição, mentira, incesto, adultério. As reuniões ocorriam uma vez por ano.

    Quem recebesse 06 mil votos era convidado a sair da cidade, podendo voltar, caso quisesse, após dez anos. O nome ostracismo vem daí.

    Até chegar aos dias atuais, ainda passamos pelos bodes expiatórios, degredados e berlindas, mas aí são outros quinhentos.  

    100 DIAS DE ALLYSON – Desde o início da segunda semana deste mês o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (SDD), concede entrevistas aos órgãos de imprensa do município sobre os primeiros cem dias de sua administração.

    Outros tantos órgãos publicaram matérias analisando o período. Quase todos os textos trouxeram análises, no geral, positivas. Não poderia ser diferente.

    Até agora, o prefeito Allyson não fez nada que merecesse uma crítica mais incisiva. As falhas apontadas se referem mais ao cotidiano de uma administração municipal, como falta de um medicamento numa unidade de Saúde, demora para realizar um serviço etc.

    O prefeito tem se mostrado muito dinâmico (às vezes até demais) e muito disposto, além de sempre procurar acompanhar de perto o que se passa nos mais diversos setores da administração, não sendo raro aparecer numa UPA em pleno domingo à noite, por exemplo.

    Até agora, a avaliação é positiva.

    Foto: Wilson Moreno Secom-PMM

    NOGUEIRÃO – Inegavelmente, o maior feito do prefeito Allyson Bezerra tenha sido desatar o nó que envolvia o estádio Manoel Leonardo Nogueira (Nogueirão). Há tempos havia uma querela envolvendo a propriedade do estádio, problema este passado de prefeito para prefeito, sem solução.

    Antes dos 100 dias, contudo, o prefeito conseguiu no Judiciário municipalizar o Nogueirão, e também desinterditá-lo. Um verdadeiro gol de placa.

    Parece até a famosa frase de Jean Cocteau: “Sem saber que era impossível, foi lá e fez”.

    TÚLIO “GUEPARDO” – Por vezes, quando vinha a Mossoró, o comandante-em-chefe desta publicação, Túlio Ratto, entrava em contato com este humilde para nos encontrarmos e batermos um papo, invariavelmente na companhia de algo etílico.

    O homem, entretanto, mudou. Virou fitness, acoplando ao cotidiano termos como “tiro”, “longão”, “intervalado” e “pace”. Está na mesma vibe de outros três grandes amigos: Tuca Viegas, Ailson Fernandes e Gilson Cardoso.

    Foi visto dia desses em Mossoró, mas não numa mesa de bar, e sim praticando corrida de rua nas avenidas do bairro Nova Betânia. Errado não está, pelo contrário.

    De todo modo, espero que da próxima visita a Mossoró ele me avise. Pode tomar whey protein, já eu vou na boa e velha cerveja (e agora tem umas artesanais que são muito boas, viu?).  

    AUTOSSUFICIÊNCIA EM PETRÓLEO – Por dia, o Brasil produz 2,9 milhões de barris de petróleo (bpd), quantidade bem mais do que suficiente para abastecer o país. Ocorre que nossas 17 refinarias não dão conta de transformar todo o óleo bruto que produz em gasolina, diesel e outros derivados.

    Nessa matemática complexa, que envolve várias questões, o Brasil vende o excedente de óleo cru, aproximadamente 46% do que produz, por pura falta de capacidade de refino. Por outro lado, compra 22% do diesel e 15,6% da gasolina que consome.

    Cá pra nós, a Petrobras não tem muito interesse em atuar na área de refino, vez que o setor de produção é bem mais lucrativo. A solução que apontam é entregar o refino à iniciativa privada, mas aí tem um nó. As empresas só aceitam refinar se puderem decidir o preço do produto, consoante as leis de oferta e procura, o que não acontece no Brasil.

    Empresários do setor acreditavam que o presidente Jair Bolsonaro fosse aceitar as condições e então liberar o refino à iniciativa privada, sem interferir no valor, mas o presidente, sob pressão popular, já deu sinais de que manterá a política dos governos anteriores.

    TAXAÇÃO DE LIVROS – Em mais uma investida na constante cruzada contra a educação e o conhecimento, o governo federal quer taxar os livros em 12%, vontade inserta no PL nº 3887.

    A isenção tributária sobre livros remonta à Constituição Federal de 1946. Foi uma proposição do então deputado constituinte Jorge Amado, que havia sido o mais votado em São Paulo. O objetivo era cristalino: democratizar a leitura, permitindo que alcançasse as classes mais pobres.

