Últimas histórias

  • Promissum Pictures lança seu primeiro longa-metragem no cinema

    A Promissum Pictures produtora audiovisual mossoroense lança seu primeiro filme longa-metragem que vai estrear amanhã, 09, e fica em cartaz até o dia 15 de setembro, às 18h45, no Multicine Cinemas em Mossoró, com ingresso promocional no valor fixo de R$ 12, 00 reais.

    Uma produção que teve início no ano de 2015, o filme CORPO é totalmente independente. Sua equipe, elenco e produção é formada por mossoroenses, com roteiro e trilha autoral, sendo ao todo mais de 25 pessoas envolvidas.

    A temática do filme gira em torno de sete personagens que terão suas histórias de vida contadas através de suas dificuldades, vícios, alegrias, superação e fé.

    A Promissum Pictures acredita contribuir para o desenvolvimento do audiovisual na cidade, somando com inúmeras outras produções independentes que valorizam nossos artistas, revelam novos talentos e passam uma mensagem para a sociedade.

    Faixa etária: 12 anos
    Instagram: @promissumpictures
    Canal YouTube: Promissum Pictures

    Link do Teaser: https://www.youtube.com/watch?v=mybIS4oogKU
    Link do Instagram: https://www.instagram.com/promissumpictures/

  • Terça Diminuta

    “Terça Diminuta” reúne 44 poemas poeta do potiguar Eduardo Ezus, sendo a maioria deles uma forma alternativa ou uma aproximação de como o haikai ficou conhecido no Ocidente/Brasil, sobretudo, após os anos 70, sob influência da contracultura e da poesia marginal. Por vezes questionando-se, como em

    Eu por que ego

    Se onde chego           

    De mim desapego?

    Por vezes, aproximando-se mais do conteúdo e forma empregada pelos haicaístas propriamente ditos, como em

    Jardim de pedra

    A rosa floriu

    E durou

    O poeta torna exclusivo o terceto em seu livro, feito de poemas escritos nos últimos dez anos, sob diversas influências.

    Uma atmosfera zen perpassa o livro, que tem ilustrações e fotografias de Mariana Gandarela. O estado contemplativo chega como um respiro, comenta Cellina Muniz, que nos convida à leitura a partir da orelha do livro; isso, sobretudo, no contexto pandêmico em que vivemos. Assim, de certa forma, pode-se dizer que, pelo teor dos poemas, há uma aproximação à primeira fase do haikai, cujo expoente foi Bashô. A sutileza, discutida no prefácio Música da leveza, assinado por João Batista de Morais Neto (também conhecido como João da Rua), é outra constante, além da musicalidade, daí o título do texto de João.

    A folha cai

    Quem pensa não sabe

    O tremor

    “Terça Diminuta” foi viabilizado por meio da Lei Aldir Blanc-Rio Grande do Norte, pela Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

    Sobre o autor:
    Eduardo Ezus

    É um poeta e edita a revista virtual Tamarina Literária. Publicou Terça diminuta e Cálida Noite (Ed. Margem), também de poesia. Colabora com o site Os Epigonautas e com o Jornal DeFato, dentre outros.

    Acesse: https://linktr.ee/eduardo.ezus / @ideia.cronica (Instagram) para adquirir um exemplar.

  • Damião Nobre estreia na literatura infantil

    Era uma vez o príncipe da Serra do Mar, que, incomodado pelo fato das pessoas terem perdido o habito da leitura, resolve ir ao mundo real para mudar essa situação. E é assim, contando a estória de Vicente e da princesa Clara dos Olhos de Cristal, que o médico e escritor Damião Nobre estreia na literatura infantil.

    “O Milagre do Livro da Terra do Para Sempre” é uma encantadora fábula que nasceu de um desafio para que o autor, acostumado a contar casos que aconteceram em sua vida de médico e principalmente a discorrer sobre música e seus intérpretes e autores, como Elino Julião, escrevesse uma história que despertasse o prazer pela leitura.

    “A fábula lembra que personagens que já foram tão presentes no imaginário infantil só podem sobreviver se as histórias continuarem sendo lidas e contadas; e que a escola, e principalmente os pais, têm papel fundamental na formação de novos leitores”, diz Damião.

    A obra, patrocinada pela Unimed via lei de incentivo Djalma Maranhão, será lançada neste domingo, 29, das 9h às 10h, na 10ª edição da Feira de Livros e Quadrinhos de Natal – FliQ, no Parque das Dunas.

