Últimas histórias

  • Redinha, uma praia arredia

    Redinha velha cansada

    Muito orgulhosa de si,

    Deita o corpo embriagada

    No leito do Potengi.

    (João Alfredo)

    Fotos e Texto: Alex Gurgel (@alex_gurgel)

    A Redinha é uma ilha cercada de sentimentos. De um lado, é banhada pelo azul do mar e, do outro, pelas águas do Rio Potengi salgado. Quando andou pelas areias da Redinha, ao lado de Cascudo, o escritor paulista Mário de Andrade ficou encantado com a tranqüilidade infinita do lugar. No livro “Turista Aprendiz”, o poeta modernista relata a monotonia da Redinha, sonhando com a travessia de barco, cruzando o rio num dia de sol forte de verão.

    A praia da Redinha é porto pesqueiro quando cada manhã é recheada de jangadas ao sabor do mar, onde o pescador faz pajelança nas gamboas do Potengi, jogando sua tarrafa e apanhando sua porção de sobrevivência. A Redinha também é território livre para poetas, artistas e boêmios, que buscam inspiração em verso e prosa para cantar os alumbramentos dessa paisagem marinha.

    Para conhecer a Redinha, o visitante deve saborear uma ginga com tapioca, especiaria culinária tradicional no Mercado Público, enquanto observa o burburinho do povo que passa. É preciso celebrar a “Festa do Caju”, no Redinha Clube, quando janeiro chega, anunciando uma nova época de fartura nos quintais e alpendres das casas arejadas

    Para exaltar a alegria da Redinha, em dias de carnaval, o folião deve seguir as troças “Siri na Lata” e “Baiacu na Vara”, além de se esbaldar, todo melado de lama, na irreverência do bloco “Os cão”, na terça-feira gorda.

    A Redinha continua arredia ao progresso, preservando suas tradições e afugentando o fantasma do monumento bestial de concreto, a majestosa ponte Newton Navarro, que leva os turistas pelas entranhas salobras da Boca da Barra até as águas mansas da praia da Redinha.

    É na Redinha que o cronista parnasiano, Vicente Serejo, adotou sua morada e, cuja prosa poética não esconde a paixão pela praia quando escreve: “Redinha boa, Redinha mansa, Redinha cheia de solidão como Pasárgada de Bandeira, lá todo mundo é Irene e ninguém precisa pedir licença”.

  • São Miguel do Gostoso — A praia mais gostosa do litoral potiguar

    “Aqui se faz Gostoso” anuncia a placa na entrada do pequeno município praieiro de São Miguel do Gostoso, distante 120 km da capital potiguar. Localizado no litoral norte, no chamado “Pólo Costa Branca”, a cidade é ladeada de imensos coqueirais e vários quilômetros de praias mansas e quase virgens.
    O certo é que São Miguel do Gostoso está na ponta da língua do turista mais antenado, seja brasileiro ou estrangeiro, que procura por aventuras em lugares intocáveis. A cidade é um dos “points” turísticos do litoral nordestino. Gostoso está localizado na esquina do continente sul-americano, literalmente onde o vento faz a curva.

    Apesar do seu nome inusitado, a população chama carinhosamente o local de Gostoso, esquecendo o arcanjo que contribui com o nome. Gostoso é nome para embelezar os estabelecimentos comerciais e ainda dá nome para quem nasce no município: se for homem é “gostoso”, se for mulher é “gostosa”. Pessoas vindas de outros locais que se estabeleceram em Gostoso são chamados de “gostosenses”.

    Um dos novos destinos do litoral potiguar, São Miguel do Gostoso já se adaptou ao turismo, mas não perdeu o charme de vila de pescadores. Longe de ter a badalação da praia da Pipa, Gostoso ganha em tranqüilidade e preservação. Por causa dos ventos constantes, o lugar atrai também os amantes do windsurf e kitesurfe.

    Quem vai para Gostoso deve se preparar para ficar desconectado do mundo por alguns dias. Ao contrário de outras paias nordestinas, onde a balada faz parte do cardápio, o perfil de São Miguel do Gostoso é exatamente o de um lugar para quem quer desfrutar de sombra, água de coco e praias desertas para longas caminhadas.

    Além das praias urbanas como Ponta do Santo Cristo, Xepa, Cardeiro e Maceió, São Miguel do Gostoso oferece outras praias belíssimas ao lonmgo do seu litoral. Uma delas é a Praia do Tourinho, formada por dunas fossilizadas há mais de dois mil anos.