    O constituinte de 1988 seguiu na mesma toada, e os livros continuaram com isenções tributárias.

    Agora, o ministro da Economia, Paulo Guedes, quer acabar com isso, alegando que livro é coisa de gente rica. Impressiona como o governo Bolsonaro investe contra a educação, conhecimento, cultura, artes e ciência.

    Mas, dá até pra entender, a sapiência é um grande obstáculo para governos obscurantistas.

    O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também apoia o fim das isenções.

    BRASIL E A OCDE – No primeiro semestre de 2019, o presidente Bolsonaro e seus filhos agiam para convencer o então presidente dos EUA, Donald Trump, a interceder pela entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), um seleto grupo que reúne 36 países, com sede na França.

    De prima, os EUA se prontificaram a ajudar, mas em outubro daquele mesmo ano, a maior potência do mundo indicou outros dois países: Argentina e Romênia, silenciando quanto ao Brasil. A notícia caiu como um enorme balde de água fria. À época, ninguém entendeu nada.

    Mais recentemente, o motivo veio à tona. A OCDE criou um grupo para monitorar o Brasil, já sabedor de suas intenções, e então concluiu que o país não preenchia alguns requisitos, como o combate à corrupção e os cuidados com o meio-ambiente.

    O Grupo Permanente de Monitoramento, formado por representantes dos EUA, Itália e Noruega, verificou que houve um afrouxamento no combate à corrupção no país, tornando assim inviável a inserção do país no chamado “Clube dos Ricos”.

  • LULA, O RETORNO

    O primeiro pronunciamento do ex-presidente Lula (PT), após a decisão do ministro Edson Fachin, mostrou que ele pretende ser a antítese do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Lula focou na necessidade de dialogar com todos os setores da sociedade, acenando mais especificamente para a imprensa e empresários.

    Como não poderia deixar de fazê-lo, criticou severamente as ações do presidente nas mais diversas áreas, especialmente na condução da pandemia.

    LULA, O RETORNO 2
    Ao final, ante a pergunta de um jornalista, não bateu o martelo que seria candidato à presidência em 2022. Disse que isso seria decidido em convenção partidária, e falou até em frente ampla, dando a entender que nada foi decidido ainda.

    ESTADÃO
    Em editorial publicado no dia 10 de março, o jornal Estado de S. Paulo soltou os cachorros para cima do ex-presidente Lula. Com o título “A ficha moral de Lula é suja”, o jornal diz que a decisão do ministro Edson Fachin não apaga a corrupção cometida por Lula da Silva. Ao final, conclama os leitores a fugir dos populistas radicais. Conclui que há alternativas civilizadas. O tiozão do zap ainda diz que esse tipo de imprensa é esquerdista. Jamais.

    EXPLICANDO
    Há muito tempo, o STF decidiu que a 13ª Vara Federal de Curitiba tinha competência para julgar, no âmbito da Lava Jato, apenas casos relativos a fraudes e desvios na Petrobras. Num malabarismo interpretativo, o então juiz Sérgio Moro enquadrou os processos de Lula nesses quesitos. A defesa do ex-presidente sempre questionou a competência.

    EXPLICANDO 2
    De fato, os eventos relacionados ao tríplex do Guarujá, ao sítio de Atibaia e ao Instituto Lula não tinham nenhuma relação direta com a Petrobras. O juiz Moro, contudo, na ânsia de julgar o presidente, argumentou que os empresários envolvidos nos casos acima também tinham contratos com a estatal de petróleo. Essa tese, um tanto quanto absurda, vingou até a decisão de Fachin, na segunda-feira (08).

    BARULHO NO QUARTEL
    Em abril de 2018, dias antes do Supremo Tribunal Federal (STF) julgar um habeas corpus que poderia libertar o ex-presidente Lula, o então comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, fez um post ameaçador no Twitter, sugerindo que uma decisão favorecendo o ex-presidente poderia ter consequências. Na época, o STF silenciou.

    SILÊNCIO NO QUARTEL
    Desta vez, com o fato consumado, qual seja, Lula livre e elegível, fruto a decisão do ministro Fachin, muitos chegaram a esperar que algum general voltasse a se manifestar nas redes sociais, não foi o que aconteceu. Os quarteis ecoaram um silêncio estrondoso e enigmático.