    Feliz quase para sempre com a experiência, Damião doou parte dos exemplares ao Hospital Infantil Varela Santiago para que seja distribuída em troca de doações para a instituição. Os interessados podem procurar a Central de Doações do HIVS pelos números: 3209 8235, 99184 7322, 98611 7587.  A outra parte será entregue para escolas públicas e privadas de forma que seja estimulada a leitura.

    Sobre o autor

    Damião Nobre nasceu em Upanema (RN) e iniciou seus estudos em Mossoró. Com 14 anos de idade transferiu-se para Natal.  Depois de concluir o Técnico Agrícola no então Colégio Agrícola de Jundiaí, prestou vestibular para a UFRN, se formando em Medicina no ano de 1978. É clínico geral e gastroenterologista.

    Publicou os livros Conversa de Médico (2007), Conversa de Mãe (2008) e Conversa de Música (2015). Em 2016 publicou uma biografia do compositor potiguar Elino Julião, com o título O Cantador do Seridó.

  • Humor: Entrevista com o Talibã

    Um bate-papo verdadeiramente falacioso com

    Zabihollablablabla Muchidi,
    porta-voz do Talibã

    O que é o Talibã?

    Talibã em pashto (idioma dos afegãos na região de Pashtun – leste e sul do Afeganistão) significa “estudante”. Matamos e nos matamos desde meados de 1994, quando da Guerra civil que se instalou no país pós-Guerra Fria com o desmembramento da União das Repúblicas Socialistas Soviética.

    O que muda com a retirada das tropas dos Estados Unidos (EUA) do Afeganistão, o que isso significa?

    Foram 20 anos de ocupação militar americana. Já estávamos com saudades de fazer atrocidades. Ficamos esse tempo todo só nos matando, como parte do treinamento para depois da sonhada retirada.

    Os EUA falharam?

    Falharam, sim, principalmente no modus operandi durante esse período. Mas tanto faz sair agora ou em 10 anos. Ficaríamos esperando do mesmo jeito.

    A retirada das tropas americanas seria o retorno de grupos terroristas internacionais?

    De forma alguma. Já temos muitos aqui mesmo. Sem essa do Talibã querer terrorismo de fora.

    Quais são as perspectivas para o Afeganistão com a retomada de poder pelos talibãs?

    O Talibã só quer continuar com a política que sempre praticou. Sem interferência de ninguém, sem jornalismo, nem mulheres trabalhando, sem tolerância.

  • HUMOR: MandaLascar

    MandaLascar é um filme de terror, com uma produção chinfrim — ao contrário da famosa animação de aventura da Dreamworks —, estrelado por um ator de terceira categoria (Pau no Guedes), com um roteiro horrendo e elenco repleto de pulhas, e um enredo degradante. Uma curiosidade: dizem as más línguas que, ainda no set de filmagens, já se previa o que vinha pela frente. Enquanto se ouvia sobre a completa falta de talento dos protagonistas, as pessoas só conseguiam ver a total ausência de escrúpulos em um cenário de almas sebosas, com o intento único de desconstruir qualquer coisa boa que existiu na face da Terra.

    O filme, agora lançado e completamente execrado pela opinião pública, conta com cenas em plano-sequência de eventos macabros, que incrivelmente suga os expectadores para a tela, levando-os para o abismo. É nesse momento que se ouve:

    — “As domésticas estão fazendo festa na Disney.”

    — “Todos querem viver 100 anos”

    — “Pobre tem que comer as sobras da classe média.”

    — “O arroz está caro porque a vida do pobre melhorou.”

    — “O Fies bancou universidade para filho de porteiro que zerou o vestibular.”

    — “Qual o problema de pagar um pouco mais pela energia elétrica?”

    Mandalascar é o fim da picada.

  • A apaixonante Helen Ingersoll

    Por Ana Paula Cadengue

    “Lembra-nos ainda — não faz muito tempo — quando surgia em Natal uma poetisa, diferente, ensaiando ousados voos, triturando velhas regras e fórmulas, pisando venerados tabus, seguindo no verso livre e desenvolto à escola modernista. Era Helen Ingersoll, uma desconhecida filha de Mossoró, descendente de estrangeiros. De um momento para outro, num espaço de tempo nada considerável, a guria de porte altivo e palestra cheia de calor que toda Mossoró conheceu encontrava a poesia e se encaminhava cônscia de suas responsabilidades e dona de sua arte pelos caminhos das letras”, assim contava o jornalista Dorian Jorge Freire em 1951 sobre a figura que encantou e chocou a sociedade potiguar nos anos pós-guerra pela sua inteligência, liberdade, beleza e ousadia.