    No município também está localizada a Praia do Marco. Ela tem este nome porque foi ali que, um ano após o descobrimento do Brasil, os portugueses chantaram o primeiro marco colonizador nas terras brasileiras, durante a expedição do navegador Gaspar de Lemos, em 1501.

    Formada por dunas enormes, a praia do Marco também é conhecida como Dunas do Vespúcio (uma homenagem a Américo Vespúcio, que integrava a expedição de Lemos). Apesar da importância histórica desse marco colonial, o fato é conhecido apenas por estudiosos e historiadores.

    O poético Ministro da Cachaça

    Em meio a barris de cachaça e ao som de discos de vinis antigos, ele recebe seus visitantes recitando versos do poeta paraibano Augusto dos Anjos. O lugar se chama “Urca do Tubarão”, um misto de barzinho, restaurante, museu e discoteca ao ar livre – criado pelas mãos do simpático Edson Nobre.

    O lugar é decorado com várias vitrolas e toca-discos que funcionam muito bem, além de rádios antigos, telefones, máquinas de escrever, uma cadeira de dentista do século passado, uma velha caixa registradora que também funciona e marca o troco em cruzeiros.

    Entre os lançamentos de vinil, o visitante pode escolher de Pink Floyd a Altemar Dutra, de Frank Sinatra a Tonico e Tinoco, de Roberto Carlos a Trini Lopez, de Guilherme Arantes a Elomar. Clássicos e modernos, há música para todos os gostos e ocasiões.

    A Urca do Tubarão vive cheia de turistas brasileiros e gringos que descobriram o paraíso de Gostoso. Edson não é nobre só no nome. Gosta de contar histórias dos que visitam seu espaço. Na região de Gostoso, ele também é o Ministro da Cachaça da região e vendo uma deliciosa aguardente artesanal, genuinamente gostosa. Vale a visita a Urca do Tubarão.

  • A nova cruz e a lenda da anta esfolada

    O frondoso Rio Curimataú era um bom lugar para o descanso dos vaqueiros, vindos da Paraíba, quando passavam com seus rebanhos de gados e aboiando o canto liberto do sertão. No início da colonização do RN, o povoado na beira do rio foi chamado de Urtigal, pela quantidade de urtigas existentes na região. Logo depois, o nome do lugar foi mudado para Anta Esfolada, em virtude de alguns fatos curiosos ocorridos na localidade.

    “Existia no território uma anta com espírito maligno. Em determinado dia um astuto caçador conseguiu prender o animal numa armadilha. Na ânsia de tirar o feitiço da anta, o caçador partiu para esfolar o animal vivo. Mas logo no primeiro talho a anta conseguiu escapar, deixando para trás sua pele e penetrando mata adentro”, escreveu o jornalista Manoel Dantas, no seu livro Homens de Outrora.

    A anta esfolada ficou amedrontando os moradores e o lugar ficou conhecido como “Anta Esfolada” durante muito tempo. Reza a lenda que um missionário jesuíta fez uma cruz com os ramos do inharé (arbusto abundante naquele tempo) e fincou no alto de uma pedra por onde a anta costumava passar. Depois da nova cruz, a anta nunca mais foi vista e a cidade ficou conhecida como Nova Cruz.

    Para preservar a memória da cidade, a Praça do Marco Zero é testemunha silente, onde foi fundada Nova Cruz, nos idos de 1852. De acordo com Manoel Dantas, foi neste local que o frei jesuíta Serafim fincou a cruz. Para o povo da cidade, a nova cruz representa a história que deu vida à cidade, preservando a memória do povo sertanejo que mora na ribeira do Rio Curimataú.

    Passeando pela memória de Nova Cruz

    Quem vem à Nova Cruz, a dica é fazer uma visita a Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Construída no início do século passado, a igreja é um prédio imponente, como seu altar-mor e suas colunas interiores que lembram colunas de igrejas góticas. Além do seu valor arquitetônico, a Igreja Matriz tem o seu valor sentimental, a grande maioria dos nova-cruzenses se batizou, crismou, fez a primeira comunhão e casou.

    No alto do bairro São Sebastião, uma igreja majestosa se destaca com os sinos anunciando as horas mortas da tarde. Para celebrar a devoção do glorioso São Sebastião, a cidade faz festa no dia 20 de janeiro onde uma grande procissão carrega a fé do povo no andor do santo, pedindo um ano de bom inverno. Após a novena, a programação mundana acontece com quermesse e atrações musicais.