    O MERCADO
    Por enquanto, entre Bolsonaro e Lula, o mercado segue apostando no atual presidente, por acreditar que ele pode aprovar alguma das reformas que o setor tanto exige, isso porque tem maioria na Câmara dos Deputados e Senado Federal. Caso os dias, semanas e meses avancem sem que nada aconteça, e se Lula continuar piscando o olho para a Faria Lima, a tendência poderá se inverter.

    O mercado não tem ideologia. Vai pra onde perceber maiores possibilidades de lucros. Simples assim.

    SEM CONCLUSÃO
    No dia 14 de novembro de 2019, um acidente com um jatinho Cessna 550, na Península de Maraú, litoral baiano, tomou o noticiário nacional. A aeronave era tripulada por empresários bem sucedidos, todos jovens, os quais intencionavam passar o feriado da Proclamação da República naquele paraíso tropical.

    A aeronave tocou o solo antes da pista de pouso, o que causou vários danos, mas conseguiu parar sem causar qualquer lesão nos tripulantes, o problema ocorreu logo em seguida, quando o jatinho pegou fogo e explodiu.

    SEM CONCLUSÃO 2
    Das 10 pessoas que estavam no Cessna, cinco morreram, entre estas as irmãs Maysa e Marcela Marques, bem como o filho desta, Eduardo, com apenas 06 (seis) anos de idade. Também morreram Tuka Rocha, piloto de Stock Car, e Fernando Silva, o copiloto da aeronave. Todos em consequência das queimaduras que sofreram.

    Os sobreviventes seguem com sequelas do acidente, em maior ou menor grau. Marcelo Constantino, um dos herdeiros da Gol, nunca mais poderá se expor ao Sol. Eduardo Mussi, irmão caçula do deputado federal Guilherme Mussi (PP-PR), é outro que guarda graves sequelas.

    SEM CONCLUSÃO 3
    Até agora ninguém foi responsabilizado pela tragédia, que continua em apuração. O proprietário do Cessna 550 era o bilionário Juca Abdulla, o 20º homem mais rico do país, que alugou a nave à turma por R$ 55 mil, com piloto e copiloto.

    DUROU FOI MUITO
    O técnico da Alemanha, Joachim Löw, aquele de manias nada higiênicas, deixará o cargo no próximo mês de julho, logo após a Eurocopa. Ele comanda a seleção alemã desde agosto de 2006. No período, acumulou várias conquistas, inclusive a Copa do Mundo no Brasil em 2014. Sim, ele era o técnico que comandou a Alemanha no 7 x 1.

    Foram 189 jogos, com 120 vitórias, 38 empates e 31 derrotas.

    “A VELHA CALÇA DESBOTADA”
    A canção Detalhes, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, completa 50 anos neste mês de março. Ela foi o marco da travessia de Roberto Carlos, que deixava a jovem guarda para se tornar o maior cantor romântico do Brasil, então com 30 anos.

    É a canção que abre o álbum de mesmo nome, lançado em 1971, considerado por muitos o melhor álbum de sua carreira. Além de Detalhes, o disco traz, entre outras, Como Dois e Dois (de Caetano Veloso), Amada Amante, Traumas, Todos Estão Surdos e Debaixo dos Caracóis de seus Cabelos (em homenagem a Caetano Veloso).

    O álbum foi lançado em dezembro de 1971, uma praxe do rei, que só lançava discos no fim de ano, mas a música Detalhes foi composta em março daquele ano, como conta o livro 101 Canções que Tocaram o Brasil, de Nelson Motta.

    O EXECUTIVO EM MOSSORÓ
    Após um início de gestão muito movimentado, com várias reuniões, inclusive algumas entrando pela madrugada, com lives, stories de recebidos, visitas a equipamentos públicos, parece que o ritmo diminuiu, o que é natural. Empolgação e energia não duram para sempre. O prefeito Allyson Bezerra (SD) alcançou o voo de cruzeiro.

  • GRATO

    Na última edição deste portentoso, o colunista João Bosco Souto, a quem chamo Bosquinho, discorreu sobre a eutrapelia, palavra que caracteriza o humor sem ofensa. Na oportunidade citou-me como exemplo.

    Fiquei deveras lisonjeado com o texto, sobretudo por partir de alguém com tamanha bagagem literária, detentor de um vasto e rico vocabulário. Claro que pesou o fato de sermos amigos há mais de vinte anos, pesou para a homenagem e pesou para ter-me como exemplo.