    “Esgotada de beleza e vida
    Fundi sensações estranhas
    Ritmos novos e fortes
    Para as minhas mãos inadaptadas.

    Sonhei o corpo informe da noite
    Nos meus braços
    E carreguei enferma
    O próprio deus por sobre os mares,
    Iludida de ventos frios e amores.
    (…)”

    Destinada aos Deuses – 1949

    Nascida em Mossoró, aos 13 de março de 1930, filha do mineiro canadense Willian John Ingersoll e da professora mossoroense Maria Elisa da Silva,  Helen Ingersoll sentiu sua inclinação literária muito cedo, ainda em plena infância.  De acordo com os registros de seu tio Assis Silva, aos 8 anos de idade, escreveu uma pequena peça de teatro, tendo sido muito elogiada por sua preceptora, professora de inglês, Irmã Carmelita.

    Ainda segundo os registros de seu tio, a jovem Helen era uma dedicada leitora e diplomou-se como professora primária, pela Escola Normal de Mossoró. Poetisa, colaborou em diversos órgãos de imprensa de Mossoró e Natal, onde foi morar em 1947 e continuou na vida literária.

    Que ânsia de Bem e de Infinito, essa do meu coração!
     De que vaga procura de uma felicidade ignota e desconhecida
    Se nutre, humildemente, o meu ser!
    Ó eterna interrogação da minha alma,
    Desproporcional, ousada interrogação
    No mundo limitado da matéria…

    Desproporção

    O poeta Laélio Ferreira lembra que Helen Ingersoll chegou em Natal no final da década de 1940, sendo vizinha de sua família, onde foi pupila de Othoniel Menezes e da sua Maria, a pedido de Dona Maria Elisa. “Lia muito, falava inglês com fluência, fumava muito, roía as unhas, bebia cerveja”.

    Laélio também diz que Helen “era bonita, alta, de olhos verdes. Um dia, pegou um Catalina da NAB, no Potengi, e partiu para o Rio. Antes da morte de Othoniel e de sua Maria, no Rio, visitava-os, vez por outra. Na ‘Cidade Maravilhosa’ foi professora, funcionária do Banco do Brasil e advogada”.

    Tenho uma íntima convicção
    De que o meu destino será belo,
    Belo como a noite no seu silêncio.
    – Suprema revelação!
    Ó quietas estrelas
    No espaço sem princípio,
    Eu vos seguirei, cantando
    O meu canto de glória e de amor.

    E eu serei forte e feliz!
    E a montanha do tempo!
    Ou o pássaro que grita mansamente!
    Palpita em mim mesmo
    O coração do destino.
    – Destino claro e pleno!

    Revelação – Natal, agosto de 1947

    A partida de Helen para o Rio de Janeiro, sem nunca mais pisar em solo potiguar, suscitou inúmeras interpretações. Para o jornalista e professor Tarcísio Gurgel, no livro “Helen Ingersoll, poesia”, organizado por Cláudio Galvão, “dificilmente será esclarecido o real motivo da sua partida para o Rio de Janeiro, quando era crescente a admiração conterrânea por sua inteligência e beleza. E ela continuará ainda por muito tempo a desafiar quem se dispuser a pesquisar sua vida e sua produção literária”.  Mas, aponta que muito provavelmente se deu pelas “brumas do preconceito e da incompreensão”.

    Em texto no jornal O Mossoroense, em 1951, Dorian Jorge Freire já delineava tudo que a presença da jovem e bela poeta suscitava. “Apareceram, então, debates acalorados, discussões intempestivas sobre Helen. As opiniões de seus conterrâneos sobre sua poesia eram as mais apaixonadas e diversas entre si. Uns, viam na poetisa Helen Ingersoll uma jovem de inteligência brilhante, de espírito lúcido, de poética extraordinária. Outros, secamente, procuravam inutilmente não tomar conhecimento da existência da poetisa, desdenhando-a e criticando-a com acrimônia. Helen era para estes últimos, uma menina endiabrada, terrivelmente fria e calculista, extravagante no seu realismo pornográfico”.

