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  • Taxa de pacientes curados da Covid-19 atinge 76% no Hospital Zona Sul em Natal

    Desde o início da sua operação, no final de fevereiro, o Hospital de Campanha da Zona Sul, uma das unidades exclusivas montadas pela Prefeitura de Natal para tratar os infectados pelo novo coronavírus, já recebeu 46 pacientes. Desse universo, nenhum óbito foi registrado até o momento, computando 35 altas médicas e 11 transferências de doentes que necessitam continuar o tratamento em hospitais de alta complexidade. De acordo com os dados, 76% das pessoas que passam pelo local são curadas. 

    A direção do Hospital celebra a taxa de altas, destacando o minucioso trabalho e empenho de toda a equipe de médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas, psicólogos, farmacêuticos, assistentes sociais, pessoal da área administrativa que atuam na unidade. De acordo com o diretor-geral do HZS, Edney Agra, disse que o diferencial está na abordagem em tempo hábil realizada em cada paciente, trabalhando para evitar o agravamento do quadro infeccioso e uma eventual intubação.

    “Essa é uma unidade pensada para atender pacientes no estágio intermediário da doença, oriundos das nossas Unidades de Pronto-atendimento, Unidades Básicas e Centros Covid. Ao chegarem aqui são acolhidas por nossa equipe multidisciplinar, iniciamos logo nossos protocolos de atendimento, acompanhando os pacientes de maneira eficaz e graças a esse esforço estamos obtendo grandes resultados. Isso é muito gratificante para todos nós”, explicou Edney.

    Para o prefeito Álvaro Dias, o Hospital Zona Sul é mais um bom resultado do empenho da gestão municipal no combate ao coronavirus em Natal. “O município não está medindo esforços para garantir a melhor assistência à população da capital. Nossas UPAs continuam funcionando, nosso Hospital de Campanha também, e recentemente passamos a contar também com essa unidade à disposição das pessoas acometidas pela Covid-19″, define o prefeito Álvaro Dias.

    Alegria e alívio

    Quem viveu a alegria de receber alta foi o autônomo Djeferson Bezerra, 32. Morador de Extremoz, ele chegou à unidade classificado como um paciente bem grave pela UPA Potengi, com pulmões em 75% de comprometimento e com muita dificuldade para respirar. Ele conta que temeu muito pela sua vida, mas logo que recebeu os primeiros cuidados no hospital recuperou as esperanças e, após sete dias, venceu a Covid-19.

    “Fiquei muito aflito e pensei que não iria sair dessa. Agradeço demais o tratamento recebido aqui no Hospital. Abaixo de Deus, toda a equipe foi fundamental para o sucesso do meu tratamento. Hoje saio daqui feliz, doido para reencontrar minha família e eternamente grato aos profissionais da saúde”, finalizou, emocionado.

    Ambiente de otimismo

    O diretor técnico do Hospital, Raiff Villarim, relata que a atmosfera de otimismo criada no hospital também contribui muito para essa alta taxa de pacientes curados. Ele ressalta que o fator psicológico é fundamental para o sucesso no tratamento. “Muitos desses pacientes, antes de virem para cá, estavam em poltronas mal acomodadas e sem os devidos cuidados. Ao chegarem aqui, se instalam em leitos confortáveis, com todo o suporte, recebem um retorno positivo dos outros pacientes e mudam o pensamento, ajudando sobremaneira ao trabalho da nossa equipe”, detalhou.

    A aposentada Maria da Glória, 71, precisou ficar um pouco mais de tempo no hospital, pois, com muitas comorbidades, necessitou de mais cuidados. Idosa, ex-fumante e com enfisema pulmonar, a Covid-19 a atacou de forma agressiva. Por todo esse quadro e por ser uma paciente bem espirituosa, ela logo ganhou a simpatia da equipe de profissionais do hospital e não conteve a emoção ao receber alta. “Ganhei muitas filhas e filhos durante o tratamento. Não me faltou nada aqui. Hoje estou muito satisfeita e pronta para retornar para o convívio da minha família. O que fizeram por mim nesse hospital não tem preço que pague”, contou ela.

    O diretor da unidade Edney Agra conta ainda que o trabalho no Hospital de Campanha da Zona Sul vai ser otimizado, após a instalação da usina de oxigênio na última sexta-feira (16). Além disso, o departamento de engenharia da secretaria municipal de Saúde está finalizando ainda esta semana a instalação do sistema de fluxo de ar comprimido no local. Atualmente, a unidade opera com 41 leitos, sendo inicialmente 33 leitos de enfermaria clínica, quatro semi-intensivos, dois de estabilização e dois de admissão, mas o prédio tem capacidade para abrigar até 50 leitos.