    O cearense Bosquinho é um dos maiores talentos que habitam o solo mossoroense. Sua profissão nada tem a ver com textos e letras, mas, como um bom devorador de livros, escreve muito bem quando se propõe a fazê-lo.  

     ANTIVAXX – Na última semana, circulando pelas ruas de Governador Dix-sept Rosado, o município, percebi três pessoas conversando sobre a vacina contra a Covid-19. Pela aparência, gente que já rompeu a casa dos 50 anos. Duas delas diziam que não tomariam a vacina, pois feita pelos comunistas da China. O lúcido da história tentava argumentar que no geral vacinas e medicamentos possuem algum insumo chinês (não disse com essas palavras), e que ninguém nunca deixou de se vacinar e medicar por causa disso. Uma delas, para encerrar a conversa, disse que Bolsonaro não tomaria e então faria o mesmo. Pronto.

    Lamentavelmente, as declarações do presidente Jair Bolsonaro exercem um poder muito grande sobre parcela da população. Da mesma forma que muitos não tomarão a vacina em atenção ao que ele falou, outras tantas deixaram de se proteger durante a pandemia pelo comportamento errático do chefe maior da Nação, que sempre fez pouco caso da doença, desde a famigerada “gripezinha”, passando pelos “E daí” e “Doença de maricas”.

    POLÍCIA CORROMPIDA – A revista Piauí de janeiro trouxe uma corajosa matéria, assinada por Allan de Abreu, dissecando a corrupção existente na Polícia Federal do Rio de Janeiro, com foco no delegado Pompílio da Hora, aposentado no início do ano passado.

    Pompílio se valia do cargo para achacar possíveis investigados, cobrando alto para que seus nomes e os de suas empresas não fossem incluídos em inquéritos e, caso já incluído, cobrava para retirar. Os valores giravam em torno de R$ 1,5 milhão, quantia que era dividida com o escrivão Everton Ribeiro e outros três comparsas.

    A matéria traz diversos exemplos concretos, tanto da equipe de Pompílio, como de outras. Entre 2002 e 2011, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou 150 policiais federais fluminenses, o equivalente a 10% do total.

    Impressionante ver como no Rio de Janeiro o poder público, em todas as esferas e órgãos, está corrompido pela corrupção e demais crimes contra a administração pública.

    ABANDONADO – É triste ver a situação do prédio onde funcionou o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no município de Governador Dix-sept Rosado. Por meio da Resolução nº 07, de 15 de agosto de 2017, a 57ª Zona Eleitoral, com sede no município, foi extinta. Desta forma, os eleitores do município foram remanejados para a 49ª Zona Eleitoral, com sede em Mossoró e que também engloba os eleitores do município de Upanema.

    Com a desativação, o prédio onde funcionou a sede da 57ª foi abandonado, literalmente. O lamentável é que se tratava de um prédio novo e moderno, inaugurado em 2014.

     Já ouvi relatos de instituições querendo assumir o que restou do imóvel, vez que vândalos saquearam e levaram tudo o que era possível, como louças dos banheiros, fiações, maçanetas, luminárias e até portas. Basicamente só deixaram as paredes. A prefeitura também tem interesse em assumir a estrutura, mas até agora nada andou.

    Enquanto isso, o prédio segue abandonado e entregue aos vândalos e usuários de drogas.

    COMEÇOU COM UMA BOMBA – Uma máxima diz que no Brasil o ano só começa depois do carnaval. Em 2021, então, ele começou com tudo. Já no “primeiro dia” o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou prender o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), que havia usado o YouTube para enaltecer o AI-5 e atacar ministros.

    Logo a polêmica se fez nas redes sociais, com as torcidas de um lado e outro defendendo suas posições de forma casuística, jamais racional.

    O fato é que a imunidade parlamentar por falas, palavras etc. não é absoluta. Basta você imaginar o que aconteceria se algum parlamentar fosse ao Twitter defender a pedofilia, por exemplo. O parlamentar pode muito, mas não pode tudo.

    No geral, é repugnante toda forma de extremismo. As conquistas e avanços devem se dar com diálogo e respeito às instituições, aos adversários e também à imprensa.

    CABOTINOS – Aqui no nosso torrão potiguar, alguns jornalistas insistem em querer ser, eles mesmos, o destaque da notícia. Sempre dizendo que teve influência sobre decisão tal tomada por um político, que antecipou isso ou aquilo, que é temido por alguns, que fez isso, fez aquilo.