    E continua, talvez, na melhor explicação para todas as sensações despertadas: “Helen, entretanto, não era nada disso. Era o meio-termo entre as opiniões em choque. Era, apenas, uma moça realmente dona de uma inteligência brilhante, de um espírito irrecusavelmente superior, endiabrada e entusiasmadíssima com a descoberta de si mesma. Era, tão somente, uma poetisa de fato que aparecia”.

    “Eis que carrego comigo
    Os sete pecados
    E o meu ventre perdido
     Reclama um oitavo.
    (…)”

    A que Peça – 1949

    O equilíbrio

    Atraem-me os desânimos florestais.
    Os desmaios de hirtas rosas. Atrai-me
    O doce cacto. Entorpece-me os nervos
    O beijo nu de um ramo em minha face.

    Eu sou doente e negra. Em mim circulam Sofreguidões, anseios, crus delírios,
    Êxtases dolorosos me atormentam,
    Oferto-me ao amor dentro de abismos.

    Em troca, bebo calma na clareira.
    Nela sonho cabana, mão gelada
    Posta em meu seio, vento que me cubra.

    O mergulho num pântano me enfada. Encontro no contato do lodo
    O equilíbrio às minhas mãos crispadas.

    Rio — 1950

    Kelly Lira, cantora e artista plástica pintou O equilíbrio de HI Diário de Natal, 2 de janeiro de 1950

    É através dos relatos de Dorian que se acompanha um pouco do que Helen Ingersoll encontrou em seus primeiros anos de Rio de Janeiro, suas aventuras literárias e um pouco de sua vida como professora. “Alguns afirmavam mesmo que em Helen a poesia fora uma febre passageira, um impulso efêmero, uma criancice inconsequente. Ela não passava agora, segundo eles, de assídua leitora de poetas modernistas, além de ótima funcionária e aluna exemplar”.

    Mas, para o jornalista, a despeito da distância e até um certo ‘apagamento’ de seu nome na intelligentsia potiguar, “Helen existe e continua poetisa”.

    Tenho estrelas na alma e um céu interior.
    Vozes divinas cantam dentro de mim mesma,
    Vozes de exaltação e de glória,
    Vozes loucas, infinitas.
    Um Deus habita em mim.
    Ele me compreende e me perdoa,
    E não me ama por me ter criado
    – Ele não me criou, Ele nasceu comigo.
    Ama-me porque faz parte de mim mesma,
    Porque possui todos os membros do meu corpo
    E penetra na minha alma
    Como num mergulho eterno, infinito…
    Poema o Deus que sinto em mim mesma – 13 de março de 1949.

    Helen Ingersoll faleceu no Rio de Janeiro em 2011, aos 81 anos de idade, sem nunca ter voltado ao Rio Grande do Norte. E é numa forma de resgate, como uma visita a pessoas e locais, uma excelente ocasião para se fazer novos amigos e despertar paixões, que a Sociedade Amigos da Pinacoteca lança neste sábado, 28, na 10ª  Feira de Livros e Quadrinhos de Natal — FliQ o livro “Helen Ingersoll, Poesia”.

    Organizado pelo pesquisado Cláudio Galvão, o livro reúne quatro crônicas e

    20 poemas ilustrados pelos artistas plásticos Laércio Eugênio, Careca, Kelly Lira, Yáscara Samara, Marcelo Morais, Vicente Vitoriano, Isaías Medeiros, Eduardo Falcão e Marcelo Amarelo, além de textos de Tarcísio Gurgel, Dorian Jorge Freire, Laélio Ferreira de Melo e Fausto Cunha.

  • 10ª FLIQ começa hoje no Parque das Dunas

    Por Cinthia Lopes | Texto do Típico Local 

    Tradicional feira com foco nos quadrinhos e na literatura potiguar, a FLIQ – Feira de Livros e Quadrinhos de Natal está de volta ao formato presencial e a 10ª edição será no Parque das Dunas, a partir da quinta-feira (26) até domingo (29), das 8h às 17h, com entrada franca. O evento promete mais de 50 horas de atividades culturais gratuitas, entre palestras, debates, cordel, oficinas, lançamentos de livros, quadrinhos, sessões de autógrafos e apresentações culturais.

    A abertura oficial do evento está marcada para às 15h de quinta-feira, com a apresentação da Orquestra D’Amore, do projeto Tocando a Vida. O ator, humorista, jornalista, escritor e compositor piauiense João Cláudio Moreno também é atração confirmada na sexta-feira, 27, às 15h. Ele vai bater um papo sobre Literatura, Arte e Alegria.