    “Esse modelo de hospital precisa ser replicado em todo Brasil e tem se mostrado um grande acerto da Prefeitura de Natal. A doença precisa ser combatida desde o início, oferecendo aos pacientes uma abordagem em tempo hábil que evite o agravamento da doença. É o que estamos fazendo aqui com muito sucesso”, apontou.

    Rede

    Leitos exclusivos para tratamento da Covid-19 montados pela Prefeitura de Natal conta atualmente com:

    Hospital Municipal de Natal: 23 leitos de UTI e 31 leitos de enfermaria; Hospital de Campanha: 38 leitos de UTI e 100 leitos clínicos; 

    Hospital dos Pescadores: 30 leitos clínicos; 

    Hospital Natal Sul: 33 leitos clínicos e 4 semi-intensivos.

    Foto: Alex Régis

  • Prefeitura entrega novo Skate Park após reforma na “praça do Disco Voador” em Ponta Negra

    O veterano skatista potiguar Izeli Confessor esperou 35 anos para rolar suas quatro rodas numa pista de alta qualidade. O atleta é um dos muitos frequentadores do novo Skate Park de Natal e todas as tardes faz suas manobras radicais no espaço. O equipamento é o primeiro de Natal e foi construído na praça Henrique Carloni, mais conhecida como a praça do Disco Voador, no Conjunto Ponta Negra. O equipamento público foi recuperado e entregue pela Prefeitura de Natal há poucos dias. A obra é uma ação integrada entre a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) e Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Sel).  

    O prefeito Álvaro Dias visitou o espaço público na tarde da quinta-feira passada (15) e acompanhou a movimentação intensa dos praticantes do skate. Atletas de vários bairros de Natal vêm para Ponta Negra só para utilizar o novo equipamento. Eles agradeceram a construção da pista, que vai alavancar a prática profissional deste esporte. 

    Para o prefeito, a obra é importante porque representa a reocupação dos espaços urbanos pela população. “Aqui se transformou num espaço agradável de convivência dia e noite por conta da boa iluminação, e onde todos podem participar ao mesmo tempo e, o mais importante, a realização de um sonho para os skatistas que pela primeira vez terão uma pista qualificada para a prática do esporte”, disse o gestor.

    Qualidade
    Segundo o presidente da Associação Potiguar do Skate, Franklin Medeiros, a pista é adequada para a prática olímpica da modalidade street. “Estamos felizes com essa obra. Além do piso ser de muita qualidade, o parque está bem iluminado e as pessoas podem praticar o esporte depois das 18h. É um bom começo incentivar a prática do skate olímpico”, conta ele.   

    O Skate Park contou com intervenções técnicas na reconstrução de dois antigos obstáculos para a prática do esporte: uma rampa do tipo Funbox, que possui um tubo de aço galvanizado, e outra rapa do Quarter. Foi feita a adequação para o novo piso granilite de alta resistência. Toda a obra teve o acompanhamento da Associação Potiguar de Skate (APS). Foi orçada em R$ 223,7 mil com recursos da Prefeitura de Natal, a partir de emenda parlamentar da vereadora Júlia Arruda.

    Assim como os skatistas, os moradores de Ponta Negra também ganharam um espaço versátil. Na área da praça, foram feitas melhorias como a troca para um moderno sistema de iluminação, com 35 postes de luminárias em LED, paisagismo e o manejo arbóreo sustentável. Para quem utiliza o ambiente como espaço de prática de atividades físicas diárias, foi construída uma academia ao ar livre.  A quadra de esportes foi restaurada para prática de futebol e basquete.

    Fotos: Manoel Barbosa

  • Esperança

    “Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus.” —  Mateus 5:3-8.

    “Sebastião, O Grande. Será reconhecido como vitorioso na Vila Aurora. Podem apostar nisso!” A frase seria somente devaneios de um garoto? Percebe-se muita inocência, principalmente nos dias atuais, quando tudo está tão incerto. Mas até hoje seu autor continua pertinaz, o Sebastião Alencar, tipo de pessoa que acredita que o ‘Mundo conspirar a seu favor se você crê’.

    — Tomara que isso esteja próximo, Bastinho? A gente vive numa pindaíba tão grande — é a resposta de Aparecida, sua irmã, enquanto engoma a roupa dele do trabalho. O dia dela começa ainda de madrugada. Hoje não foi diferente, principalmente com a tarefa de passar uma grande pilha de roupas, encomenda da dona Geruza, vizinha, esposa do patrão de Sebastião, o Sr. Nilson.

    Sebastião também acorda cedo. Às cinco da matina, de segunda a sábado, faz o périplo padrão de quem mora distante, com início no ponto de ônibus da Vila, passando pelo terminal integrado — depois cortar a cidade — e  tomar uma última condução até a chegada ao canteiro de obras.