    Pela beleza, o prédio da Prefeitura de Nova Cruz é uma atração que vale uma foto. Construído especialmente para ser a sede do executivo municipal, o edifício apresenta traços arquitetônico de art decó, no melhor estilo dos prédios do início do século passado. Localizado no centro da cidade, o imponente prédio merece ser observado e se o visitante tiver sorte, poderá entrar para visitá-lo.

    Construída em fins do século XIX, aproximadamente em 1883, o prédio da Casa da Cultura de Nova Cruz é outro exemplo da conservação do patrimônio arquitetônico da cidade. Antigamente, funcionava a estação ferroviária. Sua arquitetura segue o padrão das demais estações, aplicado pelos ingleses ainda no tempo da antiga Great Western. Hoje, a Casa de Cultura apresenta a fina flor das manifestações culturais da cidade.

    Em Nova Cruz, vários casarios imponentes podem ser vistos em toda a cidade, resquício de uma época quando a cana-de-açúcar era o grande produto agrícola. Localizado por trás da Igreja Matriz, o casarão de “Seu Euzébio” foi erguido no início do século XIX e merece uma visitação para observar a cúpula romana no final da escada e uma grande varanda. Detalhes na fachada com eira e beira.

    Uma festa no campo

    Uma das melhores épocas para visitar o sertão é durante o mês de junho, quando o inverno trás as festas juninas ainda úmidas da chuva. Nesse tempo, o visitante pode colher, na paisagem sertaneja, o encanto das tardes muito bem escondidas nos barreiros na beira das estradas. Quietas, as casinhas cochilam com suas mulheres esperando seus homens cansados de roça.

    Quem vem na estrada potiguar para entrar na cidade, antes de cruzar a ponte que corta o Rio Curimataú, a Fazenda Santa Gertrudes é logo vista, tendo como sentinela permanente a estátua do velho Diógenes da Cunha Lima, patriarca de uma família de políticos e advogados que atuam em terras paraibanas e potiguares. Muito bem cuidada, a fazenda é uma tradicional referência para a identidade do seu povo.

    Em tempos de festa, a Fazenda Santa Gertrudes abriga centenas de vaqueiros que participam de uma cavalgada que cruza os estados da Paraíba e Rio Grande do Norte. Forró pé de serra e cachaça boa fabricada na região animam os vaqueiros que participam de um dia inteiro na festa de vaquejada, realizada no pátio da casa grande.

    Para refrescar o passeio pelo sertão, um banho no Açude Pau Barriga é a melhor pedida. O açude é um dos reservatórios d’água mais antigos do Rio Grande do Norte, que sempre abasteceu a cidade até a chegada da adutora. Atualmente, o açude abriga as melhores festas do município e, em tempos de carnaval, é o point da moçada mais jovem.

    Localizado na Fazenda Lapa, o Açude Pau Barriga é uma das grandes atrações turísticas de Nova Cruz que pode encantar o visitante. O local tem um clima agradável e é rodeado de belos visuais. Currais de gado e a casa grande da fazenda são atrações a parte que encantam o visitante pela simplicidade de uma vida no sertão de Nova Cruz.

  • Curso de Fotografia

    Bonus: Curso Básico de Lightroom (poderosa ferramenta na edição de imagens)

    Aulas On Line e Ao Vivo – Aula Prática Presencial

    O Curso de Fotografia do Engenho de Fotos foi pensado para que o aluno aprenda fotografia na prática e com toda segurança sanitária, com aulas on line e ao vivo, exercícios práticos de fotografia, suporte para tirar dúvidas e aula prática presencial em lugar previamente definido e informado aos alunos.

    Serviço

    Início | 08 de abril

    Contato | [84] 9 8896-5436

    Site | https://www.engenhodefotos.com

    – As Aulas Teóricas ocorrerão on line; duas vezes por semana, sendo 1 hora e meia por aula;

    – Haverá uma aula prática presencial em local aberto e respeitando as recomendações sanitárias como uso de máscaras, álcool gel e o devido distanciamento;

    – Uma apostila em PDF com todo o conteúdo do Curso de Fotografia será enviada para cada aluno; 

    – Alunos podem interagir durante as aulas AO VIVO e on line, fazendo perguntas e opinando;

    – Será criado um grupo no WhatsApp para a comunicação direta com os alunos, tirando dúvidas e para integração com a turma;

    – Cada aluno receberá Certificado do Curso de Fotografia com o selo de qualidade do Engenho de Fotos.