    Embora sempre abra um espaço generoso para os quadrinhos, no qual o segmento se destaca em diversos momentos de discussão durante a feira, a edição comemorativa dos dez anos contará com apenas um estande específico para este nicho literário, o Cuscuz HQ. Também está prevista a oficina Oficina Quadrinho de Horror – Em Nome do Medo, com Leander Moura.

    Os estandes desta edição são na maioria de editoras locais, além da Fundação José Augusto: Os Escribas, Cooperativa Cultural da UFRN, Artbooks, Sebo Vermelho, Sebo Cata Livros, Fundação José Augusto, Editora CJA, Cuscuz HQ e Sociedade Amigos da Pinacoteca. 

    Dentre os destaques, o evento contará ainda com a participação do poeta Thiago Monteiro, membro da Academia de Cordel do Vale da Paraíba, que apresentará o Recital Andanças de Matuto, a partir das 9h do sábado; apresentação da trupe de circo Os Ladrões de Sorrisos, com o espetáculo A Magia do Circo; o espetáculo infantil Uma Viagem Inesperada, da Cia. Encantos; apresentação de histórias cantadas; um bate papo sobre Genealogia e Literatura; concurso de Cosplay, além de oficinas de quadrinhos, de criação de bonecas, de desenhos; gibiteca, entre vários outros. As atividades da Feira serão realizadas durante todo o dia, envolvendo um público diverso e dinâmico.

    O evento respeitará todas as medidas e protocolos de prevenção e distanciamento, incorporando medidas de saúde e segurança, com uso obrigatório de máscara, disponibilização de álcool em gel nas apresentações, e limite de pessoas inscritas nas oficinas e nos espaços do evento.

    A 10ª FliQ é patrocinada pela Prefeitura de Natal, através da Lei Djalma Maranhão, Unimed Natal, Arena das Dunas, Governo do Estado, através da Lei Câmara Cascudo, e Café Santa Clara, e tem o apoio da Funcarte, Fundação José Augusto e Idema-Parque das Dunas.

    Serviço:

    Evento: 10ª Feira de Livros e Quadrinhos de Natal (FLiQ)

    Data: 26 à 29 de agosto de 2021

    Horário: das 08h às 17h

    Local: Parque das Dunas


    PROGRAMAÇÃO STAND DE LANÇAMENTO – FLIQ 2021

    *Dia 26 (Quinta Feira)*

    10h às 11:30h (Lançamento coletivo da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN)
    Autor: Marcelo de Cristo – Obra: Há Feto
    Autora Clécia Santos – Obra: Cabeça nas Nuvens 
    Autora: Jania Sousa – Obra: Pioneiras 
    Autora: Jussiara Soares – Obra: O presente
    Autor: Sidney China – Obra: No rastro do tempo: Retalhos
    Autora: Lúcia Eneida – Obra: Enquanto a Chuva não vem
    Autora: Kalina Paiva – Obra: Bernardo dos Ventos Uivantes: um percurso marxista no calor da luta de classes.
    Autora: Ozany Gomes – Obra: As aventuras de Nizinha e Yone 
    Autor: Marcos Campos – Obra: Atropelando Papai Noel
    Autor: Alexsandro Alves – Obra: Estética, Política & Conservadorismo.
    Autora: Janaína Leite – Obra: Trilhos Encantados
    Autor: Marconi Branco – Obra: Maria Bonita e Dadá
    Autor: Edson de Paiva – Obra: Vitória: uma menina vencedora
    Autor: José Ivam Pinheiro – Obra: Poemas de Benquerer
    Autora: Geralda Efigênia – Obra: Cordel
    Autora: Rosa Regis – Obra: Cheiro da Terra
    Autor: SPVA/RN – Antologia Poética o Dia em que a Terra Quase Parou
    Autora: Rita Catita – Obra: Verdades Ocultas

    14:30h às 15h
    Autora: Lúcia Eneida – Obra: Enquanto a Chuva não vem

    Das 15h às 16h (Lançamento coletivo da Cooperativa Cultural da UFRN)
    Autor: Sérgio Caetano – Obra: História de pretos, pobres e pessoas em situação de rua
    Autora: Suely Souza – Obra:  Quilombo Boa Vista dos Negros: cultura, escola e cidadania
    Autora: Hirlary Nakagaiche – Obra: Entre o Sossego e a Inquietude
    Autor: Lacerda Felipe – Obra: Constança

    Das 16h às 16:30h
    Autora: Maria de Lourdes Rebouças – Obra: O Protetor da Floresta: A Lenda de Xexéu 

    *Dia 27 (Sexta-feira)*
    09h às 09:30h – Autora: Ivaíta Souza – Obra: A Flor do Trapiá

    09:30h às 10h – Autora: Rita Cruz – Obras: A Menina que queria ser Borboleta; TIta, a Ratinha; e Verdades Ocultas.

