Últimas histórias

  • Entrevista: Ex-presidente Michel Temer

    Um bate-papo verdadeiramente falacioso

    O que todo mundo quer saber: como o senhor convenceu Bolsonaro a entregar aquela carta?

    Não foi fácil. Mas já disse que ajudá-lo-ei sempre que precisar. Porque sei da difícil relação com os poderes quando se quer dar um golpe.

    O senhor acha que o presidente vai seguir nessa linha de respeito à Constituição?

    Sê-lo-ia ou não, eis a questão. Entretanto, o difícil é saber se a Constituição conseguirá estancar esse desejo do capitão pelo golpe.

    O Brasil falhou como democracia?

    De modo algum. O voto foi respeitado. Apesar de falarem que a urna é isso e aquilo, ninguém pode dizer que depois de um golpe não possamos escolher um líder.

    O senhor será candidato no próximo ano.

    Vê-lo-ei as possibilidades. Aceito uma vice-presidência. Quem sabe não poderíamos repetir uma manobra que aconteceu recentemente?

    O senhor quer dizer dar um golpe?

    Nunca. Uma coisa eu digo, parafraseando um estadista brasileiro: pior que tá não fica.

    O Brasil tem jeito?

    Verba volant , scripta manent. Significa “as palavras voam, os escritos permanecem”.

  • EM CARTAZ: O Dólar Furado

    Brasil, segundo ano de um desastroso governo. Gary O’Hara (Ricardo Barros) é um poderoso capataz de um capitão do Exército. E depois de participar de outros governos (o que importa é o Centrão continuar mamando), ele, de alma sempre benevolente, decide ajudar na compra de vacinas para o combate ao Coronavírus. Entretanto, uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) escancarou o verdadeiro interesse e uma horda de fora da lei que se beneficiaria com os contratos encaminhados avalizados por esse artista preocupado com a vida humana.

    Os senadores — os que estão dentro da lei — dizem que a “CPI da Pandemia” encontrou indícios de funcionamento em Brasília City de uma central de pagamentos de subornos em dinheiro vivo a políticos e funcionários públicos. As investigações começaram sobre dezena e meia de negócios com órgãos federais de saúde, e já abrangem quatro centenas de contratos com o setor público federal.

    A ideia, segundo investigações, era lucrar um dólar por cada vacina adquirida. Infelizmente, a tramoia acontecia enquanto quase seiscentos mil pessoas agonizavam e morriam por Covid-19.

    Apesar dos contratos para a compra de vacinas, transformados em serviço sujo, terem sido cancelados, isso não quer dizer que o crime não foi cometido. O expectador aguarda a derrocada de meio mundo de ladrões de Brasília City no final desse filme de terror.

  • Humor: Entrevista com o Talibã

    Um bate-papo verdadeiramente falacioso com

    Zabihollablablabla Muchidi,
    porta-voz do Talibã

    O que é o Talibã?

    Talibã em pashto (idioma dos afegãos na região de Pashtun – leste e sul do Afeganistão) significa “estudante”. Matamos e nos matamos desde meados de 1994, quando da Guerra civil que se instalou no país pós-Guerra Fria com o desmembramento da União das Repúblicas Socialistas Soviética.

    O que muda com a retirada das tropas dos Estados Unidos (EUA) do Afeganistão, o que isso significa?

    Foram 20 anos de ocupação militar americana. Já estávamos com saudades de fazer atrocidades. Ficamos esse tempo todo só nos matando, como parte do treinamento para depois da sonhada retirada.

    Os EUA falharam?

    Falharam, sim, principalmente no modus operandi durante esse período. Mas tanto faz sair agora ou em 10 anos. Ficaríamos esperando do mesmo jeito.

    A retirada das tropas americanas seria o retorno de grupos terroristas internacionais?

    De forma alguma. Já temos muitos aqui mesmo. Sem essa do Talibã querer terrorismo de fora.

    Quais são as perspectivas para o Afeganistão com a retomada de poder pelos talibãs?

    O Talibã só quer continuar com a política que sempre praticou. Sem interferência de ninguém, sem jornalismo, nem mulheres trabalhando, sem tolerância.

  • HUMOR: entrevista com o relator da CPI da Covid Renan Calheiros

    Um bate-papo verdadeiramente falacioso

    Renan, qual sua expectativa para o final da CPI?

    Vai ser um 7×1 para o povo.

    Alguém será responsabilizado?

    A pizza não dará as caras nessa CPI.

    Qual o ponto alto dessa investigação?

    500 mil mortos. Quer mais?

    Ao que parece o governo quer, sim.

    É um ser abominável, e que iremos responsabilizar.

    O que mais chocou a Comissão?

    A comissão de 1.000%.

    E para quem foi?

    Só não foi para mim.

    Qual sua dica para ser um político íntegro?

    Não roubar.

    Tá certo.

  • Humor: Corra!

    Chris (Bolso Kudiburro), um indivíduo muito novo como mandatário, fica desnorteado quando percebe que está prestes a conhecer a ira da família brasileira, que pensou ser ele a mudança na política em um tempo de trevas recente. A princípio, ele acreditou que esse comportamento excessivamente amoroso seria eterno. Entretanto, a ficha caiu. Pudera, com tantos escândalos atrelados à sua família, que vive enrolada, atolada até a medula, seja em possíveis falcatruas em negócios de imóveis caríssimos, depósitos altos em contas bancárias de mulheres ligadas a eles, de dinheiro dividido entre assessores e os filhos em seus gabinetes políticos (uma tramoia se destaca, famosa como o ‘escândalo rachadinhas’). E o Queiroz, um assessor faz-tudo que sempre organizou, segundo a Justiça, os negócios obscuros da família.

