Últimas histórias

  • Galeria Convivart expõe “GUAP: Revisitando o Passado e Construindo o Futuro”

    O Núcleo de Arte e Cultura (NAC/UFRN) promove a exposição Guap: Revisitando o Passado e Construindo o Futuro.  A mostra é gratuita e permanece aberta ao público de 23 de fevereiro a 21 de março, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, na Galeria Convivart, no Campus Universitário.

    A mostra envolve 28 artistas, sendo 26 componentes do Grupo Universitário de Aquarela e Pastel (Guap/UFRN). A exposição conta com o auxílio de quatro mediadores da Galeria que ajudam os visitantes na compreensão do discurso expositivo e crítico da produção artística.

    Coordenadora do Programa de Exposições Temporárias de Artes Visuais da Galeria Conviv’art, Elidete Alencar explica que a mostra convida os espectadores a uma jornada única através do tempo. “Esta exposição mergulha nas raízes e na evolução do grupo, destacando seu impacto cultural e sua visão para o futuro da arte. São expostas 50 obras, cada uma é um testemunho da jornada do Guap ao longo dos anos”, relata.

    De acordo com a coordenadora, os visitantes têm a oportunidade de explorar uma coleção diversificada de obras, cada uma representando um momento na história do grupo, o que demonstra a dedicação, à inovação e à expressão artística da equipe. “É mais do que uma simples retrospectiva com objetos que provocam reflexões sobre a arte. É uma celebração dinâmica da trajetória do grupo e uma visão inspiradora do que está por vir. Ao embarcarmos nesta jornada artística, somos lembrados não apenas da importância de honrar nossas raízes, mas, também, do poder de construir um futuro vibrante e significativo por meio da expressão artística”, explica.

    Sobre o Guap

    O grupo atua desde 2001 com professores e estudantes da UFRN, além de artistas e membros da comunidade externa. É resultado de um projeto de extensão da Universidade, realizado pelo Departamento de Arquitetura (Darq) e apoiado pelo Núcleo de Arte e Cultura (NAC). O Guap reúne artistas para a produção de artes visuais na UFRN e também oferta cursos e oficinas para ampliar a visibilidade das obras.

  • Pessoas físicas podem ajudar na reconstrução do Museu Nacional do Rio

    Pessoas físicas e empresas podem ajudar na reconstrução do Museu Nacional no Rio de Janeiro, destruído por um incêndio em 2018, doando parte do imposto de renda devido ao Leão. 

    O Museu está inscrito no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) da Lei Rouanet e pode receber doações dedutíveis do IR. As doações devem ser feitas ainda este ano e deduzidas na declaração do ano que vem.  

    Os recursos serão aplicados na modernização das instalações da Biblioteca do Horto Botânico e na segunda fase das obras de restauração do Paço de São Cristóvão, o edifício tombado pelo IPHAN que abriga o Museu. 

    O diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, explicou como a doação pode ser feita por pessoas físicas.

    “De cada 100 reais que qualquer pessoas terá que pagar ao fisco no ano que vem, ela poderá destinar 6 reais, ou seja 6%, para um Pronac, que, no nosso caso, envolve a restauração do palácio. Mas essa doação terá que ser feita ainda neste ano e, depois disso, a pessoa receberá o comprovante da doação e um recibo que depois pode apresentar no seu imposto de renda e abater no montante que teria que pagar.”

    Para empresas, o limite de deduções é de 4% do imposto devido. Já as pessoas físicas devem optar pelas deduções legais, permitidas apenas para quem faz a declaração completa.

    O orçamento estimado pelo Projeto Museu Nacional Vive para reconstrução do Museu é de R$ 445 milhões. Segundo Kellner, ainda faltam cerca de R$ 200 milhões para dar continuidade às obras. 

    O diretor avalia que R$ 90 milhões podem ser captados em doações do IR e R$ 20 milhões em doação prometida pela Assembleia Legislativa do Estado. Kellner afirmou, no entanto, que tem tentado, sem sucesso, agendar uma reunião com a presidência da Alerj para tratar do assunto. 

    Desses recursos dependem as próximas inaugurações. A fachada principal do Paço de São Cristóvão já foi inteiramente restaurada e inaugurada na comemoração dos 205 anos da instituição, em junho deste ano. 

    Meteorito Bendegó

    Em setembro de 2024, quando se completam 6 anos do incêndio, está prevista a abertura da sala do meteorito Bendegó e da escadaria monumental do palácio histórico. Alexander Kellner também confirma que a reabertura parcial do museu está prevista para abril de 2026. “Então teremos algo em torno de três mil metros quadrados de área expositiva juntamente com todas as facilidades e importantes adaptações para acessibilidade universal da nossa instituição, sem esquecer da parte educativa que terá uma área de apoximadamente de 400 a 500 metros quadrados.

    Mas a reabertura total do museu só deve acontecer mesmo em 2028. Em nota, a Alerj afirmou que os R$ 20 milhões de reais doados ainda não foram repassados, porque o Museu até o momento não cumpriu exigências do termo firmado com a UFRJ, que é a responsável pelo prédio histórico. Ainda de acordo com a nota, o Museu queria receber a doação por meio da Associação dos Amigos do Museu Nacional, o que não é possível.,

    Quem desejar fazer uma doação aos projetos de recuperação do Museu Nacional com dedução no Imposto de Renda pode acessar os dados para transferência no site.