    A situação me remonta a um podcast do Estadão onde duas jornalistas que acompanham o cotidiano do cercadinho do Palácio da Alvorada foram ouvidas. Elas relataram tudo o que passam no local, especialmente as agressões verbais que sofrem dos bolsonaristas.

    Lá pelas tantas o entrevistador perguntou por que elas nunca fizeram uma matéria para o Estadão sobre as agressões, aí elas falaram, cada uma do seu jeito, que uma das lições básicas do Jornalismo é que o profissional da imprensa não é notícia, que deve apenas checar os fatos e divulgá-los.

    Claro que há o jornalismo de opinião, mas aí é outro assunto. Não devemos colocar tudo num balaio só. Quer ser celebridade e comentado por aí? O melhor caminho é entrar no mundo artístico.

    FALTA DE ARGUMENTOS – Mandar estudar, durante uma discussão, é a frase mais arrogante e furtiva que existe. Se o interlocutor tem argumentos a expor, o faça de forma didática e simples. Desta forma será muito mais fácil convencer o contendor.

    GARGALO DO SUS – Na pandemia o Sistema Único de Saúde (SUS) provou sua importância. Sem ele, o número de mortes teria sido muito superior. Apesar do elogio, é forçoso reconhecer que o sistema apresenta muitas falhas, sobretudo na média complexidade, onde está seu maior nó.

    Na saúde básica e na alta complexidade o SUS é muito bom, mas quando parte para o atendimento mediano o sistema não anda. O paciente sofre quando precisa de cirurgias eletivas, exames ou precisa se consultar com algumas especialidades médicas, como cardiologistas e neurologistas.

    DOWNLOAD – O Brasil possui uma das legislações mais brandas quando se trata de downloads ilegais. O art. 184 do Código Penal só considera crime quando o objetivo é o lucro. Assim, não é crime baixar filmes e músicas piratas, por exemplo, desde que seja para consumo próprio. Há legislações bem mais severas mundo afora. 

    SOLUÇÃO ESQUISITA – Após o retorno das aulas numa escola particular de Mossoró, a Vigilância Sanitária foi fazer uma inspeção e constatou que havia excesso de alunos nas salas e que a instituição deveria adotar alguma medida para resolver o problema.

    Pois bem, adotou. A escola agora está alternando aulas remotas com aulas presenciais da seguinte forma: um dia a classe inteira assiste às aulas de casa e no outro dia todos assistem às aulas na própria escola. Qual a lógica nisso? A única consequência desse método será a diminuição dos custos da escola. Não serve de nada no combate à disseminação do vírus.

  • MOSSORÓ, ENFIM LIVRE

    Após 70 anos, a família Rosado deixará de administrar Mossoró, em respeito à vontade de 65.297 eleitores, 47,52% dos votos válidos. Na campanha, muitos rosalbistas arrotavam arrogância. Diziam que era impossível que Allyson Bezerra (SD) vencesse Rosalba Ciarlini (PP). Estufavam o peito ao falar. Esnobavam o principal candidato oposicionista até mesmo pela sua origem humilde. Tiveram que engolir a arrogância a seco. Que sirva de lição.

    EXPECTATIVA
    Após a expurgação de Rosalba Ciarlini do Palácio da Resistência, a esperança é que o próximo prefeito, Allyson Bezerra (SD), atenda aos anseios de quem acreditou nele, confiando-lhe a administração da segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, com 300 mil habitantes.

    Os nomes que ele escolheu para compor a equipe de transição, bem como os secretários anunciados até agora, são sinais de que a administração será técnica. Parece bem intencionado o “menininho” do sítio Chafariz.

    PRESIDÊNCIA DA CÂMARA
    Tudo indica que o próximo presidente da Câmara Municipal de Mossoró será Lawrence Amorim (SD), o 12º mais votado no dia 15 de novembro. Lawrence, que tem trânsito livre em todas as rodas, já foi prefeito de Almino Afonso (RN) por dois mandatos. Tem experiência na arte de negociar no mundo político.
    Todos os vereadores eleitos entrevistados até agora, quando perguntados sobre o assunto, ressaltam que Lawrence é um ótimo nome. Só uma manobra de bastidores muito bem feita tirará a presidência dele.

