Sobre

Reza

“Santo anjo do Senhor…”. Mal você me abraça e inicio a oração que só aprendi depois que fui mãe. Enquanto ficamos em silêncio, me encho de um amor que de tão grande parece impossível e bem maior do que o mar. “(…) Meu zeloso guardador…”. Lembro de quando te ensinei essas palavras e as dizíamos juntos todos os dias durante anos. Não importava onde eu estivesse, pegava o telefone um pouco antes da hora do meu menino dormir e rezávamos unidos. E nem sei bem como parecia aquela mulher praticamente gritando uma prece no meio de uma multidão de um comício, de um show, de um bar. “(…) Se a ti me confiou a piedade divina…”, continuo, como se ter um filho fosse a própria encarnação desse benfazer e peço saúde e coragem para estar ao seu lado o tempo que for necessário para lhe dar a mão, o colo, uma bronca, o suporte. “(…) Sempre me rege, guarda…”, murmuro alisando seu cabelo e imaginando quantos desafios e aventuras a vida há de te trazer. E amor, muito amor, invoco. Às vezes, dizemos que queríamos parar o tempo. Eu não. Se me fosse concedido, talvez, dar uma espiadinha lá na frente para voltar exatamente a esse ponto e aproveitar tudo com calma, sem sobressaltos, como deve e deveria ser mesmo sem a gente saber do futuro. “(…) Governa e ilumina…”. Ah, filhote, muita luz no seu caminho, alegria, boas risadas, paciência, resiliência. Sei que não é fácil esse momento com uma pandemia de um vírus e outra de ruindade destilada a cada minuto pelo anonimato das redes sociais e o escudo das instituições. Te desejo a esperança de esperançar, a capacidade de contornar as dificuldades, o bom humor para saber que as coisas valem a pena e a leveza do caminhar cada passo dessa estrada linda que é a vida. “(…) Amém!”.

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Nunca mais eu bebo

Na campanha etocracia; no governo caquistocracia