    Agência Brasil

  • FJA participa do Encontro Anual do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas em Brasília

    Com representantes de 23 estados, o Ministério da Cultura (MinC), por meio da Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLB), realizou, entre os dias 12 e 15 de dezembro, na Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Sales (BDB), em Brasília, o Encontro Anual do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) 2023 – parceria com os Sistemas Estaduais (SEBPs) para o fortalecimento das ações de estímulo ao livro, leitura e bibliotecas.

    A edição 2023 do evento contou com a participação do Coodenador do Livro, Leitura e Biblioteca da Fundação José Augusto, Ailton Medeiros que destacou as ações em favor da leitura e da promoção do livro na Biblioteca Estadual Câmara Cascudo.

    Outro ponto abordado pelo coordenador potiguar foi a retomada do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas no RN, por meio do mapeamento e posterior cadastramento das bibliotecas públicas dos 167 municípios do Estado.

    O encontro também teve as presenças do das coordenadoras da Sefli/MinC, Aline Franca, de Leitura e Bibliotecas; e Marina Rabelo, do SNBP. “É muito satisfatório saber que a gente vai receber tanto de vocês, nesse espaço aqui de troca de experiências”, afirma Marina Rabelo durante a abertura da atividade.

    Em clima de reencontro, Aline festejou a troca presencial do grupo. “Sabemos como vocês estavam precisando desse momento de escuta e troca, sabemos como foi difícil manter as bibliotecas abertas e ativas nesses últimos anos, com a pandemia”.

    Para o diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas, Jeferson Assumção, o momento é de retomada. “O encontro retoma o nosso pacto pelos livros e pelas bibliotecas no Brasil, e cria instâncias importantes de diálogos e debates. E a palavra principal para a nossa Ministra é o diálogo, ninguém vai dar conta das complexidades das políticas culturais estando sozinho, não é um monólogo, mas sim diálogos. E que, em 2024, a gente amplie cada vez os nossos espaços de conversas e coletividades”, aponta. E completa: “Não construiremos um país de leitores sem um sistema de bibliotecas fortalecido”.

    O secretário de Formação Cultural, Livro e Leitura, Fabiano Piúba, relata em sua fala durante as deliberações coletivas, que o encontro se encerra com duas ações importantes debatidas com os 23 sistemas estaduais: “Reativamos o ‘do-in’ antropológico dos sistemas estaduais com a reconexão dele com o Sistema Nacional de Cultural (SNC), que está em processo de reposicionamento. Um Sistema Nacional forte é aquele que tem os seus sistemas também fortalecidos. A nossa agenda está na Presidência da República, estivemos com o presidente Lula e vamos regulamentar a Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE) e avançar na política do livro, leitura e bibliotecas, desenvolver o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) com metas e ações para os próximos 10 anos”, aponta o secretário Fabiano Piúba.

    Sobre o SNBP

    O Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) foi criado em 1992 e tem como objetivo proporcionar à população bibliotecas públicas estruturadas, de modo a favorecer a formação do hábito de leitura e estimular a comunidade ao acompanhamento do desenvolvimento sociocultural do País. O SNBP atua em articulação e parceria com 27 Sistemas Estaduais de Bibliotecas Públicas (SEBPs) a fim de fortalecer as ações de estímulo ao livro, à leitura e às bibliotecas

  • Djavan encerra turnê ‘D’ em 2024 com passagem por Natal

    Djavan retorna aos palcos em março de 2024 para começar a despedida da turnê ‘D’, que percorrerá até julho todas as regiões do país. Desde que iniciou a temporada no início de 2023, o cantor realizou mais de 50 shows no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos, com casas cheias por onde passou. Ainda no ano que vem, o alagoano lançará o registro audiovisual da estreia da turnê, quando levou mais de 30 mil pessoas à apresentação em Maceió.  Em Natal a apresentação será no dia 21 de março, no Teatro Riachuelo.

    Homônimo ao seu 25º álbum de estúdio, lançado em agosto de 2022, o espetáculo traz faixas do último trabalho, como ‘Num Mundo de Paz’ e ‘Iluminado’, além de mais de 20 sucessos de todas as fases de sua discografia. Embora sempre renove a lista de clássicos de uma turnê para a outra, Djavan ressalta que “músicas como ‘Sina’ e ‘Flor de Lis’ têm lugar cativo em todos os shows, porque “são canções que o povo ama”. Para ele, o maior desafio na concepção de um novo espetáculo é “desenhar um roteiro equilibrado e diverso”.

    “O mais difícil é construir um show que conecte o público do começo ao fim com a mesma energia e fluidez”, conta. “Buscamos um formato que combina o clima solar e festivo de ‘D’ com os velhos sucessos. Isso, por si, já traz uma diversidade sonora muito grande.”

    O artista reúne mais uma vez um time de músicos que o acompanhou em diferentes fases da trajetória, todos eles presentes também nos créditos de ‘D’, no qual experimentou com diferentes formações em cada faixa. No palco, a voz e violão de Djavan ganham o reforço de Marcelo Mariano (baixo e vocal), Felipe Alves (bateria), João Castilho (guitarra, violão e vocal), Paulo Calasans (piano, teclado e vocal), Renato Fonseca (teclado e vocal), Jessé Sadoc (trompete, flugelhorn e vocal) e Marcelo Martins (saxofone, flauta e vocal).

    “A sonoridade depende mesmo é do repertório escolhido e da cara que queremos dar para cada música. Mesmo sendo uma formação parecida com a da penúltima turnê, sempre trabalhamos para fazer com que o espetáculo soe bem original e distinto dos outros”, explica. 