    ENTREVISTAS
    Tenho acompanhado com atenção as entrevistas concedidas pelos vereadores eleitos. No geral, são pessoas despreparadas para o cargo, mas que, curiosamente, reconhecem suas limitações, dizendo que contratarão assessorias para ajudá-los na missão de representar o povo mossoroense. A maioria foi eleita em retribuição ao assistencialismo que realizam em suas comunidades. Tirando um ou outro, parecem bem intencionados.

    NOVOS IMORTAIS
    Se arreglan para la feria / Como Maria Bonita y Lampião / Llevando sandalias de cuero / Para la sagrada fiesta de San Juan. Esses versos estão no livro Semiosis. São de autoria de Welma Menezes, que na última terça-feira (15) foi eleita para ocupar a cadeira 15 da Academia Mossoroense de Letras (AMOL), em candidatura única. No mesmo dia, Misherlany Gomes foi eleito para a cadeira 16, vencendo por 14 x 11 a disputa com Eriberto Monteiro.

    RUY FAUSTO
    Apenas nesta semana soube do falecimento de Ruy Fausto, um dos maiores pensadores brasileiros de todos os tempos. Ele morreu no último dia 01º de maio, aos 85 anos. Sofreu um infarto enquanto tocava piano na sua casa em Paris, na França.
    Fausto é autor de vários livros, entre eles Caminhos da Esquerda: Elementos para uma Reconstrução (2017), onde traz os três maiores erros da esquerda latina, na sua ótica, bem como as bases para uma reconstrução, como informa o nome da obra.
    O livro desagradou ao núcleo mais duro do esquerdismo, até porque Ruy Fausto é um dos poucos esquerdistas a defender uma autocrítica do PT. Os argumentos que ele utiliza são até interessantes, mas não cabe discuti-los aqui.

    O OMBUDSMAN MISTERIOSO
    Desde meados de maio circulam nos intramuros do Itamaraty crônicas sobre o cotidiano do Ministério das Relações Exteriores. Os textos são sarcásticos, críticos, contundentes e até debochados. Eles são assinados por um tal de Ereto da Brocha. A suspeita é que seja um diplomata aposentado e bastante culto, pois os textos trazem muitos fatos antigos e muita menção à literatura, música etc. São crônicas saborosas, recheadas de um sarcasmo muito inteligente.

    Elas são enviadas semanalmente para grupos de WhatsApp de pessoas ligadas ao ministério em questão. O servidor Paulo Roberto de Almeida resolveu reunir todas as crônicas, em torno de 30, num arquivo PDF, e publicar no blog Diplomatizzando. As crônicas são pequenas. Dá para ler tudo em pouco tempo. Vale muito à pena.

    BASTIDORES CONTRA O NOBEL DA PAZ
    Num dos artigos do incógnito cronista, ele relembra o empenho dos militares, durante a ditadura, para impedir que o arcebispo de Recife e Olinda, D. Hélder Câmara, fosse agraciado com o Prêmio Nobel da Paz.

    O religioso foi indicado ao prêmio quatro vezes, garantindo assim a posição de brasileiro mais indicado a qualquer Nobel. Nas quatro oportunidades, os militares brasileiros agiram para impedir a premiação, vez que o julgavam comunista, apesar de ele ter apoiado o golpe em 1964.

    Algumas dessas ações são relatadas na crônica, bem como no Livro de Jô, Vol. II, a autobiografia de Jô Soares, entre tantas outras obras.

    QUIPROQUÓ NO SERIDÓ
    Continua gerando polêmica o programa Pró-Sertão, onde facções têxteis atendem a grandes grupos industriais, entre eles o Grupo Guararapes. O cerne da discórdia está na existência ou não de vínculo trabalhista entre os empregados dessas facções e os grupos industriais, ou seja, as indústrias podem ser acionadas judicialmente caso as facções têxteis não cumpram as obrigações laborais?

    No último dia 10 de dezembro, o site oficial do Tribunal Regional do Trabalho do RN (21ª região) publicou uma matéria sobre o assunto, dizendo que, por maioria de votos, os desembargadores haviam decidido pela inexistência de vínculo.

    Dois dias após, o site oficial do Ministério Público do Trabalho do RN publicou Nota de Esclarecimento desmentindo a matéria do site oficial do TRT21, dizendo que não houve julgamento da questão em si, mas de um processo de Uniformização de Jurisprudência, que o mérito ainda não foi analisado.

    É a primeira vez que vejo “briga” entre sites oficiais do Judiciário e do Ministério Público.