    Para ser um bom fotógrafo é preciso conhecer o equipamento que tem em mãos para não perder tempo tentando encontrar certa função, ou tentando entender o que a sua câmera fotográfica oferece, independente se ela é do celular, uma compacta digital, ou uma SLR profissional.

  • Como ganhar dinheiro com fotografia

    Hoje em dia está mais fácil e acessível adquirir bons equipamentos fotográficos, o que leva muitas pessoas a desenvolverem o gosto pela fotografia. O número de fotógrafos vem crescendo e boa parte desses fotógrafos transforma o hobby em profissão. Porém, para atuar nesse setor exige muito mais do que uma máquina digital.

    Uma câmera fotográfica será suficiente para abrir as possibilidades de ganhar dinheiro?

    O que é preciso fazer para Viver de Fotografia?

    Se inscreva no nosso Workshop para esclarecer todas as dúvidas sobre o Mercado Fotográfico.

    Workshop Como Ganhar Dinheiro com Fotografia

    Data | 22 Março 2021

    Horário | 19h00

    Inscrição | https://www.engenhodefotos.com/palestra

  • PATU: Aventuras na Serra do Lima

    Ao longe, a imensa Serra do Lima desponta majestosa no horizonte, como num convite encantado, saltando aos olhos do visitante silenciosamente, prometendo uma aventura sem fim. Situada no Pólo Serrano, distante 320 km de Natal, a serra de Patu é um convite para peripécias turísticas.

    Se o leitor estiver de passagem por Patu e observar as pessoas olhando para cima, usando binóculos ou a olho nu, não se assuste. Eles estão observando o céu repleto de coloridos parapentes e asas-delta voando em torno da Serra do Lima e pousando no meio da caatinga potiguar.

    Atualmente, a cidade norte-riograndense de Patu é considerada como um dos melhores lugares do mundo para a prática de vôos livre, tanto de asa-delta como o vôo de Parapente (Paraglider). Devido às condições climáticas e geográficas da região, vários estrangeiros e brasileiros procuram a cidade para praticar os vôos livres e tentar bater recordes.

    Os vôos-livres acontecem de setembro a janeiro, quando os ventos sertanejos da caatinga são mais quentes e estão propícios para formar as “térmicas”, massas ascendentes de ar quente, que sustentam o vôo. Nessa época do ano, o sertão potiguar de Patu recebe gente do mundo inteiro que vem à cidade para praticar o vôo-livre.

    Turismo religioso no Santuário do Lima

    Santuário e Igreja de Nossa Senhora dos Impossíveis, em cima da Serra do Lima

    O que não há pelo mundo sobra no coração do nordestino: a fé. O Rio Grande do Norte começa a despertar para o potencial do turismo religioso. Tem muita gente apostando na tradição e religiosidade do homem nordestino, cuja cultura está sedimentada no catolicismo trazido pelos portugueses.

    No alto da Serra do Lima está o Santuário de Nossa Senhora dos Impossíveis, um grande complexo religioso, que atrai fiéis de todo o Brasil. Com uma arquitetura modernista, a capela tem capacidade para 700 pessoas. Nos finais de semana, é comum ver pessoas subindo a serra a pé para pagar uma promessa à Santa das coisas impossíveis.

    Administrado pela Irmandade da Sagrada Família há mais de 350 anos, o Santuário do Lima tem sua maior festa no dia 1º de janeiro, dia de Nossa Senhora dos Impossíveis, quando recebe a visita de milhares de fieis que vêm subir a serra para pedir graças à Santa e rezar para que ano vindouro seja leve.

    Na trilha do cangaceiro Jesuíno Brilhante

    Gruta ao pé da Serra do Cajueiro aonde se escondia o cangaceiro Jesuíno Brilhante

    Para conhecer de perto a história de Jesuíno Brilhante, o famoso cangaceiro patuense conhecido como o “Robim Hood da caatinga”, é preciso se embrenhar na mata para ir até a caverna de pedras onde o bando se escondia no pé da Serra do Cajueiro.

    Sob a orientação do guia Turístico local, Zé Doido, os aventureiros seguem a trilha na mata, que tem como característica a riqueza de sua fauna e flora preservada. No caminho, há árvores e cipós gigantescos que chegam a medir entre dez a quinze metros.