    Para o conceito visual, o cantor aposta novamente na cenografia de Gringo Cardia, na iluminação de Césio Lima e Mari Pitta e no desenho de luz de Serginho Almeida, repetindo parcerias bem-sucedidas realizadas em shows anteriores, enquanto Marina Franco se junta ao time na direção de figurino, juntamente com o estilista convidado Lucas Leão. 

    O projeto concebido por Gringo celebrará a diversidade do povo brasileiro, em dois diferentes formatos: um cenário físico, que acompanhará o cantor na maioria das apresentações, e outro com projeções no telão de led. O primeiro traz painéis criados pelos artistas Daiara Tukano, Heloisa Hariadne e Yermollay Caripoune, e o segundo exibe obras de um notável time de nove artistas – composto majoritariamente por negros e indígenas, muitos oriundos da periferia:  Aislan Pankararu, Daiara Tukano, Heloisa Hariadne, João Farkas, Marcela Cantuária, Mulambo, Pedro Neves, Nação Kuikuros | Takumã e Yermollay Caripoune.

    SERVIÇO

    Djavan – Turnê ‘D’

    Dia 21 de março, quinta-feira, às 21h, no Teatro Riachuelo

    CANAIS DE VENDAS OFICIAIS:

    Bilheteria do Teatro Riachuelo (Terça a sábado, das 14h às 20h) ou no site uhuu.com

    Atendimento: falecom@uhuu.com

  • Musical celebra a cidade do Natal  com apresentações gratuitas

    Em comemoração ao aniversário da cidade do Natal, celebrado em 25 de dezembro, acontecem as últimas apresentações do ano do musical “Aqui é o Meu Lugar”, dentro do Festival Komboio Potiguar. As apresentações acontecerão de forma gratuita no Teatro Alberto Maranhão (TAM) e no Espaço Cultural Jesiel Figueiredo (dentro da programação do Natal em Natal) nos dias 19 e 20 de dezembro, sempre às 19h.

    Com trilha sonora assinada pela dupla potiguar Khrystal, Sérgio Groove, direção musical de Dudu Galvão  e Sérgio Groove, a produção evoca as quatro zonas da capital, provocando reflexões sobre identidade territorial e pertencimento local. A obra conta a história de seis personagens, sendo quatro deles membros da irmandade abraçados pelo “Sol e sua Noiva”.

    No elenco, destacam-se os atores e cantores Doc Câmara e Zeca Santos, as cantoras e atrizes Heli Medeiros e Lysia Condè. Interpretando ‘Sol’ está Khrystal, cantora e atriz responsável pela trilha sonora, em colaboração com Groove. Como a noiva do ‘Sol’, temos o ator e cantor Dudu Galvão, que também assume a direção musical do espetáculo. A trilha sonora é executada ao vivo pelo multi-instrumentista e compositor Sérgio Groove. A direção de arte e figurinos são assinados pelo figurinista João Marcelino, e a dramaturgia é de Euler Lopes, premiada escritora de Aracaju (SE), mas que considera Natal como sua segunda casa.

    “Essa obra nasce de um encontro, de um desejo e do medo de não mais pertencer. Ao convidarmos Euler Lopes, tínhamos em mente dois desafios: acionar o lugar contemporâneo e poético para construir uma obra que tocasse no lugar do pertencimento do potiguar”, comenta Dudu Galvão.

    Para o idealizador, artista e produtor cultural Zeca Santos, o espetáculo é uma declaração de amor à cidade. “Esse musical é uma declaração de amor à cidade e à cultura potiguar. Queremos reverberar a visão de uma Natal onde as coisas dão certo, que tem potência artística e economia criativa. Depois dessa obra, fiquei ainda mais apaixonado pela cidade. Os seis personagens olham para além do Morro do Careca, para além do Forte dos Reis Magos. É sobre os habitantes reais e quem movimenta essa cidade”, estima Zeca.

    “É uma obra que deixamos para a cidade, esperamos que ela possa motivar as pessoas a valorizar o que temos de bom aqui’, declara Rafaela Brito, uma das idealizadoras e produtoras do festival.

    “Aqui é Meu Lugar” traz para a cena personagens que podemos encontrar ao virar qualquer esquina de camelô do Alecrim, ao cruzar as faixas de pedestre da Avenida Itapetinga, dentro dos ônibus de Felipe Camarão ou na beira do mar de Ponta Negra. Natal é preenchida por pessoas reais, comuns, tradicionais, típicas, seja o nome que você queira dar. Mesmo assim, é justamente na simplicidade que queríamos habitar ao mexer nessa matéria. A identidade social de um povo, o sentimento de fazer parte de um território conquistado por um cotidiano que se repete e se constrói coletivamente era o nosso desejo”, completa Dudu.

    Os ingressos para o musical podem ser retirados na loja Arte Musical  (Shopping Via Direta) e na bilheteria do TAM (no horário das 14h às 17h). Além da apresentação do espetáculo haverá também, feirinha de economia criativa, exposição de rendeiras da Vila de Ponta Negra e homenagem a Vó Maria, a rendeira mais antiga do estado.  


    O  musical “Aqui é o meu lugar”  é uma realização do Komboio Potiguar e Cores que Tocam, e conta com o patrocínio da Prefeitura do Natal  através da Lei Djalma Maranhão, Colégio CEI , Arena das Dunas, Hotel D’ Beach Resort e Dr. Niro Reis. Apoio: TAM, Midia Day, Grupo Facetas, Grupo Estação de Teatro, Tecesol, Grupo Pau e Lata, Arte Musical . Acompanhe Komboio Potiguar no Instagram em: @komboiopotiguarproducoes.