    10h às 10:30h – Autora: Isinha Loraf  e outros autores – Obra: Coletânea de Histórias Coletivas Trilhos Encantados

    Das 14h às 14: 30h– Autor Haroldo Ferreira – Obra: Histórias Paralelas na Formação de um Cirurgião

    Das 15h às 16h(Lançamento coletivo da Cooperativa Cultural da UFRN)

    Autora: Andreia Diniz – Obra: Sucesso Escolar: Boas práticas e reflexões
    Autora: Priscila Freitas – Obra: Florbela Espanca: a construção erótica panteísta e saudosista do Alentejo em sua obra
    Autora: Roselia Cristina – Obra:  Os Colonizadores franceses na Capitania do Rio Grande
    Autor: José Correia Torres Neto – Obra: Um breve ensaio sobre a presença francesa no Rio Grande

    Das 16h às 17h(Lançamento coletivo do Sebo Catalivros)

    Autores: Alexandre Santos, Damião Paz, Flávio Aquino, Henrique José, Meysa Medeiros e Vlademir Alexandre – Obra: Seis formas de Ver o Mundo
    Autor: Carlos Magno L Fernandes e Silva – Obra: Ciência Ambiecológica – Por uma razão espiritualizada

    *Dia 28 (Sábado)*

    09:30h às 10h
    Autora: Mona Lisa Lula – Obra: Com orelhas de Girafa 

    Das 10h às 11h (Lançamento coletivo da Fundação José Augusto)
    Autora: Jânia Souza – Obra: O Jumentinho Abel
    Autora: Gabrielle Val Molin – Obra: Carnaval no Abismo
    Autora: Priscilla Faria – Obra: Florbela Espanca: a construção erótica panteísta e saudosista do Alentejo em sua obra
    Autora: Milena Azevedo – Obra: A Parteira
    Autora: Rosa Regis – Obra: O Susto da Joaninha e Cheiro da Terra
    Autora: Luma Virgínia – Obra: Desfile Selvagem

    Das 11h às 11:30h 
    Autor: Abraão Gustavo – Obras: Uma menina chamada Perereca; Perereca e Cascudo 
     
    Das 15h às 16h(Lançamento coletivo da Cooperativa Cultural da UFRN)
    Autor: Anderson Gomes – Obra: Natal daqui a 50 anos
    Autora: Rousi Flor de Caeté – Obra: Jogo de espelhos: entrelaçamento poético com Civone Medeiros
    Autor: Marcos Campos – Obras: Algodão doce e Atropelando Papai Noel
    Autor: Carlos Peixoto – Obra: Lendas da Revolução

    Das 16h às 17h (Lançamento coletivo da Sociedade Amigos da Pinacoteca)
    Autora: Isaura Amelia – Obra: Coleção de Arte – Organizadores: Isaura Amelia, Antônio Marques
    e Márcio de Lima Dantas
    Autora: Helen Ingersol: Poesia – Organização de Cláudio Galvão
    Autor: Vatenor de Oliveira – Obra: II Catálogo das Obras da Pinacoteca Potiguar 
    (pré-lançamento)

    *Dia 29 (Domingo)*

    Das 09h às 10h (Sessão de autógrafos)
    Autor: Damião Nobre – Obra: O Milagre do Livro na Terra de Para Sempre

    Das 15h às 16:00h (Sebo Catalivros)
    Autor: Geraldo Tavares – Obra: A Espada de Thanatos
    Autora: Celina Muniz – Obra: Quase Contos
    Autor: Anchieta Fernandes – Obra: Por uma Vanguarda Nordestina

    PROGRAMAÇÃO DO ANFITEATRO 

    *Dia 26 (Quinta Feira)*

    15h – Abertura da FLIQ 2021 com homenagem a Erileide Rocha (in memorian) com convidados e apresentação da Orquestra D’Amore do projeto cultural Tocando a Vida (música clássica), da ONG Atitude Cooperação/Unimed Natal