    A mata nativa é composta principalmente por jatobás, ipê roxo, aroeira e mororó, espécies também comuns à mata Atlântica. Numa área de aproximadamente cinco hectares, é fácil encontrar cascas do coco catolé, deixados pelos macacos pregos e por micos-leões, frutos de seus cardápios alimentares.

    Criada pelo rolamento de grandes blocos de granito, a gruta está localizada na soleira da Serra do Cajueiro. Estes blocos são formados devido ao intemperismo e falhas que atuam na rocha. Toda a área faz parte da fazenda Cajueiro, localizada às margens da RN-078, distante 6 km de Patu.

    Sítio Arqueológico do Jatobá

    Inscrições rupestres no sítio Riacho do Letreiro

    Devido ao relevo e excelentes condições climáticas a área serrana possui todos os pré-requisitos para pratica de vários tipos de esportes radicais como vôo livre, trilhas ecológicas, rapel e enduros.

    Prática de Voou Livre é comum em Patu de agosto à novembro

    Há milhares de ano, os primeiros habitantes deixaram suas inscrições gravadas nas pedras, que se formou o Sítio Arqueológico do Riacho do Letreiro, com gravuras rupestres feitas sobre as pedras de granito, já bastante destruídas pela ação do sol, água, chuva e trânsito de animais.

    O Riacho do Letreiro é um sítio arqueológico a céu aberto, com suas imagens esculpidas diretamente sobre a rocha, sem a proteção de uma caverna. Segundo especialistas, os desenhos são classificados como da tradição “Itacoatiara”, comum nas regiões ribeirinhas do Nordeste brasileiro.

    Origens patuenses

    Vila de Patu ao Pé da Serra do Lima

    O município de Patu fica situado na região Oeste e microrregião Serrana do Rio Grande do Norte, uma zona de agricultura e pecuária, que no início da colonização estava ligada ao ciclo dos currais. Os primeiros habitantes da região foram os índios Cariris.

    A origem do nome Patu tem duas versões. Na primeira, de acordo com a literatural popular, dois irmãos tinham seus terrenos próximos ao pé da serra. Certo dia um disse ao outro: “Quando eu morrer isto aqui fica PA-TU”. Desde então, o nome do lugar ficou conhecido como Patu.

    Casarões coloniais preservados em Patu

    No entanto, a versão mais aceita é a segunda, registrada pelo historiador Câmara Cascudo. No seu livro “Nomes da Terra” (Sebo Vermelho Edições), Patu significa lugar de terra alta em tupi, denominação que os índios Cariris utilizavam para identificar o local.

    O principal destaque no início da criação de Patu foi o Coronel Antônio de Lima Abreu Perreira, Comandante do Regimento de Ordenanças da Ribeira do Apodi, na Serra do Patu, que no ano de 1758, fez doação de terras para a construção da Capela de Nossa Senhora dos Impossíveis, erguida na majestosa Serra do Lima.

    Patu ainda preserva traços da antiga vila. Desde as casas coloridas, ao pé da serra, até os casarões coloniais, a cidade se espalha por toda a parte. Mesmo sem os trilhos que levaram os trens para Patu, a velha Estação Ferroviária sobreviveu a modernidade da vida como uma testemunha, se transformando num museu para contar a história da região.

    Antiga Estação de Trem abriga a Casa de Cultura do município
  • Lançamento do Livro “Alcateia de Letras” será sábado, no Sebo Vermelho

    Abimael Silva, Sebo Vermelho e a Coleção João Nicodemos de Lima, convidam para o lançamento do livro “Alcateia de Letras – Proseando com a Literatura Potiguar” a ser realizado no próximo sábado, a partir das 10h, no Sebo Vermelho, na Avenida Rio Branco, 705, Centro de Natal RN.

    “Alcateia de Letras” – Proseando com a Literatura Potiguar reúne várias conversas com poetas e romancistas que constroem nossa literatura. Participação de “feras” como Anna Maria Cascudo, Anchieta Fernandes, Chico Ivan, Diógenes da Cunha Lima, Falves Silva, Moacy Cirne, Nei Leandro de Castro, Vicente Serejo, Vingt-um Rosado, entre outras feras que formam essa alcateia.