    SERVIÇO: 


    “Aqui é o Meu Lugar” 

    Dias da semana:  terça e quarta-feira (19 e 20 de dezembro )

    Horário: A partir das 19h

    Local: Teatro Alberto Maranhão | Espaço Cultural Jesiel Figueiredo
    Endereço: Praça Augusto Severo, s/n – Ribeira | R. do Taiaraçu, 228 – Lagoa Azul, Natal – RN
    Ingressos: gratuitos na loja Arte Musical  (Shopping Via Direta) e na bilheteria do TAM ( no horário das 14h às 17h)

    Informações: https://www.instagram.com/komboiopotiguarproducoes

    Classificação indicativa: livre

    Duração do musical : 1h20 minutos.

    Gênero: Teatro musical 

  • Ministério da cultura e Petrobrás Premmia apresentam o espetáculo “Homem Com H”

    O musical “Homem Com H”, homenageia o grande cantor e artista Ney Matogrosso. O espetáculo chega a Natal no dia 22 de janeiro, no Teatro Riachuelo.

    Com texto de Emilio Boechat e Marilia Toledo, que assina também a direção ao lado de Fernanda Chamma, e direção musical de Daniel Rocha. O cantor Ney Matogrosso, grande homenageado no musical, é vivido no palco pelo ator Renan Mattos, escolhido por meio de um intenso processo de audições. 

    A ideia de montar essa produção, de acordo com a diretora e autora Marília Toledo, surgiu depois que ela soube que seus sócios Marcio Fraccaroli e Sandi Adamiu tinham adquirido os direitos para realizar um longa-metragem sobre a vida de Ney Matogrosso. “Eu logo pedi para que eles também adquirissem os direitos para levar a história para o teatro. Tivemos um almoço com o Ney, quando pudemos compartilhar com ele nossa visão sobre esse espetáculo musical”, revela.

    “Ney é um artista único, com uma visão cênica impressionante. Ele cuida de todas as etapas de sua performance. Além da escolha de repertório e banda, pensa no figurino, na iluminação, na direção geral.  E, quando está em cena, transforma-se em diferentes personagens. Ele nunca estudou dança e, quando o vemos em cena, parece que nasceu sabendo dançar. Mas ele jamais se coreografa. É sempre um movimento livre”, admira-se a encenadora. 

    Ney Matogrosso – Homem com H explora momentos e canções marcantes na trajetória do cantor sem seguir necessariamente uma ordem cronológica. A história começa em um show do Secos & Molhados, em plena ditadura militar, quando uma pessoa da plateia o xinga de “viado”. Essa cena se funde com momentos da infância e adolescência do artista. E, dessa forma, outros episódios vão se encadeando na cena.

    Para contar essa história, Marilia Toledo e Emilio Boechat mergulharam nas três biografias já publicadas sobre Ney Matogrosso, além de matérias jornalísticas, vídeos e o próprio artista. “Com a ajuda do próprio Ney, tentamos ser fiéis aos fatos mais importantes de sua vida privada e profissional, mas com a liberdade lúdica que o teatro pede”, revela a diretora.

    Em relação às canções do homenageado, o musical também não segue uma cronologia – exceto naqueles momentos em que a dramaturgia precisa ser mais fiel à realidade. As músicas vão sendo encaixadas no contexto de cada cena e as letras acabam estabelecendo um diálogo interessante com a vida de Ney Matogrosso.  

    Quanto à encenação, as diretoras apostam em um ensemble potente, que irá apoiar o protagonista do começo ao fim – e praticamente sem sair de cena. As trocas de figurinos e até maquiagens, inclusive, serão feitas na frente do público, brincando com as ideias de oculto e o explícito o todo o tempo. 

    Além da própria trajetória do homenageado, o musical discute um tema cada vez mais relevante para a realidade brasileira: a liberdade. “Principalmente, a liberdade de ser quem se é, a qualquer custo. Ney combateu a ditadura não com palavras, mas com sua atitude cênica, entrando maquiado e praticamente nu no palco e na televisão, na época de maior censura que o país já viveu. As ambiguidades que ele sempre trouxe para o público foram pauta na década de 70 e permanecem em pauta até os dias de hoje. Ele também sempre foi adepto do amor livre e deixou clara a sua bisexualidade desde o início”, destaca Toledo.

    O elenco ainda conta com Vinícius Loyola (Cazuza), Hellen de Castro (Rita Lee), Enrico Verta (Gérson Conrad), Yudchi (Vicente Pereira), Bruno Boer (cover Ney Matogrosso), Murilo Armacollo (Ney jovem), Fábio Lima (ensemble), Giselle Lima (Beíta), Ju Romano (Regina Chaves), Ivan Parente  (Moracy do Val), Maria Clara Manesco (Luli), Maurício Reducino (Ensemble), Matheus Paiva (Marco de Maria), Nando Motta (João Ricardo), Tatiana Toyota (Rosinha de Valença), Daniela Cury (Elvira) e Vitor Vieira (Matto Grosso).

    Sessão acessível. 