    — Está pensando que é fácil ser importante, minha filha? — brinca ele todas as vezes que o assunto com sua irmã desbanca em planos futuros. Quando estão no churrasco oferecido por Nilson, seu patrão, não é diferente. Sebastião não se faz de rogado e tenta demarcar seu território. Seu chefe gosta de fazer reuniões nos finais de semana e se diverte bastante com as histórias do rapaz, que já vencera uma primeira etapa, ser pedreiro, após alguns anos como auxiliar.

    Não é fácil, e todos vão concordar com isso, trabalhar feito um condenado no cabo de uma enxada, ‘traçando’ areia e brita o dia inteiro e à noite estudar. Sebastião nunca perdera a fé, a esperança, e o ânimo triplicou quando foi promovido a pedreiro. Com o aumento no salário, inclusive, pôde investir um pouco mais em cursinhos. Pagava seus estudos e a duras penas ainda conseguia economizar. Aparecida segurou muito as pontas nas despesas da casa com o salário de doméstica. Como ficaram órfãos ainda jovens, na longínqua São Leopoldo, cidadezinha no interior do Ceará, ela foi o alicerce do que construíram até agora, principalmente quando foram residir em São Paulo. Ela, infelizmente, entregara os pontos, não há mais planos, se contenta apenas com o emprego que deu sustento aos dois filhos de dona Josefina e seu Adélio, seres anônimos, em um município nordestino que vive da miserabilidade e da dependência do serviço público. A mesma situação de centenas de cidades pelo Brasil afora.

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    Sebastião entra em cada esbaforido e acende a luz da sala, que se encontrava iluminada apenas pelo brilho da TV, de maneira que mal enxergava Aparecida deitada no sofá. Estende a mão e mostra uma bolada de cédulas.

    — Esse dinheiro é seu. Fique lindona amanhã, Aparecida. Compre roupas e dê um trato no cabelo.

    — Vixe! De onde você tirou esse dinheiro?

    — Pedi minhas contas.

    — É muito dinheiro. Fico mais bonita e comemoramos seu desemprego, é?  —  pergunta ela em tom de reprovação.

    — Não, menina. O momento é especial. Quero você bem bonita amanhã.

    — Esse dinheiro não fará falta em uma emergência? Não acha melhor guardar?

    O irmão da preocupada Aparecida abre um grande sorriso como reposta. Ele pula, pisoteia, ensaia uma dança na frente dela. Eis uma situação que dá real sentido ao adágio “mais animado que pinto em beira de cerca”. Mesmo com o olhar incrédulo da irmã, ele abre uma garrafa de vinho que lembrara de comprar na venda do senhor Ferreira e faz dois copos transbordarem.

    —Desembucha! Qual o motivo de tanta alegria? O desemprego é que não é.

    — Vamos brindar! Não quis dizer antes, meu amor, mas é que na sexta-feira Sebastião Alencar se forma. Será minha festa de formatura, e o mais novo arquiteto do bairro nasce.

    As lágrimas invadem o humilde lar. Abraçados no meio da sala, os irmãos se ajoelham com as mãos levantadas ao céu. E comemoram tão preciosa conquista.

    Passada a euforia das comemorações, Aparecida fita as telhas do seu quarto, ainda sem acreditar em tamanha vitória.

    — Nossa! já passou da hora de ir dormir.

    Realmente. Quem acorda muito cedo, meia-noite é um exagero. Uma vela repousa acesa em cima da mesinha ao lado da cama.

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    Pela manhã os bombeiros seguem em busca de sobreviventes do incêndio da Rua da Esperança, na Vila Aurora. Segundo informações de vizinhos, o fogo se espalhou rapidamente em três casas. Até agora somente os corpos de dois irmãos foram resgatados.

  • Obras de drenagem e pavimentação do Planalto atingem 30% de execução

    Iniciadas pela Prefeitura de Natal em outubro do ano passado, as obras de drenagem e pavimentação do bairro Planalto já atingiram 30% de execução. Nesta semana, os operários concentram seus serviços nas ruas Cafarnaum e Santa Adélia. Além dessas duas vias, o projeto vai alcançar ainda outras 16 ruas da comunidade. 

    A construção de uma lagoa de captação também está prevista. Estão sendo investidos R$ 16,3 milhões de reais na obra, sendo mais de R$ 1 milhão como contrapartida da Prefeitura.