    As conversas entre o autor e os literatos foram realizadas no período entre os anos 1995 à 2015, retratando o pensamento dos escritores norte-rio-grandenses no início do milênio. A maioria fala sobre a produção literária, o processor para escrever (romance e poesia), além de opinar sobre o movimento da Literatura Potiguar.

    O livro “Alcateia de Letras” foi contemplado no edital da Lei Aldir Blanc, através da Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

    SERVIÇO

    Lançamento do livro “Alcateia de Letras”

    Quando | 27 de fevereiro 2021

    Local | Sebo Vermelho

    Horário | 10h às 12h

    Valor | R$ 30,00 (especialmente no dia do Lançamento)

    Contato | [84] 98896-5436

    OBS: Respeitando todos os protocolos sanitários com uso de máscara, álcool em gel e distanciamento!

  • Navegando pelas Ribeiras do Seridó

    Só quem sobe a Serra do Doutor, rasgando a estrada até chegar à cabeceira da Serra de Sant’ana, consegue ver o Seridó que parece uma flor brejeira que brota na terra rochosa em meio ao mato ralo da caatinga. É ali mesmo onde começa o Sertão. No alto do Serrote do Cruzeiro ainda se pode ouvir dos velhos vaqueiros o aboio, o lamento do sertanejo, como se fosse uma ladainha de fim de tarde.

    Em Currais Novos a vegetação é magra e o vento que foge das encostas das serras já não carrega a frescura que abranda o calor dos telhados. Porta de entrada para o Sertão do Seridó, a cidade desabrocha para o turismo como uma rosa bruta catingueira sentindo o cheiro da chuva na primeira florada. O município tem um potencial turístico ainda para ser lapidado, recheado de histórias e bravura entre índios e colonizadores.

    O município faz parte do roteiro turístico da região do Seridó, oferecendo várias opções de encantamento para o visitante como a Mina Brejuí, o Sítio Arqueológico do Totoró, os casarões coloniais, a Igreja de Santana, a Pedra do Sino, o Cânio dos Apertados, a Lagoa do Santo e o Tungstênio Hotel, o “Copacabana Palace” do Seridó. Ainda tem o santeiro Ivan, do sítio Maxixe, um autodidata que produz santos em estilo barroco, como se cada pedaço de imburana aceitasse o corte certeiro do seu canivete afiado, única ferramenta utilizada para dá forma à peça.

    Seguindo a estrada em busca do sertão é quando o carro aponta no alto do quilômetro duzentos da BR 427 e o visitante se depara com Acari, uma típica cidade seridoense encravada nas encostas ocidentais da Chapada Borborema.  As serras e serrotes formam uma garganta para armazenar água chamado Açude Gargalheiras. Considerada a cidade mais asseada do Brasil, Acari é uma das mais antigas cidades seridoenses e carrega a cultura de seu povo entranhada em cada recanto de suas casas coloniais, onde são cultuados os costumes do sertão.

    Visitar o sertão de Carnaúba dos Dantas é vencer os 160 metros de altura até o Monte do Galo e atirar os olhos no espetáculo das serras que circundam a cidade, além das juremas em flor quando o inverno chega. Imponente no alto do morro, o castelo Di Bivar, em estilo mouro, é morada dos vaqueiros medievais, os verdadeiros cavaleiros do sertão. O castelo serviu como cenário para a Casa da Mãe de Pantanho, personagem do filme “O Homem que Desafiou o Diabo”, do premiado cineasta Luiz Carlos Barreto.

    Por que é necessário redescobrir a história que, recentemente, foi criado o “Geoparque Seridó” com sua terra rochosa que constitui um dos lugares únicos no Rio Grande do Norte, um forte atrativo para a exploração de um turismo de conhecimento, geológico, antropológico e ecológico. Da Casa Grande da Fazenda Pitombeira é possível ouvir o badalar do sino da matriz de Sant’ana, quando o som vai avançando sobre os telhados das cidades seridoenses e anunciando um sertão de encantamento.

  • City Tour Histórico-Fotográfico

    Centro Histórico de Natal

    Arte – Lazer – História – Turismo – Fotografia – Caminhada – Conhecimentos

    Fotografar os prédios antigos, casarões, praças, ruas e monumentos, é narrar visualmente a história entranhada nos detalhes de cada parte da cidade. Nos dias 20 e 27 de fevereiro, o haverá uma “Expedição Fotográfica” pelo Centro Histórico de Natal, dentro do projeto Engenho na Estrada, aonde alunos e amantes da fotografia se unem para fazer o que mais gosta “fotografia na prática”.