    Lei Federal de Incentivo à Cultura
    Apresentação: Petrobras Premmia
    Patrocínio: EMS
    Planejamento cultural: Opus Entretenimento
    Realização: Ruthers Promoção de Eventos Culturais, Ministério da Cultura, Governo Federal, Brasil – União e Reconstrução

    SERVIÇO

    HOMEM COM H

    Dia 22 de janeiro, segunda-feira, às 19h, no Teatro Riachuelo

    INGRESSOS A PARTIR DE R$25,00

    CANAIS DE VENDAS OFICIAIS:

    Bilheteria do Teatro Riachuelo (Terça a sábado, das 14h às 20h) ou no site uhuu.com

    Atendimento: falecom@uhuu.com

  • Projeto “Natal do Sol” vai circular pela capital potiguar em um caminhão com apresentações artísticas, tecnologia e muita magia

    Uma celebração para todas as idades! O projeto “Natal do Sol” que entende a abrangência magna da festa mais celebrada, criou o caminhão do sol, customizado e iluminado com a mais alta tecnologia que vai circular pela cidade: o Led Mappin. Na sua bagagem, além do Papai Noel, ações, apresentações e símbolos da cidade do Natal como chananas, cajus e muita luz! O roteiro tem início no dia 16 e segue até o dia 28 de dezembro, das 18h às 22h.

    O projeto, por compreender a importância da data (época natalina) para a cidade, esta que nasceu no dia universal da fraternidade, generosidade e compaixão, 25 de dezembro, desdobra mais ainda a sua importância, por ser o mês de nascimento de um dos maiores sábios do Brasil – “O homem que descobriu o Brasil” – Luís da Câmara Cascudo. Desta forma, os criadores do “Natal do Sol” têm motivos de sobra para celebrar este mês tão simbólico para os natalenses.

    A equipe de criação deste projeto reúne grandes nomes do Rio Grande do Norte, como: Diana Fontes (idealizadora e direção geral), Danilo Guanais (trilha), João Marcelino (Direção de Arte), Rogério Ferraz (Diretor de execução e Produção do Carro do Sol) e Wil Amaral (tecnologia/Led Mappin).

    O caminhão do “Natal do Sol” é o carro do Papai Noel, customizado com inspiração no que temos de mais perfeito pela natureza – o Sol e o Mar – com a alta tecnologia do Led mapping, que vai circular pelos bairros da cidade, neste mês, divulgando o Natal do Sol. Este mesmo caminhão passa a ser o palco itinerante, nos dias das ativações culturais, tendo como ação principal um pocket do espetáculo “Um Presente de Natal”. São 12 dias de muita magia nos quatro cantos da cidade com 18 pequenas apresentações e três ações desse projeto.

    É o Natal do Sol, levando luz, cores, fraternidade e muita arte aos natalenses que poderão conferir bem de pertinho e celebrar a nossa data maior: o Natal em Natal. Como diz o mestre Danilo Guanais: “Então se junte a nós, para ver o Natal renascer, porque aqui é sempre Natal! Abençoado seja o Natal, Abençoada seja a nossa Natal!”

    O Projeto Natal do Sol, tem o patrocínio da Prefeitura Municipal de Natal, através do Programa Djalma Maranhão, Unimed Natal e Casa de Saúde São Lucas. Governo do Estado do RN, através da Lei Câmara Cascudo e a Rio Center.

    Confira a programação do Natal do Sol:

    Dia 16 de dezembro:

    02 mini paradas: Praça do Parque dos Coqueiros e Praça da Paz (Zona Norte)

    18hs – Circulação sentido Zona Norte

    19hs – Mini Parada 1: Parque dos Coqueiros

    19:30hs – Circulação caminhão

    20hs – Mini Parada 2: Praça da paz

    21hs Fim

    Dia 17 de dezembro:

    02 mini paradas: Bosque das Mangueira (Lagoa Nova)  e Praça da Mãe Peregrina (Pitimbu)

    18hs Circulação sentido Lagoa nova

    19hs – Mini Parada 3: Bosque das Mangueiras (Lagoa Nova)

    19:30 Circulação sentido Planalto

    20hs – Mini Parada 4: Praça da Mãe Peregrina

    Rua Uirapurú, 80 – Pitimbú, Natal – RN, 59067-440

    Dia 18 de dezembro: 

    02 mini paradas: Praça ao lado da Igreja da Candelária (Candelária) e Praça Ney Aranha Marinho (Tirol)

    18hs – Circulação sentido Candelária

    19hs – Mini parada 5: Praça Candelária (Candelária)

    19:30hs – Saída para Tirol

    20hs – Mini Parada 6: Praça Ney Marinho

    Av. Gov. Juvenal Lamartine, 2 – Tirol, Natal – RN

    21hs Fim

    Dia 19 de dezembro:

    01 parada Macro: Praça dos Gringos

    18hs – Circulação no sentido Capim Macio

    19hs – Parada macro 1: Praça dos Gringos

    19:30hs – Apresentações

    20hs – Um Presente de Natal Pocket

    21hs Fim

    20 de dezembro:

    02 mini paradas: Rua Pereira Simões (Rocas) e Escadaria da Mãe Luiza (Areia Preta)

    18hs Circulação sentido Rocas

    19hs – Mini Parada 7: Rua Pereira Simões

    19:30 Circulação sentido Areia Preta

    20hs – Mini Parada 8: Escadaria de Mãe Luiza

    21hs – Fim

    21 de dezembro

    02 mini paradas: Praça Gentil Ferreira (Alecrim) e Praça Augusto Leite (Tirol)

    18hs Circulação sentido Alecrim

    19hs- Mini Parada 9: Praça Gentil Ferreira

    19:30 – Circulação sentido Tirol

    20hs – Mini Parada 10: Praça Augusto Leite

    21hs – Fim

    22 de dezembro

    02 mini paradas: Vila de Ponta Negra e Praça do Disco Voador (Ponta Negra)

