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ESCLARECENDO

Uma assessora da vereadora e pré-candidata a deputado estadual, Marleide Cunha (PT), entrou em contato comigo para esclarecer nota publicada em nossa última coluna, sobre conflito interno no partido. Ela disse que da parte da vereadora Marleide não há desavença nenhuma, que sua pré-candidatura tem apoio significativo de algumas classes e que respeita a todos os demais pré-candidatos.

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ESCLARECENDO 2 – Na verdade, deixei subentendido na coluna anterior que a insatisfação não partia da vereadora Marleide Cunha (PT), mas da deputada estadual Isolda Dantas (PT), candidata à reeleição, que teme ser prejudicada pela futura postulação – legítima – da vereadora Marleide. Nas últimas eleições municipais, em 2020, Marleide se elegeu com 1.528 votos, contra 1.453 votos de Plúvia Oliveira, candidata apoiada por Isolda Dantas.

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AINDA – Além da querela municipal, a deputada estadual Isolda Dantas (PT) também faz parte do grupo que não quer a aliança entre a governadora Fátima Bezerra (PT) e o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT). Ela chegou a dizer, em entrevista ao jornalista Saulo Vale, que, em se efetivando a parceria, o ex-prefeito será usado e depois cuspido pela governadora, criando um imenso e desnecessário mal-estar.

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AINDA NÃO SE CONVENCEU? – Os quatro anos de desmanche da República parecem não ter convencido a deputada estadual Isolda Dantas (PT) de que não devemos correr o mínimo risco de deixar que seguidores do atual presidente alcancem esferas do poder, sobretudo quando o atual gestor é alguém da esquerda, que bem ou mal, respeita a democracia. Diante de uma casa que ameaça desabar, a preocupação da deputada é com a pintura. Também serve para a deputada federal Natália Bonavides (PT).

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* PODE SER PIOR – As eleições de 2018 foram marcadas por fatos estranhamente atípicos, que talvez não prosperassem caso o Brasil fosse um país com democracia mais sólida, como as europeias e a americana. Naquele ano, o líder nas pesquisas, Lula da Silva (PT), foi impedido de concorrer ao pleito por um juiz que, tempos depois, seria ministro da Justiça do candidato vencedor, num ato que remonta a uma republiqueta ou alguma ditadura africana. Mesmo diante da anomalia, nada aconteceu, a vida seguiu seu rumo e hoje temos o que temos.

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PODE SER PIOR 2 – As eleições que se avizinham podem resultar em algo ainda pior, um autogolpe, como Alberto Fujimori fez no Peru em 1992. Sem nenhum “juiz” de plantão para tirar Lula da Silva (PT) – novamente líder nas pesquisas – do páreo, resta ao presidente e sua malta torcerem que algum evento fortuito afaste o ex-presidente da disputa. Em não acontecendo isso, e sendo Lula eleito, o atual presidente dá sinais diários de que não aceitará a derrota. O autogolpe vem sendo anunciado diariamente, diante de instituições que nada fazem além de notas e blábláblás. O Brasil viverá dias muito, muito tensos.

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CICLONE TROPICAL – No último dia 24 de maio Mossoró registrou a maior chuva do ano, evento decorrente de uma tempestade de ciclone tropical. Os pluviômetros chegaram a registrar 130 mm em aproximadamente duas horas de chuva. Com tanta água, não faltaram casos de ruas e avenidas alagadas, tetos desabando, árvores caindo, carros boiando, e até um gaiato passeando numa canoa nas proximidades da Cobal.

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LÍDER INDÍGENA TRANS – Nascido Gilmar Traytowu, ele nunca se identificou com o gênero masculino. Hoje, aos 30 anos, se apresenta como Majur Harachell Traytowu. Da aldeia Apido Paru, em Rondonópolis (MT), desde cedo ela se dedicou às tarefas destinadas às mulheres, e hoje se veste, usa maquiagem e namora homens.

Sua história foi contada numa extensa matéria publicada na edição 188 da revista Piauí. O mais curioso é que Majur disse que nunca foi discriminada na aldeia. Afirmou que seus pais nunca tocaram no assunto, nem para criticar nem para apoiar, agem com total indiferença, no sentido de que aquilo não importa, tanto faz. O mesmo acontece com os demais indígenas da aldeia, mostrando que, ao menos entre os Apidos Parus, não existe LGBTfobia. Em tal aspecto estão mais civilizados do que os “brancos”.

DESPEDIDA – Dedico o post de hoje ao comerciário Westerley Ramalho Cavalcante, que concluiu sua passagem pela terra no último dia 08 de maio, após intensa luta contra o diabetes. Contava com 50 anos de idade. West, como chamávamos, circulava em todos os ambientes, apesar de ter um posicionamento político bem cristalino. Era querido por todos. Não me lembro de ouvir alguém dizer que tinha reservas quanto a ele.

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DESPEDIDA 2 – West costumava brincar com seu próprio quadro de saúde, se dizendo “imorrível”, vez que já havia passado alguns maus bocados em hospitais. Numa das vezes foi praticamente “desenganado”, mas conseguiu receber alta e até fazer uma bonita e última viagem com sua mãe, dona Raimunda Cavalcante, visitando pontos turísticos do Sudeste do país, o que me lembrou bastante o filme “Antes de Partir” (2007). Ele se foi, mas ficará sempre nos corações daqueles que o conheceram.

Escrito por Erasmo Firmino

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