    O prefeito Álvaro Dias classifica como uma “marca positiva” o bom andamento da obra no Planalto. “Os serviços estão avançando e esperamos concluir o projeto dentro do prazo estipulado em contrato, que é de 12 meses. Essa era uma reivindicação antiga dos moradores. Com a chegada de mais drenagem e pavimentação ao bairro, diversos outros serviços públicos serão ofertados de uma forma melhor como transporte, esgoto, energia dentre outros. Tem também o aspecto econômico. Os imóveis da região ficarão mais valorizados e o desenvolvimento local vai se acentuar ainda mais”, prevê o prefeito. “Mesmo com a pandemia e as dificuldades financeiras, a Prefeitura tem trabalhado na execução de projetos de infraestrutura com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população. É o que estamos fazendo no Planalto”. 

    A lista de ruas contempladas nesta primeira fase do projeto é composta pela Maranata e São Bráulio (as duas são as vias de maior porte contidas nas obras), Vicente Fernandes, Cafarnaum, Santa Adélia, Vale do Pitimbu, Engenheiro Clodoaldo Caldas, Monte Celeste, Monte Sinai, Santa Rita, Carlos Filgueira, Trav. Irmã Dulce, 4° Travessa Cafarnaum, 5° Travessa Cafarnaum, 2° Travessa Mira Mangue, Avenida Mira Mangue, Nav. Delio Otoni e Monte das Oliveiras.

    Foto: Manoel Barbosa

  • Prefeitura inicia vistorias das moradias que serão entregues no Village de Prata

    Duzentas e vinte e quatro famílias natalenses terão a oportunidade de ter uma qualidade de vida melhor a partir do dia 30 deste mês. Elas receberão da Prefeitura de Natal as chaves das 224 unidades finais do condomínio Village de Prata, que fica no bairro Planalto, na Zona Oeste. Nesta quarta-feira (14), tem início o processo de vistoria.

    De acordo com a Secretaria Municipal de Habitação, Regularização Fundiária e Projetos Estruturantes (Seharpe), responsável pela ação, o residencial Severino de Souza Marinho é o último dos oito empreendimentos do Village de Prata, somando um total Total de 1.792 unidades habitacionais, que foram construídas numa parceria do Município com o Governo Federal.

    A vistoria dos imóveis, que começam nesta quarta, é feita com a presença dos beneficiários. Entre os dias 23 e 28, está programada a assinatura dos contratos. Dia 30, será realizada a entrega das chaves com as presenças previstas do prefeito Álvaro Dias, do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e do secretário nacional de Habitação, Alfredo Santos.

    “Essas famílias em breve se juntarão a tantas outras que já residem no Village, e terão um lugar digno para morar e criar seus filhos com a qualidade de vida que merecem”, afirma o prefeito Álvaro Dias.

    O Village de Prata é o principal projeto habitacional em execução na cidade, tendo atendido já cidadãos de assentamentos como Camboim (Bom Pastor), remanescentes das antigas favelas do Fio e Alemão, aqueles que estão em área de risco da Chesf (Bom Pastor), Assentamento 8 de março (Planalto), famílias que estavam ocupando o terreno da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE), no Guarapes, pessoas do Maruim, Jacó, famílias que ocupavam uma área na ZPA-4 (Guarapes) e Mãe Luíza, entre outros.

    “Nesse momento de pandemia, entregar moradia para essas pessoas se torna ainda mais importante. Estaremos, na realidade, entregando dignidade para elas, uma nova vida, chances novas”, aponta o secretário titular da Seharpe, José Vanildo da Silva.

    Ações sociais

    Além de dar moradia digna a essas pessoas, a Seharpe, em parceria com outras secretarias municipais, realiza um trabalho de apoio à comunidade que conta com ações sociais para formação profissional, lazer, orientação aos síndicos e reflexão sobre o fato de morar em um condomínio. 

    De acordo com José Vanildo, a Secretaria realizou um trabalho com agilidade e muito zelo para que as famílias pudessem ter acesso às moradias o quanto antes. “A moradia de qualidade é um direito de todos e estamos, com a determinação do prefeito Álvaro Dias, trabalhando para bater metas audaciosas de entregas de unidades e regularização fundiária em Natal”, diz o secretário. “O trabalho não pode parar e a habitação é uma prioridade na gestão atual”.

    Os apartamentos do Village de Prata possuem dois quartos, sala, cozinha e banheiro, com uma área total de 39,23 metros quadrados. Além disso, o condomínio possui estrutura de lazer com quadras de esportes, estacionamentos, centros comunitários e outras áreas para as famílias.

    Segundo a Seharpe, outros projetos de moradia e regulamentação fundiária estão em andamento. “Estamos em contato constante com o Ministério do Desenvolvimento Regional e vamos em breve executar outros projetos importantes para que as pessoas possam ter essa garantia social que é a posse legal de suas propriedades”, conclui José Vanildo.

    Foto: Alex Régis.