    18hs Circulação sentido Ponta Negra

    19hs – Mini Parada 11: Vila de Ponta Negra

    19:30 Circulação

    20hs – Mini Parada 12: Praça do Disco Voador

    21hs – Fim

    23 de dezembro

    Praça Nélio Dias (Zona Norte)

    18hs – Circulação no sentido Zona Norte

    19hs – Parada  2: Praça Nélio Dias

    19:30hs – Apresentações

    20hs – Um Presente de Natal Pocket

    21hs Fim

    Dia 25 de dezembro:

    Circulação 1: circulação do caminhão pelos principais pontos turísticos da cidade

    18hs às 21h – Circulação

    21hs Fim

    Dia 26 de dezembro: 

    02 mini paradas: Praça dos Beijoqueiro (Bom Pastor) e Cidade da Esperança (Cidade da Esperança)

    18hs – Circulação no sentido Bom Pastor

    19hs – Mini Parada 13: Praça dos Beijoqueiro

    Av. Lima e Silva – Bom Pastor, Natal – RN, 59062-305

    19:30hs – Saída para Cidade da Esperança

    20hs – Mini Parada 14: Em frente a UPA

    Av. Paraíba, 1 – Cidade da Esperança, Natal – RN, 59070-300

    21hs Fim

    Dia 27 de dezembro

    01 parada: Praça Cívica

    18hs – Circulação sentido Petrópolis

    19hs – Parada 3: Praça Cívica, na Rua Trairi, em frente ao Palácio dos Esportes

    19:30hs – Apresentações

    20hs – Um Presente de Natal Pocket

    Rua Trairi, em frente ao Palácio dos Esportes

    21hs Fim

    Dia 28 de dezembro: 

    02 mini paradas: Cristais de Gelo (Redinha) e Av. Maranguape (Igapó)

    18hs Circulação sentido Igapó

    19hs- Mini Parada 17: Cristais de Gelo

    Av. Prudente de Morais – Lagoa Nova, Natal – RN, 59064-630

    19:30hs – Saída para a Rua Ângelo Varela no Tirol

    20hs – Mini Parada 18: Av. Maxaranguape

    21hs Fim

  • Brilha Natal reúne Filarmônica da UFRN, Maestro Forró e show de Elba Ramalho na Praça Pedro Velho

    O Natal em Natal segue com sua programação cultural voltada para a família. E também para fomentar o comércio de rua no Alecrim e na Cidade Alta. Nesta quarta-feira (13), na Praça Pedro Velho, a partir das 18h30, acontece a abertura do projeto Brilha Natal, parceria da Prefeitura do Natal com a Fecomércio RN.

    A abertura do evento contará com apresentação da Orquestra Filarmônica da UFRN, que receberá o pernambucano Maestro Forró com um tributo ao nascimento de Luiz Gonzaga, com participação especial de Zé Hilton, Dani Cruz e Dani Fernandes.

    Depois, em um trio elétrico estacionado ao lado da Praça Pedro Velho, Elba Ramalho fechará o primeiro dia do Brilha Natal com os principais sucessos de seus 40 anos de carreira.

    O projeto promove uma extensa programação cultural gratuita até 23 de dezembro. O Sistema Fecomércio RN convida os participantes para que, na ocasião, contribuam com doações de alimentos e brinquedos que serão destinados ao Programa Sesc Mesa Brasil. 

    Além de levar o espírito natalino ao Alecrim e à Cidade com mais de 70 intervenções gratuitas, as entidades que fazem parte do Sistema Fecomércio RN realizarão uma série de atividades na Praça Cívica. O local receberá festival gastronômico do Senac, unidade do Sesc Vacina, feira de artesanato, espaço infantil, ponto de arrecadação do programa Mesa Brasil e mais. 

    O Projeto Brilha Natal tem patrocínio do Banco do Nordeste e da Prefeitura do Natal, Sebrae RN, Banco do Brasil, Unimed Natal, Associação Viva Centro e Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim – AEBA. A ação também conta com o suporte operacional da Polícia Militar do Rio Grande do Norte.

  • Projeto Mais Mulheres na Cultura começa nesta terça-feira (12) na Casa Vermelha

    O projeto Mais Mulheres na Cultura tem como principal objetivo oferecer formações gratuitas na área da cultura para mulheres da cidade de Natal, buscando diminuir as desigualdades de gênero no setor cultural e estabelecer condições para a construção de políticas públicas direcionadas à mulher, visando a ampliação do acesso às oportunidades de geração de emprego e renda para este público. 

    Nesta semana o projeto realiza a sua segunda edição, com emenda da Deputada Estadual Isolda Dantas, com oficinas gratuitas nas áreas de música, literatura e artes visuais contemplando o total de 80 mulheres; além de rodas de conversa e exibição audiovisual. Essas atividades acontecem entre os dias 12 e 14 de dezembro, na Casa Vermelha. 

    E encerando o projeto em grande estilo, o Festival Mais Mulheres na Cultura,  acontece no sábado (16), na Pinacoteca Potiguar, com programação gratuita e aberta a todos os públicos, com feira criativa, espetáculos de dança, teatro e circo, exposição e apresentações musicais.