    *Dia 27 (Sexta-feira)*

    Das 09h às 10h – Poesia e Contação de Histórias com Rodrigo Bico

    Das 15h às 16h30 – Um Bate Papo sobre Literatura, Arte e Alegria – João Cláudio Moreno


    *Dia 28 (Sábado)*

    Das 08h às 09h – Contação de História com Dorinha
     

    Das 09h às 10h – Recital de Cordel “Andanças de Matuto” com Thiago Monteiro 

  • HUMOR: Entrevista com o vendedor de carros Fabrício Queiroz

    Um bate-papo verdadeiramente falacioso

    Queiroz, de tempos em tempos você reaparece reclamando do abandono dos seus amigos poderosos. Mas depois se cala e some novamente. Para recomeçar tempos depois. Poderia explicar esse fenômeno?

    Bem, veja, fico puto com esses ‘águas de salsichas’ que me abandonaram. Chegam quando eu reclamo, depois saem fora. Ingratidão, mermão.

    Depois de tudo que você fez, né?

    Coé desses caras?! Estou com minha metralhadora cheinha, moleque. Só digo isso.

    Você continua no ramo de venda de carros?

    Não costumo falar sobre isso. Se liga! Tô fazendo outras paradas.

    Você foi aconselhado a fazer delação premiada. Seria interessante para essa sua relação com o 01 e o pai. Oportunidade para colocar eles contra a parede. Você não acha?

    Tô ligado. Mas, na moral, para de caô! Eu não sou traidor, maluco. Daqui a pouco eles aparecem aí e me dão um agrado para que eu me acalme. Aí a gente segue com a vida.

    Muito se fala nos depósitos que você fez na conta da primeira-dama. Se sente confortável para falar sobre o assunto?

    Continua bolado essa parada. Não gosto nem de ouvir falar. Tu é mó vacilão, mané! Vamo deixar isso pra lá. fico muito nervoso com isso.

    Podemos perguntar algo mais?

    Só mais uma.

    Você é investigado por participação em suposto esquema de “rachadinha” na Assembleia, no gabinete do 01 na época em que ele era deputado no Rio. Também foi Apontado pelo Ministério Público como operador do esquema, chegando a ser preso no ano passado. Mas conseguiu a revogação posteriormente. Quer fazer sua defesa?

    Partiu!

  • “Cenas da Periferia” Promove Ações de Revitalização e Valorização Cultural no Teatro de Arena da Cidade da Esperança

    O Teatro de Arena da Cidade da Esperança, também conhecido como “Rodinha do Padre”, por ser o único desse modelo no estado, foi palco histórico para o desenvolvimento cultural da cidade do Natal, o que o tornou um símbolo do bairro. Berço de diversos movimentos culturais, nele surgiram em 1980 os grupos teatrais “Fala Esperança” e “SOS Esperança”, que eram compostos pelos próprios residentes do bairro e mobilizavam os moradores para assistir os seus espetáculos e terem contato direto com a cultura potiguar, além de contar com várias apresentações do “Circo da Luz”, anteriormente chamado de “Circo da Cultura”.  A “Batalha da Esperança” (Movimento da cultura hip-hop), Movimento Síntese Urbana (MSU) e a “Batalha de Passinho” (Brega Funk) são exemplos recentes de movimentos socioculturais que mantiveram viva a essência artística do bairro e conseguiram reduzir a marginalização de jovens locais.

    Devido a importância histórica e cultural desse espaço o projeto “Cenas da Periferia” – que tem como objetivo dar vez e voz para as ações culturais periféricas – o escolheu como palco, promovendo atividades que integram o universo Hip-hop como: Break, Rima, Grafite e Música. A programação será lançada no dia 04 de agosto, às 19h, no canal do Youtube de Diniz K9.

    Entre as atrações estão Alê du Black, CazaSuja, Mano Edu, Pretta Soul, Diniz K9, DJ Samir, Batalha de Rima e Oficina de Break. Além das ações culturais o projeto também promoveu a revitalização do espaço, com reparos na alvenaria, reforma do muro, pintura, mutirão de grafite e a  construção de uma pista de acessibilidade no local, trazendo mais segurança, beleza, e contribuindo para que mais pessoas tenham acesso a esse local de riqueza histórica do bairro.