    A Expedição Fotográfica pelo Centro Histórico é uma aula prática para treinar fotografia e as configurações da câmera, além dos conhecimentos sobre a história e a sociologia contida em cada lugar fotografado. Qualquer pessoa pode participar com uma câmera amadora ou profissional ou mesmo a câmera do celular.

    Expedição Fotográfica pelo Centro Histórico de Natal

    Dia 20 fevereiro 2021 | Sábado

    Horário | 08h às 10h – Manhã

    CIDADE ALTA | Igrejas, casarões, ruas, praças, becos, arquitetura

    ..

    Dia 27 fevereiro | Sábado

    Horário | 15h às 17h – Tarde

    RIBEIRA | Palacetes, Casa de Cascudo

    ..

    INVESTIMENTO

    R$ 50,00 cada Expedição (sábado)

    R$ 80,00 dois sábados (dias 20 e 27 de fevereiro)

    ATENÇÃO

    Somente 20 vagas em cada expedição

    CONTATO

    Email | engenhodefotos@gmail.com

    Celular – WhatsApp | [84] 98896-5436

    Site | https://www.engenhodefotos.com/aula-pratica

  • Diretoria do Poty Foto Clube toma posse

    Reunião Virtual do Poty Foto Clube

    Cabelo cortado, barba feita, paletó e gravata, é assim que o fotógrafo Delson Cursino se apresenta para tomar posse como o primeiro presidente do Poty Foto Clube, aclamado pelos fotoclubistas como o líder da nova safra de fotógrafos norte riograndenses. Na sala de reunião do Google Meet, realizada on line para evitar aglomeração, os fotoclubistas obedeceram a todos os trâmites legais para criação do Foto Clube e dar posse à Diretoria Executiva que vai gerir a entidade num mandato de 02 anos. Todos os membros da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal do Poty Foto Clube estavam presentes na solene sessão de posse.

    Em seu discurso de posse, o presidente Delson Cursino ressaltou que fará um mandato ‘colegiado’ onde a decisão de fatos importantes será tomada em grupo. O presidente ainda disse que tem alguns projetos que pretende colocar em prática como exposições fotográficas coletivas, oficinas de fotografias em áreas carentes de Natal, debates sobre fotografias experimentais e incentivar a participação em concursos, congressos, simpósios e tudo que envolver a fotografia.

    Pernambucano nascido em Caruaru, Delson Cursino se considera um natalense porque já vive com a família há mais de 20 anos na taba de Poty. Engenheiro de Minas aposentado, carrega a arte fotográfica como um sacerdócio desde os 14 anos, quando ganhou de presente sua primeira Kodak e passou a narrar visualmente o mundo ao seu redor. A vida o apresentou aos mestres da fotografia Milton Guran (São Paulo) e José Albano (Ceará), de quem teve algumas influências de luz e formas.

    O poeta Marcos Cavalcanti, empossado como vice-presidente do Poty Foto Clube, afirmou que será o fiel escudeiro do presidente para a realização dos projetos do clube de fotografia. “Algumas das características do grupo são a solidariedade, amizade e a criatividade dos fotoclubistas”, disse o poeta em seu discurso, ressaltando que a fotografia potiguar está em ebulição e o Poty Foto Clube será uma ferramenta importante para o fazer fotográfico diferenciado.

    Todos os membros Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal do Poty Foto Clube estavam presença a solene sessão de posse. O caicoense e bancário Severino Neto, foi empossado como tesoureiro da entidade e fez um relato emocional sobre a honraria que estava sentindo ao fazer parte de um grupo de pessoas que querem desenvolver a fotografia praticada em solo norte-rio-grandense. “A diretoria executiva do Poty Foto Clube tem como objetivo trabalhar para melhorar a qualidade da fotografia praticada no Rio Grande do Norte”, declarou.

    Diretoria Executiva

    Presidente – Delson Fernando da Silveira Cursino

    Vice-presidente – Marcos Cavalcanti

    Tesoureiro – Severino Alves de Oliveira Neto

    Diretora de Comunicação – Ana Cláudia Araújo de Albuquerque

    Secretário – Alex Gurgel

    Conselho Fiscal

    Titulares: José Adail de Lima Barros e Márcio Gomes

    Suplentes: Noélia Alves de Souza e Máurison Silva de Sousa