    O Festival Mais Mulheres na Cultura 2023 é realizado pela emenda parlamentar da Deputada Estadual Isolda Dantas, com produção da baseB Cultural, Dale! Produções Culturais e Guria Produtora. E conta com o apoio da Vereadora Brisa Bracchi, Casa Vermelha, Secult, Prefeitura do Natal, Funcarte, Fundação José Augusto, Governo do RN, Funcern, Núcleo de Produção Digital – NPD RN, Cine Poty, Cinemateca Potiguar, IFRN Cidade Alta, MinC e Governo Federal.

    Para ficar por dentro de todas as atividades do projeto, siga o perfil @maismulheresnacultura no Instagram.

    Mais informações: https://linktr.ee/maismulheresnacultura

    PROGRAMAÇÃO

    12 de dezembro – Casa Vermelha

    –  Oficina de elaboração de projetos

    18h – Mesa de abertura – Deputada Estadual Isolda Dantas, Vereadora Brisa Bracchi, Jeane Karla Nunes (FUNCERN), Mary Land Brito, Carol Carvalho (Mais Mulheres na Cultura), Adriana Vieira (Marcha Mundial das Mulheres), Lucileine Souza (Coordenadora de Articulação do MINC),  Ana Morena (Artista).

    13 de dezembro – Casa Vermelha

    – Oficina de escrita criativa

    17h30 – Roda de Conversa – Arte e cultura como política e espiritualidade

    19h – Mostra audiovisual Mais Mulheres

    14 de dezembro – quinta-feira – Casa Vermelha

    – Oficina de pintura e customização de camisetas

    – Oficina de percussão e canto – Formação de cortejo com batuque de mulheres do GAMI

    20h – Música: Dani Cruz convida Dodora Cardoso e Gracinha

    21h – DJ Set Amanda Lisboa

    Sábado – 16 de dezembro – Pinacoteca Potiguar

    15h- Feira de economia criativa, solidária e cultural

    15h – Exposição: SOU DEFINIDA PELO QUE EU NÃO SEI – Mulheres artistas do acervo da Pinacoteca e convidadas

    15h30 – Teatro: CANDEIA – Grupo Estação de Teatro

    16h30 – Dança: EU FÊMEA – Rozeanne Oliveira

    17h20 – Circo: MULHERES À VISTA – Joriana Pontes

    18h30 – CORTEJO DO BATUQUE DE MULHERES DO GAMI

    19h20 – DJ SET – Aurora

    19h30 – Música Simona Talma convida Daniela Fernandes e Angela Castro

    20h20 – DJ SET – Aurora

    20h50 – Música – Tiquinha Rodrigues convida Pretta Soul e Ana Tomaz

    21h40 – DJ SET – Jennify C.

    22h10 – Música: Luisa e os Alquimistas convida Clara + Sarah Oliver + Bruna Vinni

  • Os Caminhos da Cidade: Festival Histórico leva conhecimento e reflexão às ruas do Centro

    por Ana Paula Cadengue

    A Cidade Alta em dezembro era certeza de ruas iluminadas e famílias inteiras cheias de pacotes tentando andar de mãos dadas para ninguém se perder. As lojas ofereciam mercadorias para todos os gostos e bolsos. Quando o dia não era de compras, o lazer estava assegurado pelos cinemas e delícias com endereço certo, como um bom suco de frutas nativas, um pastel quentinho ou um sorvete saboroso. Nas calçadas, uma democrática mistura de estudantes, donas de casa, trabalhadores e visitantes.

    Era assim. E já faz um tempo. O que se observa hoje na mesma Cidade Alta é um vazio que dói não só em quem conheceu os ditos tempos áureos, em quem vivenciou o Centro em algum momento de sua história – dos Cafés Grande Ponto e Magestic ao Café São Luiz, à Casa da Maçã, dos movimentos populares no calçadão da João Pessoa às apresentações teatrais do Alegria, Alegria, da escada rolante da Lobras aos cinemas Nordeste ou Rio Grande –, mas também em quem está só de passagem para dar uma olhada. É triste ver lugares outrora tão disputados sendo lacrados com tijolo e cimento.

    Enquanto se revitalizam ou requalificam alguns prédios e espaços, outros se fecham e alguns órgãos e instituições públicas mudam de endereço, comprometendo ainda mais a vitalidade da Cidade Alta. Em contraponto, eventos culturais pululam e movimentam o bairro. O Festival Histórico de Natal, que ao longo do tempo se tornou cada vez mais grandioso e passou a fazer parte do calendário de festividades tradicionais da capital potiguar, é uma dessas iniciativas. “Precisamos resgatar o amor pela cidade, Natal tem um acervo cultural maravilhoso, diz Jarbas Filho, idealizador do evento.

    Praça Sete de Setembro – Foto: Túlio Ratto

    Saindo do Marco Zero de Natal, a Praça André de Albuquerque, a Caminhada Histórica realizada no último dia 2 de dezembro levou mais de 2 mil pessoas às ruas com o objetivo de retomar o interesse e aproximar a população e os turistas do centro histórico da cidade. Para Alexandre Rocha, historiador que guia o passeio, o evento é uma oportunidade de se conhecer mais sobre o local em que vivemos, uma aula. “Houve um tempo em que esse era o Grande Centro. A cidade se desenvolveu a partir desse redor. Ruas, praças e avenidas que contam a História de Natal”.