    Diniz fala sobre a identificação dele com o espaço e sobre a importância do projeto: “ Pra mim o cenas surge como surge desde a raiz.  Meu pai, meus tios, minha família sempre foi envolvida com o espaço na construção do Half, na construção da pista de Cross, sempre foi um espaço bastante frequentado desde uma geração passada e que chegou até mim de forma intrínseca, não só por ser um espaço que fazia parte do bairro historicamente, mas por ser espaço cultural que acabei me envolvendo desde criança. E agora um pouco mais maduro de ideias  e ter também ampliado um pouco os horizontes dentro da Universidade junto com o coletivo também o MSU (Movimento de Síntese Urbana)  do qual eu fazia parte, o projeto Cenas da Periferia veio justamente para poder estar ressignificando e pondo em prática de uma outra forma o que sempre me foi proposto. O encontro com Haylene, da HD produções, é uma coisa realmente do destino, da gente plantar e colher. Ela é uma pessoa que vem para reafirmar isso, esse trabalho juntos é para mim sem palavras, vai bem além, é um conjunto que o universo conspirou pra fazer algo acontecer que tenha uma abrangência gigante para dar oportunidades a artistas, pelo fato de reacender um espaço cultural dentro de um bairro de periferia, então esse trabalho vai vir para que as pessoas entendam que com a arte e com a cultura a gente consegue realmente alcançar novos horizontes e revitalizar ambientes e vidas!”

    Haylene Dantas também destaca a importância do projeto: “Eu acredito que o Cenas da Periferia é um projeto que valoriza e traz uma olhar para uma cena que é muito rica.  A periferia pulsa, e estar realizando esse projeto fala muito sobre a nossa perspectiva de acreditar que a cultura pode transformar realidades e que a gente precisa que ela vá onde muitas vezes as políticas públicas não chegam, incentivar onde os projetos culturais precisam estar mais presentes. Me sinto extremamente realizada, feliz e pertencente a esse lugar de transformação, e que venha muitas outras edições do Cenas da Periferia por muitas comunidades da cidade.”

    O projeto Cenas da Periferia tem realização da HD Produções e Lucas Diniz com recursos da Lei Aldir Blanc Rio Grande do Norte, Fundação Jose Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal; com apoio Sherwin-Williams, Rede Mais e NavNoar.

    SERVIÇO 

    CENAS DA PERIFERIA

    Lançamento: Dia 04 de agosto, quarta-feira, às 19h

    Exibição: https://www.youtube.com/c/DinizK9TV/

    Mais informações: @cenasdaperiferia

  • É golpe!

    O sociólogo Celso Rocha de Barros fez uma análise muito lúcida e interessante no início deste mês sobre o Brasil atual e o caminho conturbado e de incertezas que seguimos. Para Rocha, o certo mesmo é que “se houver golpe, vai ser para roubar”.

    Ele discorre em texto publicado na Folha sobre a declaração do presidente Jair Bolsonaro dizer que “ou a eleição de 2022 terá voto impresso ou ela não vai acontecer” e de como as Forças Armadas e todas as outras instituições da República deveriam ter publicado uma nota conjunta dizendo: “Jair, se der golpe, vai morrer. Abs.”

    Mas nada foi publicado, muito pelo contrário, os comandantes militares ameaçaram dar um golpe de Estado caso a CPI da Covid continue investigando oficiais bolsonaristas que roubaram (ou quase deu certo) dinheiro de vacina. A nota do Ministério da Defesa sobre a CPI e seu silêncio sobre o golpismo do presidente da República, a entrevista golpista do chefe da Aeronáutica, tudo isso é sintoma da degeneração moral que Jair Bolsonaro causou na República brasileira.

    Não à toa, pelos últimos acontecimentos na CPI, não será difícil encontrar marcas de batom nas cuecas do coronel da reserva Élcio Franco, homem de confiança de Pazuello — que há poucos dias apareceu uma grande “mancha” de corrupção em vídeo gravado quando tentava comprar vacinas pelo triplo do preço. Voltando ao coronel da reserva Élcio Franco, ele tem no currículo da CPI uma negociação em que uma mutreta de imunizantes teria acontecido.

    O sociólogo chama a atenção para a turma de 64 que tinha a decência de mentir que o golpe deles era para combater a corrupção. Era uma época em que o vício ainda prestava homenagem à virtude. Ao atacar o presidente da CPI do Senado, as Forças Armadas estão sinalizando, voluntária ou involuntariamente, que protegerão seus corruptos. E se houver golpe, vai ser para roubar.

    Para finalizar um mês de mutretas golpistas, chega o Braga Netto para infernizar nossa democracia. E não temos mais um dia de paz!