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DEU JACARÉ!

Sim, deu JACARÉ em mais uma cortina de fumaça do presidente ao tratar de algo tão sério quanto a vacinação. Aliás, esse governo parece uma banca de jogo do bicho.

ontravenção e bicho pra todo lado.

Lembro quando a gente sonhava e no dia seguinte um entendido do assunto nos mandava jogar. Sonhou com lama, joga no PORCO, sonhou com lã, joga no CARNEIRO. E ganhávamos! Hoje, desde que o miliciano montou sua barraquinha no Congresso, os jogos são feitos inspirados em pesadelos e com um detalhe: perderemos sempre, em uma maré de azar digna de quem cruzou com um GATO preto, e muitas dessas derrotas por conta da necessidade do presidente em defender os filhos. Mesmo que a banca perca! Não importa, tem que defender os filhotes. E pense numa pessoa cheia de filhos problema, parece um COELHO.

Perdemos quando deu PAVÃO, pavão misterioso, que fazia a cabeça de seus seguidores, protegido pelo anonimato covarde da internet. Mas que no fim revelou ser um animal que gosta mais de aparecer do que a ave em questão. Era o Zero Dois, que acha que é ÁGUIA nas redes sociais, mas usa textos dignos de um CAMELO.

Falando em ave, perdemos quando deu AVESTRUZ, e o dono da banca, numa falta de humanidade e respeito aos mortos pela pandemia, resolveu fazer mais uma das suas piadinhas de tiozão do pavê, oferecendo Cloroquina pras emas do Alvorada. A repercussão foi mundial, que vontade de enterrar a cabeça no chão de vergonha.

E a famosa reunião ministerial do dia 22 de abril? Foi uma festa pros amantes do jogo contraventor. Deu CABRA macho ameaçando STF e depois fugindo a galope feito CAVALO pros EUA. Deu VACA e TOURO quando o Ministro do Meio Ambiente propôs (e vem cumprindo) passar a boiada.

Deu URSO, ou melhor “amigo urso”, revelando a hipocrisia e falsidade que rola solta no Congresso. Só não deu GALO, pra despertar o Teich que cochilava no meio de tanto absurdo. Se toda reunião for como aquela, ta explicado porque nunca ganhamos.

Outro bicho sempre dá na cabeça é a BORBOLETA. Volta e meia um aliado cansa de “rastejar” feito lagarta ao lado do dono da banca, cria asas e voa. Mas com um detalhe, esses insetinhos nunca são coloridos, pois basta sair do casulo, que a galera da banca os pinta de “vermelhos”, comunistas, inimigos de Deus, da família e dos bons costumes. E a pintura funciona. Verdade seja dita: os caras são COBRA criada na arte de manipular a opinião dos seguidores. E com isso, continuamos perdendo.

Já que o assunto é aliado, um importante cambista do governo é o atual Ministro da Saúde. Desde que assumiu, vem dando uma de BURRO nas suas atitudes, ignorando a ciência e o bom senso. O que vale é o que o LEÃO da selva que se tornou Brasília manda. Mesmo que isso faça o ministro, um militar cheio de pose, parecer um CACHORRO adestrado.

Perdemos novamente e algumas perdas fatais.

E o MACACO? Claro que deu! Numa cena digna deste animal, quando o bicheiro e um humorista ofereciam banana pros jornalistas, em mais um episódio patético da briga dessa galera contra a imprensa. Perdem todos com esse ódio à informação, inclusive os que estão no cercadinho, aplaudindo.

E como o assunto é jogo do bicho, encerro o texto “fazendo uma fezinha”. Já que o não aparece ninguém com a coragem de um TIGRE pra fechar a barraquinha do planalto, faço uma aposta, que nesse Natal, que provavelmente nem terá PERU, o nosso presente seja que o povo tenha memória de ELEFANTE e não cometa o mesmo erro nas próximas eleições.

*

OBS. Faltou o 24, mas me recuso a fazer piadinhas desse tipo. De homofóbico basta o dono da banca.

Escrito por Brum

Natural de Maricá-RJ. Formado em publicidade pela ESPM com especialização
em direção de arte e redação. Começou no mercado de cartuns fazendo
caricaturas ao vivo em eventos. Atualmente mora no Rio Grande do Norte,
onde passou por diversos jornais do Estado como chargista diário.
Hoje, atua como diretor de arte em uma agência de publicidade e faz as charges
para o jornal do Sindicato dos Bancários do RN e para o jornal televisivo Bora RN
(TV Band-RN), essas últimas animadas. Além de atuar como diagramador e
ilustrador freelancer, atendendo diversos veículos e clientes, como a BBC,
Petrobras, Renato Aragão Produções, Unimed, dentre outros.
Participante de diversos salões de humor e exposições nacionais
e internacionais. Quadrinista e ex-colaborador da revista MAD,
tendo lançado diversos livros quadrinhos e charges. Vencedor do Prêmio
Angelo Agostini como melhor cartunista de 2015; vencedor do Prêmio
Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos em 2016 e 2018 na categoria
artes, segundo lugar no concurso de cartum “Nova Previdência Social:
Melhor para quem?” em 2019, um dos 10 selecionados para o edital de
cartuns antirracistas promovido pela ARTIGO 19 e Coalizão Negra por
Direitos em 2020, um dos vencedores do “Prêmio de Destaque Vladimir
Herzog Continuado” em 2020 com o movimento #somostodosaroeira,
Menção Honrosa no Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos
e no II Salão de Humor Sobre Doação de Órgãos, ambos em 2022.

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