    Ufa! E não foi só a ficha que caiu. Caíram Moro, Bebiano, o miliciano Adriano, Mandetta…

    Percebe-se agora que foi por água abaixo a tentativa de lidar naturalmente com muito dinheiro, sem se abestalhar com a fartura, pois foram décadas de benesses, sossegados sem admoestação, vindo à tona somente agora os desvios familiares.

    O filme se torna muito mais perturbador quando as mortes causadas por negligenciar na pandemia — pois defender a família está em primeiro e segundo planos para Kudiburro —somam quase 400 mil pessoas.

    Não temos muito o que esperar:

    Corra! É cada um por si!

    Título Original
    Corra!
    Ano Lançamento: 2021 (BRASIL)
    Direção: Kudiburro
    Elenco: Kudiburro, irmãos Metralha, milicianos

  • Humor: Em Cartaz

    Frank Abarbagnale (Lula DiCaprio) já foi presidente, médico, advogado e copiloto, e presidiário, tudo isso com muita perspicácia. Mestre na arte da retórica, ele aproveitava suas habilidades para viver a vida como queria, com popularidade e status de líder. Mas em seu encalço surgiu o juiz Carl Hanrato (Tom Moro), que quis torná-lo o ladrão mais bem-sucedido da história deste país, e que usou todos os meios que teve ao seu dispor para incriminá-lo e capturá-lo.

    Só que entrou um agente do STF, Fachão, que derrubou todas condenações de Frank, acirrando os ânimos no cinema brasileiro.

    Agora, entre pipocas e refris, a torcida grita e empareda Hanrato: bula com Lula, se for capaz!

    Título Original
    Bula com Lula se for capaz
    Ano Lançamento: 2021 (BRASIL)
    Direção: STF
    Elenco: Lula, Marreco, Fraquin

  • Humor: Entrevista com a Rainha Elizabeth II

    Rainha Elizabeth, o que Vossa Majestade achou das declarações da esposa do ex-príncipe Harry, a jovem Meghan Markle?
    Mas que bichinha insolente, hein? Vocês viram? Não acham que ela deveria ir para a masmorra?

    V.M., esse tempo já passou. Não existe mais esse tipo de coisa no reino. Aliás, no mundo.
    Pois deveria voltar. Isso é coisa que se diga à imprensa contra a família?

    A realeza é racista?
    Não. Nunca. Nem a favor nem contra. Muito pelo contrário.

    V.M. fala da importância da “dedicação ao dever”. O príncipe Charles não era muito dedicado ao dever, lá nas antigas, hein? Até se dedicava a coisas, digamos, não muito bonitas.
    Era um porra-louca. Mas entendeu que o serviço e dever eram um ponto importante para nós. Coisa que causou discórdia quando Meghan e Harry jogaram no ventilador os laços com a família real.

    Eles dizem que todos nós podemos viver uma vida de serviço. E que o serviço é universal.
    Se eles querem trabalhar, que trabalhem. Mas, menino, nós nunca precisamos fazer isso.

    Algum recado para os brasileiros?
    Resolvam o problemão que vocês arrumaram. Depois se metam na confusão dos outros.

  • Rapidinha: Tedros Adhanom Ghebreyesus

    Um bate-papo verdadeiramente falacioso

    Não estou vendo nada. Tem vacinação? Vocês estão vendo?

    Podemos ter alguma esperança em dias melhores mesmo com essa vacinação tão lenta no mundo?

    É bom para o negacionismo. Ganham mais votos.

    Como isso tudo afeta a política brasileira?

    O bom é que a queda será maior. Terão bastante trabalho para juntar os cacos.

    Como o Sr. avalia o governo Bolsonaro no enfrentamento da Covid-19?

    De jetsky ele é muito bom. Isso não quer dizer que ele seja ruim ao defender Cloroquina. Mas, ao final, sempre vem a pergunta se ele é isso mesmo? Digo sempre: muito pelo contrário.

    Seria a solidariedade global a solução no Brasil para tão ineficiente enfrentamento à Covid?

    Difícil uma solução no Brasil. Mas, é bom dizer que para o vírus não importa se você é um príncipe ou um plebeu, pessoa de bem ou miliciano, ele pega todos. Não adianta ter 6 armas na cintura na hora do “pega pra capar” com o vírus.

    Qual a sua mensagem para Bolsonaro?

    Presidente, por que Fabrício Queiroz depositou 89 mil reais na conta da sua esposa Michele Bolsonaro?

    Suas considerações finais, Diretor.

    Nenhum país está imune e nenhum indivíduo está a salvo. Já diria o filósofo Daniel Silveira: cochilou na Covid, cai. Cuidem-se!

  • Em Cartaz |Avá: Mate. Ou seja morto

    SINOPSE
    Avá (Revólver) é um matador nato, que trabalha para grandes organizações especializadas, principalmente em serviços de alto nível miliciano. No entanto seus chefes imaginam que podem armar o cidadão brasileiro sem que isso seja questionado pela população atenta, que quer saber os porquês de tanto interesse por um povo armado.

    Essas investidas armamentistas se transformam em missões mais importantes até que a própria vacina contra Covid-19 — tão aguardada pela população brasileira.

    Atormentado por inúmeras dúvidas, Avá precisa lutar para sobreviver e salvar sua família miliciana, a mais cruel do mundo do crime e com mania de perseguição.

    Usando seu poder de treinar assassinos de elite, Avá não pretende parar até sentir que estará a salvo, na mão de todos, que poderão possuir até seis dele de uma única vez.

    Ah, vá…