    Foi bonito ver famílias inteiras aproveitando a tarde do sábado para saber um pouco mais sobre Natal e seus monumentos. As irmãs Josy e Irla Ribeiro participaram pela primeira vez da Caminhada Histórica a convite da mãe e estavam animadas com o passeio. “Venho geralmente pro Beco da Lama, pro Zé Reeira, já fui também para um evento na Casa Vermelha, na Pinacoteca… Eu acho o Centro lindo e é incrível o resgate da cidade. Infelizmente alguns pontos estão mortos por falta de investimentos do setor público, mas acho o Centro incrível e gostaria muito de vê-lo vivo”, conta Irla.

    Sede da Prefeitura é um dos monumentos do Centro Histórico – Foto: Ana Cadengue

    Aos 50 anos, o fotógrafo José Aldenir, o ‘Joinha’, lembra que sempre frequentou o lugar. “Aqui é bacana, gosto de almoçar no Beco da Lama. Infelizmente o comércio teve uma caída, principalmente após pandemia. Eu reparo também que os comerciantes reclamam que os preços dos aluguéis são muito altos e termina o pessoal migrando para outros locais. Antigamente, o final de ano todo mundo vinha comprar roupa pras festas aqui, no São João também. Hoje, o comércio mais popular deixou o centro e foi para o Alecrim”.

    José Aldenir é fotógrafo –
    Foto: T. Ratto

    A percepção de ‘Joinha’ é corroborada pelo colega de profissão, Fernando Pereira. Morador do Barro Vermelho, o fotógrafo fluminense radicado em Natal há 50 anos lamenta a falta de continuidade dos investimentos públicos no Centro da Cidade. “Moro perto, gosto de andar por aqui. Natal é uma cidade linda, infelizmente as praças não são bem cuidadas, entra ano sai ano, as praças continuam mal cuidadas, prédios mal conservados… também frequento o comércio do Centro que está em crise, todo mundo vê, muita coisa fechando”.

    Fernando acredita que deveria haver um incentivo para alavancar o turismo na região. “Natal não é só praia. Precisa reformar… Quem vem pra cá não conhece a cidade, não tem um ‘city tour’, não tem nada pra conhecer o Centro”, reclama. 

    A Cidade Alta e o bairro da Ribeira formam o conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico da cidade de Natal, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, em 2010. O centro histórico possui um conjunto preservado com elementos urbanos do núcleo colonial e outros que evidenciam a trajetória de modernização da cidade. Os prédios mais conhecidos são a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação (Catedral antiga),  o Palácio do Governo, atual Pinacoteca, o Sobradinho (hoje Museu Café Filho), o Palácio Felipe Camarão, sede da Prefeitura do Natal, Solar Bela Vista  e o Theatro Alberto Maranhão.

    A rua da Conceição é uma das mais belas do Centro Histórico – Foto: Ana Cadengue

    Para o historiador Thiago Henrique, o Centro não precisa só de comércio, eventos e turismo e sim de ocupação popular. “Aqui não é um bairro em que se vive, é um bairro que se consome comercialmente, mas ele é consumido até determinado ponto, no horário comercial. Na minha percepção, para que o centro comece a ser vivido 24 horas, precisa que exista um projeto de moradia popular para que as pessoas vivam realmente aqui e não só sobrevivam do comércio formal e de ambulantes”, defende.

    Com uma vivência desde a infância no bairro em que seus pais trabalhavam, Thiago costuma frequentar o Centro da Cidade profissionalmente e para lazer, além de desenvolver pesquisas na área para a universidade federal. “A cidade muda com o tempo, se renova e eu gosto de acompanhar essa dinâmica. Mas, sinto falta de pessoas vivendo aqui para além de momentos de transporte ou trabalho. Eu sinto falta disso 24 horas. Não existe segurança, não existe possibilidade de ter um tipo de turismo acessível no centro histórico… O caminho da Cidade Alta é a ocupação popular, principalmente dos prédios que estão à mercê da especulação imobiliária”, afirma o jovem historiador.

    A despeito do esvaziamento e fechamento de lojas, a comerciante Lindomar Medeiros costuma rebater quem fala que “o Centro está morto”. Dona de uma ótica no edifício Barão do Rio Branco, Lindomar lembra que dali vivem muitas famílias que se levantam cedo e trabalham duro todas as semanas. “Podem vir, não morreu, não. Aqui no Centro você consegue comprar de tudo. E os preços são os melhores”, convida ela.

    Acreditando nisso, o Sistema Fecomércio RN lançou o “Brilha Natal”, que será realizado entre os dias 13 e 23 de dezembro e promete movimentar o comércio de rua do Alecrim e da Cidade Alta com uma extensa programação cultural. “O Centro da Cidade está passando por um esvaziamento, as pessoas se afastaram. O ‘Brilha Natal’ é mais uma contribuição na tentativa de reverter essa situação, de chamar as famílias para passear e fortalecer o comércio de rua”, afirmou o presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, durante o lançamento do projeto, no último dia 24.

    Iniciativas como essa, junto com os diversos eventos culturais no Centro Histórico, talvez consigam trazer de volta a efervescência do bairro e seus inúmeros clientes e visitantes. A beleza dos longevos prédios e templos religiosos é um charmoso diferencial que costuma encantar gente de todas as idades e emociona quem já caminhou muito por essas ruas, como o senhor Jaime Rodrigues Magalhães, de 90 anos, que estudou na antiga Faculdade de Farmácia e fez questão de participar pela primeira vez da Caminhada Histórica de Natal. “Gosto dos prédios históricos, da antiga governadoria, do prédio da Prefeitura, a praça André de Albuquerque …”.

    – Do que o senhor tem saudade?

    – “Do Centro da Cidade”.